The Truth's For Sale

GURPS Viagem Espacial

Posted in GURPS, RPG by Carlos Hentges on 10/04/2012

Como esse título a Devir publicou, em 1998, um suplemento para a terceira edição de GURPS que oferecia toneladas de sugestões e regras para a criação de cenários “no mundo do amanhã”.

Fã de Cyberpunk, e ansioso por incrementar minhas ideias, comprei o livro de cara. Escrevi um cenário que nunca foi testado em mesa e publico pela primeira vez. Jamais foi revisado. Sua produção se deu em uma época em que a Internet ainda não existia para mim.

Basta clicar aqui (10mb em .PDF).

Diários (Ir)Radiados – Erzebeth Balthus

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 12/03/2012

Ela disse o meu nome. Ela gritou para quem quisesse ouvir. Eu estava acossada em um canto do quarto, com uma pistola nas mãos, tremendo. Atiraria sem pensar no primeiro que entrasse. Ninguém vai me levar de volta ao Vault 92. Não vou ser morta como meus pais. Onde está Thorne? Ele já tinha conseguido a porcaria da Memento e tinha voltado ao normal. Custou um balde de tampas, o tal Escobar espremeu ele direitinho, mas era melhor do que ficar sem nada, com as crises e alucinações. A gente veio para esse assentamento de mercadores sob a montanha com o tal Hernandez. Sob a montanha! A gente se sentiu seguro só para perceber que estava em uma bela duma enrascada. A única saída tinha meia dúzia de mercenários no caminho. Eu estava tão abalada que até o Thorne conseguiu perceber isso. Ele atirou a mochila na minha direção e então eu percebi o que estava para acontecer. Os minutos seguintes meio que se apagaram da minha memória. Eu me lembro de ter muita, muita raiva daquelas pessoas. Eu nem sei quem elas são, mas não faz diferença. Gente assim matou meu pai e minha mãe. Eu atirei e atirei. Acho que matei três pessoas. Thorne até pareceu meio impressionado com a minha pontaria. Droga, eu não deveria estar contente nem orgulhosa. Eu matei pessoas hoje. Eu matei pessoas que sabiam onde me encontrar.

Meu nome é Erzebeth Balthus, e agora eu sinto como se todo mundo soubesse disso. Eu vou continuar escrevendo esse diário enquanto puder.

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Diários (Ir)Radiados – Sorte, ou algo assim

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 07/02/2012

Megaton está na mira do Enclave. Era o primeiro lugar onde procurariam depois do que fizemos. Foi para tentar impedir o pior que chegamos até a base da Irmandade do Aço. A recompensa pelas nossas cabeças chegou antes, pelo rádio. Acho que isso serviu para despertar o interesse do Ten. Trautmann a nosso respeito. Thorne e eu meio que mostramos tudo que descobrimos nos últimos dias. Acho que parecemos desesperados, mas o Tenente foi esperto o bastante para não nos deixar perceber isso. Em troca de tudo que entregamos, ele concordou em enviar um homem para monitorar a movimentação em Megaton. Se fosse preciso, mobilizaria um grupo para defender a cidade. Eu consegui mandar uma mensagem para Lucas junto com o soldado que ia pra lá. Para tranquilizar ele, Moira e a meninas. Em um dia aprendi o que pude de codificação e decodificação de mensagens. Vai ser útil. Dali, fomos para Big Town. É um lugar que não conheço, mas Thorne disse ter conhecidos e alguma reputação lá. Era o que a gente precisava para ficarmos tranquilos enquanto a poeira baixava e o próximo passo ainda não vinha. Mas coisas não eram bem assim. Tem um médico que Thorne resgatou em troca de tampas e drogas e alguns moradores ressentidos de quanto custou ao lugar se livrar de Super Mutantes. A segunda parte eu descobri durante uma discussão em um bar. A primeira, no início da noite, quando Thorne teve uma crise de abstinência. Sofreu todo tipo de ilusão. Se tivesse uma arma na hora, teria atirado em fantasmas. Sentada no chão e com Thorne delirando e amarrado na cama, acabou que eu não dormi muito na primeira noite em Big Town. E acabou sendo a única. Na manhã seguinte, enquanto Thorne ia ao médico, Dr. Red, para saber onde conseguir ou sintetizar a tal de Memento que precisava, um caçador de recompensas me abordou. Eu sou peixe pequeno. Ele queria Thorne. Eu consegui distrair o cara com a história dos Super Mutantes e de como Big Town é agradecida ao seu herói e como ele poderia enfrentar resistência se fizesse algo conosco ali. Nem sei de onde tirei isso. Funcionou. Eu fiz ele acreditar que eu trairia Thorne em troca de algumas tampas. Combinei tudo. Quando deixamos Big Town para buscar caravanas que poderiam ter Memento, aviso Thorne da situação. Paramos em um local que possa nos proteger do atirador que acompanha o caçador. E então, dá tudo errado. Thorne está deitado junto dos escombros de uma casa. Quando ele chega, digo que dei jeito com um bastão de choques. Mas ele desconfia. Diz para eu repetir a eletrocussão. Por garantia. Merda! Com Thorne desacordado de verdade, posso não conseguir lidar com esse cara. Tento acertar ele, mas a porcaria do bastão dá um choque em mim. Zonza, mal percebo quando Thorne levanta-se e atira com a arma de dardos. Eles não atravessam a proteção do caçador. O desgraçado ri quando aponta para Thorne. E então, sua cabeça explode e se espalha sobre mim. Eu me protejo, pensando que o atirador é simplesmente tão desajeitado quanto eu. Lá de longe, gargalhando, vem um homem de chapéu e bigodes. Carrega o rifle nas costas. Quer saber de um cofre.

Meu nome é Erza. Bem, não é meu nome de verdade, mas é como meus pais me chamavam, então, acho que conta. Eu vou continuar escrevendo esse diário enquanto puder.

Diários (Ir)Radiados – Os Segredos do Vault

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 04/01/2012

Thorne me irritou a ponto de eu perder a cabeça. Como é possível que ele não entenda a importância do que tem nas mãos? Pior. Ele entendia, mas queria fazer lucro disso. Quantas tampas vale a vida de cada um dos Ghouls do Deserto? Por um momento, achei que teríamos que impedir, eu e Lucas, o xerife, a sua saída de Megaton. Ainda bem que ele se convenceu de que sim, poderia até ganhar algum dinheiro com os planos de, como é a palavra mesmo, higienização do Enclave. Mas poderia fazer isso enquanto salvava milhares de vidas. Eu estava pronta desde o início. Desde que coloquei os olhos no material que estava no Pip-Boy. Envenenar a água com algo que afeta apenas os Ghouls. Não consigo imaginar o desejo raivoso por trás de algo tão trabalhoso. Isso tudo aconteceu ao mesmo tempo em que um representante do Enclave apareceu em Megaton. Por um momento, achei que tinham nos rastreado, mas foi mais uma pressão. Eles estão desconfiados de algo e estão de olho nos arredores. Esse era o recado. Foi o que nos colocou em movimento imediatamente. Thorne sabia que o Enclave estava usando como base um dos vaults próximos. Nós fomos até lá sem um plano bem claro. Apenas precisávamos descobrir quão adiantado estavam os planos do Enclave para decidir qual o passo seguinte. Lucas ia ficar de olho em Sarah, a garota que Thorne trouxe justamente do vault para onde a gente ia, enquanto entrava em contato com pessoas que poderiam ajudar. Alguém da Irmandade do Aço, se a gente estivesse com sorte. Entrar no vault acabou sendo estranho. Eu meio que perdi a cabeça. De novo. Uma pessoa nos recebeu, acompanhada de um segurança. Eu ataquei ele na expectativa de que Thorne – ele conseguiu esconder uma arma durante a revista – desse jeito no guarda. Acabou dando tudo certo, com o segurança no chão e todo mundo perplexo comigo. Só então entendi que o Enclave estava usando o vault sem o consentimento dos moradores, meio que sequestrados nas suas próprias casas. Tanto assim que a principal atividade do local foi colocada na mão de um cientista de confiança do Enclave. Eu consegui extrair do computador todas as informações que eles tinham e ainda destruí os modelos que estavam trabalhando. O projeto de higienização é real, afinal de contas, e agora a gente estava atolado até o pescoço nisso. É certo que o Enclave vai apertar Megaton com mais força agora, e nós temos que chegar lá e preparar as pessoas para isso. Não sei o que vai acontecer com todos, e Sarah me preocupa bastante.

Meu nome é Erza. Bem, não é meu nome de verdade, mas é como meus pais me chamavam, então, acho que conta. Eu vou continuar escrevendo esse diário enquanto puder.

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Diários (Ir)Radiados – Retorno pra casa

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 20/12/2011

A noite foi tranquila. Mais do que se poderia esperar no Deserto (Daqui para frente, vou escrever Deserto assim. Ele é grande e perigoso o bastante para merecer a letra maior). Fiquei com um olho na Hellen o tempo todo. Ainda não sei como ela vai reagir às coisas. Não gosto de pensar no que ela passou para aceitar tão bem tudo o que aconteceu. Talvez seja mais fácil por ser tão criança. Duvido que tenha mais do que quatro anos. E é tão pequena. De manhã, seguimos em marcha sob o sol, economizando na água e nas palavras. Quando chegamos aos arredores do Forte, Thorne achou melhor dar uma olhada antes de ir em frente. O sol estava no pico, e os mantimentos para uma viagem de moto (aquela que explodiu) estavam acabando. Mesmo assim, não valia o risco das confusões que podem encontrar qualquer um em um assentamento como o Forte. Enquanto observava Thorne se afastando, me ocorreu que eles devem ter escolhido esse nome só para inventar uma reputação. O Forte é feito de placas soldadas, arame e carcaça empilhada para bloquear o caminho. Umas cem pessoas sobrevivem ali do jeito que dá. Deve ter um jeito de melhorar a vida dessa gente. Hellen, protegida do sol sob a capota de um Cadillac aos pedaços, é tudo o que posso fazer agora. Meus planos para salvar o mundo (que idiota, Erza) são afastados pelo escapamento de um velho Interceptor. Fico torcendo para que não me vejam, e depois, para que passem reto. Até parece! São dois, como eu adivinhei. Um mais novo, incentivado pelo mais velho. O pequeno Johnny Boy catando a primeira mulher na beira da estrada. Não vou ser eu. Não vai ser Hellen. Tive sorte do ímpeto não ser tanto. Todos acabaram inteiros. Johnny Boy e o Papi seguem para o Forte, o que meio que inviabilizou seguirmos até lá. Thorne, quando voltou, cuspiu qualquer coisa a respeito de problemas envolvendo um conhecido (Thorne não é muito bom falando, e fica pior quando tenta mentir). Nós seguimos até o que sobrou de um bairro residencial. Não valia a pena explorar os arredores. Melhor descansar e esperar que o tal Sanders não nos tenha seguido desde o Forte. Megaton está algumas horas adiante, mas precisamos esperar o sol baixar para continuar. São os guinchos de dois ratoupeiras na casa ao lado que dão o alerta. Sanders nem vê Thorne se aproximando. Foi desacordado por um disparo de agulha. Sei lá mais o que ele guarda naquela mochila; mais armas é uma boa aposta. Ele o revista e encontra um contrato por sua cabeça. Foi impressão minha, ou ficou decepcionado com o valor da recompensa? De qualquer forma, eu não acho nada de útil com o tal Sanders. Thorne sabe o que tem que fazer, e eu entendo. O cara não vai desistir. Qual é a pior parte disso? Precisar de tão poucas palavras para justificar a degola de uma pessoa desacordada… Chegamos a Megaton à noite, finalmente. Preciso falar com Lucas a respeito do robô. Quem sabe instalar uma nova rotina de boas-vindas. Megaton é um lugar legal demais para ter um Protectron tão impessoal fazendo a segurança do portão. Na manhã seguinte, Hellen e Sarah já eram as melhores amigas do mundo. Tive dificuldade para separá-las. Outro assunto para tratar com Lucas: a menina é pequena, mas é mais uma boca para alimentar, e a trazer até aqui não encerra minhas responsabilidades. Quando encontro Thorne, as ferramentas encontradas no Vault e a noite em claro analisando diagramas ajudam a abrir o Pip-Boy de uma vez. E as coisas que têm nele: o meu vault, e um plano para envenenar a água que resta no Deserto, e nomes de pessoas e nomes de lugares… Thorne me paga e me manda embora. Mas aquilo é maior do que eu e do que ele. Eu tenho que falar com alguém a respeito do que eu vi…

Meu nome é Erza. Bem, não é meu nome de verdade, mas é como meus pais me chamavam, então, acho que conta. Eu vou continuar escrevendo esse diário enquanto puder.

Diários (Ir)Radiados – O Caçador de Recompensas

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 29/11/2011

2278, 7 de fevereiro.

Voltei a Megaton. A cidade tem a cor do deserto. Não tem como fugir do deserto. Reencontrei alguns conhecidos. Foi bom. Todos falavam de dois homens que trouxeram uma menina. Thorne é o nome de um. Não lembro o do outro. É um Ghoul. Me sinto mal por não saber o nome do Ghoul. Ela se chama Sarah. Foi Moira quem me apresentou. Sarah está ficando com Walter, que cuida da estação de bombeamento de água. Ela tem cerca de dez ou onze anos. É saudável e alegre. Recém deixou o Vault 101, não sei ao certo em quais condições. Espero que a vida no deserto não a machuque muito. Moira falou um pouco dela enquanto eu ajustava um lança-chamas. É mais ou menos o que eu faço na maior parte do tempo para sobreviver. Todo mundo precisa de armas hoje em dia, especialmente aqui fora, e eu gosto de pensar que ajudo o quanto posso. Aconteceu alguma coisa com os pais de Sarah. Ela anda por Megaton com uma boneca. Dá para ver que ela não pertence a esse lugar. Todas as crianças daqui brincam de Raiders contra Irmandade do Aço. Os da Irmandade usam baldes na cabeça. Encontrei Thorne no bar do Moriarty. Foi por acaso. A história de Sarah me interessou. É parecida com a minha, mas não vou escrever sobre isso. Eu quis dizer para Thorne que foi bonito o que ele fez. Quer dizer, ele trouxe uma criança até um lugar seguro em troca de nada. Mais tarde, eu encontrei Thorne no quarto dele para ele me mostrar o seu Pip-Boy (hahaha…essa foi boa). O Pip-Boy é um tipo de computador preso no pulso. Normalmente, só quem viveu em um Vault tem um, e ele não me disse como conseguiu esse. Eu consegui abrir ele. Acho que fiz parecer fácil demais, mas o Thorne não disse nada. Tinha um chip de localização no Pip-Boy, o que eu não esperava. Pelo menos conseguir manter ele desativado e depois desinstalar. Mas não teve jeito de acessar a memória. Preciso de equipamento melhor e alguns diagramas. Primeiro, a gente pensou na Biblioteca Nacional, em Washington, mas o lugar está cheio de Super Mutantes. Ia ser mais fácil ir até um Vault ao norte. Abandonado, dizem. Ah, como se algo de valor pudesse passar despercebido no deserto. O Ghoul não vai conosco. Está bêbado e imprestável, diz Thorne. Ele chama o Ghoul de aberração. Eu acho ruim, mas não sei o nome dele. Thorne é irritante. A gente vai na moto dele e entra no Vault por um duto de ventilação que desemboca na montanha. Tem gente lá dentro. Não é como brincar de Raiders contra Irmandade. Eu fico aliviada por não acertar ninguém. Thorne matou dois com um rifle laser. Nunca tinha visto um desses em ação tão de perto. Os buracos queimados que eles fazem são horríveis. Nós achamos uma sala cheia de equipamento. Coisas volumosas e complicadas, que não chamaram a atenção dos Raiders. É bem o que eu preciso. Tem também um estudo de projeto sobre Pip-Boys. Na saída, ouço choro de criança. Uma menina, de três anos. Eu quase não acredito quando Thorne diz que ela vai nos atrasar. Ela está suja e faminta. Eu levo ela comigo. É complicado subir a corda com a menina, e Thorne não me ajuda. Quando chego lá em cima, acontece uma grande explosão. Thorne colocou explosivos para o caso de alguém mexer na moto. Ficamos sem transporte. No caminho, eu limpo a menina e dou pedaços de carne para ela comer. O nome dela é Hellen. Thorne está muito irritado com tudo. Eu devolvo o Pip-Boy para ele e digo que pode ir em frente, se quiser. Também digo que ele não deveria me acusar de roubar uma criança dos pais, porque que ele fez o mesmo com Sarah. Foi uma coisa horrível de se dizer, e estou arrependida. A gente segue em silêncio pelo deserto até encontrar uma casa para se abrigar durante a noite.

A propósito, meu nome é Erza. Bem, não é meu nome de verdade, mas é como meus pais me chamavam, então, acho que conta. Eu vou continuar escrevendo esse diário enquanto puder.

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Diários de Guerra V – Travessia

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 04/02/2010

Nós vimos o avião partir em segurança. Rezei para que chegasse ao destino e a missão fosse cumprida. Depois fiz uma prece por Fox, Duke e eu, pois também precisaríamos de Deus ao nosso lado para sair de lá.

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Resolvemos voltar até a pequena base alemã na cidade próxima à fazenda de Jaap. A chegada foi fácil. Era madrugada. Logo vimos que dois soldados ainda estavam ali. Pareciam não saber o que tinha acontecido. E tinham um rádio. Precisávamos dele para comunicar nossa posição e solicitar resgate.

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Diários de Guerra IV – Adeus ao Continente

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 14/01/2010

O pequeno avião de Jaap não foi tão longe quando qualquer um de nós gostaria. E o rádio serviu menos do que o esperado. Havia alemães no solo e havia alemães na costa. Decidimos pousar no campo para procurar por combustível. Isso nos permitiria um retorno mais longo e seguro, contornado a possível posição da esquadra nazista. Durante o processo, Bomber tratou de ir enchendo com vinho o próprio tanque.

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A primeira propriedade que avistamos tinha apenas um guarda. Ele vigiava cerca de 30 pessoas em uma casa. Estavam assustados e fracos demais, e eu mal os compreendia. Disseram estarem presos por serem judeus. E que familiares, inclusive crianças, estavam “concentrados” em um lugar mais distante. Ele e muitos outros foram às lagrimas quando o vento trouxe uma fumaça negra de odor pestilento. Ele não conseguiu me explicar o que era aquilo.

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Diários de Guerra III – Isolados

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 09/12/2009

Eu não entendi, mas Doc explicou. Eles estão cultivando soldados. Naqueles cilindros na caçamba do caminhão estão homens que logo vão… nascer. Para lutar. Será que eles têm alma? Aposto meu capacete que não. Então, matar eles não é errado. Matar eles é o que Deus gostaria que a gente fizesse.

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Diários de Guerra II – Ubermen

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 27/11/2009

Digam o que quiserem, mas Eisenhower é um idiota. A prova é que escrevo isso depois de ter saído dos Estados Unidos, desembarcado na França, passado pela Inglaterra e saltado na Dinamarca. Se eu não tivesse visto tanta gente morrer ao longo do processo, ignoraria a guerra para dizer que sou um turista a passeio. Com o talão de cheques assinado em branco para bandagem, munição e carnificina.

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