The Truth's For Sale

Crônicas Hiborianas – Oitava Edição – Glória Desfigurada

Posted in GURPS, Mutantes&Malfeitores, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 23/09/2009

Crônicas Hiborianas – Oitava Edição – Glória DesfiguradaConan - Capa

Cena 01 – Rei Conan

Deitado em sua tenda, Conan aproveita um dos raros momentos de folga. Os músculos dos braços e tronco ainda estão inchados pelo esforço na forja. Há anos ele não trabalhava por tanto tempo como ferreiro, a profissão que seu pai lhe ensinou. A vida de um soldado, porém, parece ser a constante preparação para um combate que nunca chega. Tem sido assim há um mês. Nesse período, o nortista aproveitou para ganhar intimidade com as letras. Ao que parece, apenas a força e o aço não são o bastante para impulsionar a carreira de um homem de armas no mundo civilizado, e Conan não tem intenções de passar muito tempo na ponta inferior da hierarquia.

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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 12 – Estes mares são pequenos demais para nós dois…

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 18/05/2009

Aventura 12 – Estes mares são pequenos demais para nós dois…

Capítulo 1: Entre Eleonora e escravos: “Não sei o que quero comprar, apenas estou curioso para saber por que a Senhorita o quer.”

Chegando à cidade de Santiago, as tarefas de costume são delegadas para o já acostumado Norberto, homem carrancudo e acostumado a dar ordens, ou impô-las com um movimento de seu monocelho. Desembarcam Walker, Timmy (ainda identificando-se como Edward), Alexander e Herman Thorne. O propósito é claro e preciso: obter informações sobre o convento e resgatar Eleonora. Claro que Walker não segue o planejado.

Enquanto Thorne coleta informações sobre seu real propósito, Walker e Timmy observam um leilão de escravos. Após alguns lances normais, um chama atenção: um branco, com todos os dentes e possuidor de habilidades lingüísticas, segundo seu vendedor. Timmy conhece o escravo: é George Bartrow, famoso impostor do mundo dos ricos, capaz de se passar até por médico, conhecido e cobiçado por possuir uma tatuagem muito peculiar em suas costas, uma espécie de mapa.

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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 9 – Ele era um simples cozinheiro, mas seqüestraram o seu pai…

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 12/05/2009

Aventura 9 – Ele era um simples cozinheiro, mas seqüestraram o seu pai…

Capítulo 1: “Alguém conhece Franky? Não? Ninguém?”

Na taverna de Port-du-Paix, Barba-Negra procura homens para ir atrás de Franky. O pilantra de quatro dedos deve a ele também. Thorne e Walker são chamados por um de seus homens para uma sala reservada, onde o temido e procurado pirata está. Aborda os dois, já sabendo dos feitos na pequena ilha de Great Inagua. Aparentemente, há muitas pessoas de olho neles. Barba-Negra oferece uma pequena recompensa, sua dívida de gratidão para com os dois, se derem um jeito naquele maldito rato miserável. Segundo Thorne, quanto maior a fila mais fácil fica o trabalho.

Dois homens de Barba-Negra acompanham os vingadores para assegurar que a tarefa seja feita com perfeição. Um barco é improvisado e, na manhã do outro dia, partem. Mais uma vez, com as brilhantes habilidades de Walker na orientação do navio eles demoram menos que o esperado, e no dia seguinte chegam até Yaguana.

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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 8 – Confie no Salafrário menos Bucaneiro, ou vice-versa

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 11/05/2009

Aventura 8 – Confie no Salafrário menos Bucaneiro, ou vice-versa.

Capítulo 1: Eu fico com ele! Digo, eu compro!

O nobre Watson faz uma oferta de 12.000 peças. Seu empregado Franky Quatro Dedos se encarrega do negócio. A reputação dele é conhecida por Walker: Ele é esperto no que pede, sujo no que exige e avarento no que cobra. Praticamente um irmão! Mas é o que pode livrar os dois de problemas maiores, ao menos por enquanto. No meio da negociação, ele faz a proposta: fica com o navio, com Samuel Gilbert Thorne e com os escravos. Em troca, pede que os dois se dirijam a um vilarejo de camponeses situado na ilha de Great Inagua. Lá, há um mal que precisa ser vencido. Como garantia dos serviços prestados, Franky Quatro Dedos irá “empregar” Samuel Gilbert por alguns dias, já que precisa de um carpinteiro experiente para reparar alguns barcos de pesca. Quanto ao que espera os dois na tal ilha, apenas o tempo escuro é uma certeza.

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Castelo Falkenstein VIII – Breve Interlúdio

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 17/11/2008

Após levar a jovem Sarah até o Templo de Ísis, nossos intrépidos cavalheiros descobrem que mesmo sob o manto da aversão que Rebekkah sustenta contra todos os homens, eclode um sentimento de gratidão que resulta em uma inesperada recompensa. Estando em pleno Egito, nada mais natural que os atrasados Srs. Crumb e Lector recebam como galardão pela sua coragem um muito adequado tapete mágico voador. É a chance para que recuperem o tempo perdido em relação à caravana de escravos onde se encontra cativa a pobre Jaqueline de Vandôme, a caminho da Fonte de Moisés.

Encerrados os preparativos, sentam-se os dois com seus parcos equipamentos sobre o insólito veículo e alçam vôo, para desespero do Sr. Crumb, que no fundo de sua alma – o que ele jamais admitiria – preferiria que o tecido mágico não funcionasse e seus pés permanecessem seguros sobre a terra firme. Após um dia de viagem, quando os comandos de vôo já estão dominados e a náusea provocada pela vertigem ficou para trás, nossos heróis finalmente começam a alimentar alguma segurança quando ao sucesso de sua empreitada.

Então, o horizonte é encoberto por uma tempestade de areia…

Anfitrião: Carlos Hentges
Personagens Dramáticos:
Sr. Hannibal Lector – Brunetto
Sr. Robert Crumb – Luiz

Castelo Falkenstein VII – Surpresas Subterrâneas

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 10/11/2008

O Sr. Mustafá Zahir, neste momento, é a mais bem acabada manifestação do pânico. Goteja, lança olhares desconfiados e é convulsionado por gaguejos e soluços. Depois de presenciar a morte do homem cujo corpo jaz aos seus pés, o rotundo comerciante parece apenas querer livrar-se de seus insistentes visitantes e deixar Wasa tão rápido quanto seus pés forem capazes de levar.

Não conta, porém, com a postura firme de seus interlocutores. O Sr. Lector, acostumado à bazófia dos encarcerados nos porões da gloriosa Inglaterra, certamente não se deixaria levar pela suposta esperteza de Zahir. Já o Sr. Crumb, escolado que era na arte de fazer as palavras precisas atingirem destinos certeiros, logo percebe que aquele homem tinha mais a revelar do que sustentava o discurso incoerente sobre ser vítima de um bando de rufiões

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Castelo Falkenstein VI – Planos Malogrados

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 29/10/2008

De posse do verdadeiro nome de Ahmed Hamil, é muito simples chegar ao homem que se anunciou conhecedor dos movimentos do grupo de escravistas que estaria, supostamente, privando a jovem Jaqueline de Vandôme da liberdade e seu pai, o Conde de Vandôme, da paz de espírito.

Ao chegar até a tenda do Sr. Zahir, os Srs. Lector e Crumb logo percebem tratar-se de um homem da mais baixa espécie. Em um inglês rocambolesco, ele oferece todo o tipo de produto para satisfazer os mais escusos desejos. Coisas que deixariam lívidas as damas mais fracas, e vermelhos de ódio os homens com alguma honradez.

Mesmo agredidos na dignidade, os cavalheiros não revelam de imediato os seus propósitos, preferindo passar-se por meros interessados em armas. De pronto, o rotundo Zahir retira debaixo de alguns tapetes uma velha arca. Antes que o conteúdo possa ser apresentado, porém, a tenda é subitamente invadida por três figuras soturnas. Gritando algumas palavras de ódio em árabe, com uma faca em punho, o que parece ser o líder parte na direção de Zahir, enquanto os demais se encarregam de nossos atônitos heróis.

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Castelo Falkenstein V – Dúbias Autoridades

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 14/10/2008

A postura do inspetor Mohamed Faisil certamente não pode ser considerada amistosa. Apenas após o que pareceu ser um terrível esforço ele se mostra capaz de convidar o Srs. Crumb e Lector a sentar-se para ouvir em detalhes as suas intenções.

Pacientemente, como se repetindo uma cantilena há muito memorizada, ele comunica que nada pode fazer quanto ao caso de Jaqueline de Vandôme. A investigação foi encerrada por superiores, e ele não se encontra em posição de enfrentar tal decisão.

Entretanto, o Sr. Faisil se deixa impressionar pelo desejo de Justiça de seus visitantes. Os Srs. Lector e Crumb alimentam a certeza de que um destino sombrio pode ter se abatido sobre a jovem Jaqueline, e não descansarão até que a levem de volta à segurança do lar paterno.

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Castelo Falkenstein IV – Uma busca infrutífera

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 13/10/2008

O alarido permanente no Bazar Central, situado no coração do bairro de Wasa, beira a insanidade. Impossível saber como aqueles homens e mulheres, espremidos entre todo o tipo de produto oferecido por casas de comércio que superlotam as ruas estreitas, são capazes de comunicar-se.

De importância notável nesses tempos de 1871, a Cidade do Cairo atrai turistas, rufiões, sonhadores, estudiosos e menos cotados de todo o mundo, e o Bazar Central é onde encontram-se, em uma espécie de convulsão de cacofonia dialética.

Os Srs. Lector e Crumb, viajados que são, é claro, se desenredam com graça da situação. Enquanto o primeiro se interessa pelos ungüentos e xaropes voltados para o tratamento de moléstia as mais diversas, o outro sai à cata de quem lhe possa responder algumas perguntas a respeito do infeliz fato que se abateu sobre os Vandôme.

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Castelo Falkenstein III – O Conde de Vandôme

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 07/10/2008

Não resta dúvida de que Armand, Conde de Vandôme, é um homem alquebrado. Mesmo nos trajes elegantes com os quais recebe os Srs. Crumb e Lector, em seus aposentos no Hotel de Paris, são evidentes as marcas na alma e na carne.

Com o braço esquerdo apoiado por uma tipóia e o rosto marcado por escoriações, o ancião destila tristeza e desamparo. No anseio por receber uma pista sobre o desaparecimento de sua única filha, Jaqueline, fora tomado pela imprudência.

O conde explica que recebera, dias atrás, o primeiro sinal de esperança desde que Jaqueline se fora, há um mês. Uma carta enviada por um certo Ahmed Hamil relatava o encontro com uma caravana de escravos nos arredores de Heliópolis. Entre os cativos, estaria uma jovem européia de feições semelhantes às de Jaqueline. Hamil, como toda a Cidade do Cairo, conhecia a aflição por que passava o nobre francês. Tanto que se prontificou a intermediar a negociação com os pérfidos escravistas, poupando o Conde de ter de se associar com aqueles que colocaram Jaqueline sob os grilhões.

Houve, porém, um inesperado infortúnio.

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