The Truth's For Sale

Steampunk in Oxford

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 10/01/2011

The Mysterious Explorations of Jasper Morello

Posted in Castelo Falkenstein, Cinema, RPG by Carlos Hentges on 07/01/2011

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Brasil, Império – Crônica de um futuro pretérito

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 17/12/2010

Corre o ano de 1870. A Guerra do Paraguai, na qual a Tríplice Aliança, encabeçada pelo Império do Brasil e secundada por Argentina e Uruguai, barrou os planos expansionistas do ditador Francisco Solano López, finalmente está encerrada.

A paz não foi assinada, mortos aguardam seus funerais, heróis ainda são pranteados.

Apesar disso, existem motivos para regozijo.

O Império do Brasil, com o inestimável auxílio da vapor-técnica britânica, consolidou sua hegemonia na América do Sul.

As Forças Armadas experimentaram pela primeira vez no campo de batalha os mais modernos frutos da ciência técnica dessa época de maravilhas.

Em marcha triunfal, primeiro para a tomada de Assunção e depois para o deleite da população, no Rio de Janeiro, o Exército Brasileiro nunca antes gozou de tamanho poderio.

A popularidade de Duque de Caxias e do Conde D’Eu rivalizam com a do próprio Imperador Dom Pedro II.

Não é de surpreender, portanto, que os ideais republicanos, cujo conflito com o Paraguai serviu para que tomassem corpo, assim como a alforria dos escravos, estejam atualmente em voga entre as camadas mais ilustradas da população.

Indiferente ao que sussurram a respeito da modernização política no Brasil, Dom Pedro II será anfitrião do mais suntuoso baile que a capital do Império já presenciou.

Em alguns dias, o recém-inaugurado Palácio da Ilha Fiscal, na entrada da Baía da Guanabara, receberá os diversos homenageados pelo Imperador em uma noite de pompa e circunstância onde estarão todos, exatamente todos os membros mais ilustres da buliçosa sociedade brasileira.

Os jornais do Rio de Janeiro, capital do Império, começam a publicar os nomes de alguns dos convidados que já confirmaram presença no Baile da Ilha Fiscal:

Dom Pedro II, o Magnânimo, Imperador do Brasil, e a Imperatriz Dona Maria Leopoldina
Gastão de Orleáns, o Conde D’Eu, e a esposa, Princesa Isabel de Bragança e Bourbon
Luis Alves de Lima e Silva, Duque de Caxias e Marechal de Ferro
José Paranhos, Visconde de Rio Branco
Dom Pedro Maria de Lacerda, Bispo do Rio de Janeiro
Irineu Evangelista de Sousa, Barão de Mauá
Dr. Simão Bacamarte, médico e alienista
Emília, a Boneca, e sua inventora, Tia Anastácia Lobato
Paulo Mendes, o Mandrake, famoso advogado criminalista
Richard Francis Burton, explorador e cônsul inglês no Porto de Santos

Referências:
Castelo Falkenstein
O Prisioneiro de Zenda
A Máquina Diferencial
A Volta ao Mundo em 80 Dias
O Homem que era Quinta-Feira
1889
Brasil: Uma Biografia

Castelo Falkenstein – Introdução a regras e cenário

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 17/12/2010

Heróis & Vilões

(ou, como são as pessoas)

No mundo de Castelo Falkenstein existem dois tipos importantes de pessoas: Heróis e Vilões. Ambos refletem estilos desta era de outrora no sentido de que eles são verdadeiros arquétipos do Bem e do Mal, representando seus papéis no Grande Palco, num mundo de moralidade relativamente clara. Eles são os “Dramatis Personae” – os Personagens Dramáticos assim chamados pela primeira vez pelo grande poeta e dramaturgo Robert Browning, aquelas figuras que definem o rumo de poderosos Impérios e mudam o curso da História.

Nesse grande palco os heróis fazem o bem, os vilões fazem o mal, e seus caminhos nunca se cruzam, exceto em combates mortais. Num universo da Era do Vapor de verdade, as coisas são Pretas ou Brancas (e em letras maiúsculas). Nessa realidade, o Bem combate o Mal, o Certo derrota o Errado, e as Coisas são realmente feitas pela Honra, pela Rainha e pela Pátria.

Herói: Isso é o que vocês estarão representando neste mundo (embora também falarei sobre os bandidos). Perceba que quando falo Herói, quero dizer Herói; na ficção da Era do Vapor, não existe nenhum “anti-herói” desagradável, sem princípios e quase mau. Esta é sua grande chance de subir no palco da forma mais grandiosa e heróica: para combater o mal, garantir que a justiça seja feita, e empunhar seu sabre no campo da honra. Façam o melhor que puderem!

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Castelo Falkenstein X – O Famigerado Dr. Forbes

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 20/11/2008

O Sr. Lector desperta primeiro. Vê-se preso em uma espécie de gaiola suspensa por uma corda sobre um poço de profundidade desconhecida. A esta altura o Sr. Crumb, que acabara de despertar, aponta o dedo hesitante na direção dos ratos que, em busca do melaço que empapa a corda, certamente contribuem para a extinção do único sustentáculo de nossos heróis entre a vida e a morte.

Juntos, conseguem remendar parte de suas memórias a ponto de recordar o ataque de que foram vítimas em pleno deserto. Mas esse não é momento para pensar no passado. Até porque é quando o Dr. Reginal Forbes, com sua cabeça desproporcionalmente grande, ombros estreitos e óculos extravagantes, pigarreia antes de dar início a um discurso cheio de gabolice:

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Castelo Falkenstein IX – Heróis no Deserto

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 18/11/2008

A única coisa sensata a se fazer quando um vagalhão de areia arremete contra o seu tapete mágico voador é sair do caminho o mais rapidamente possível, não demora a concluir o Sr. Crumb, cuja opinião é endossada pelo Sr. Lector. Rumando para o norte, os cavalheiros conseguem refugiar-se dos efeitos mais terríveis da tempestade, restando apenas os rumores da areia reformando o deserto.

O desvio inesperado, porém, impõe um novo desafio. Certos de que alcançariam a Fonte de Moisés ao final daquele dia, e tendo em vista o espaço restrito do tapete, os intrépidos senhores não contam com equipamento para sobreviver nas condições inóspitas de tão arenoso terreno. E nem se falou ainda da ausência de montarias. A magia que sustentava o tapete deixaria de existir ainda naquela noite.

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Castelo Falkenstein VIII – Breve Interlúdio

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 17/11/2008

Após levar a jovem Sarah até o Templo de Ísis, nossos intrépidos cavalheiros descobrem que mesmo sob o manto da aversão que Rebekkah sustenta contra todos os homens, eclode um sentimento de gratidão que resulta em uma inesperada recompensa. Estando em pleno Egito, nada mais natural que os atrasados Srs. Crumb e Lector recebam como galardão pela sua coragem um muito adequado tapete mágico voador. É a chance para que recuperem o tempo perdido em relação à caravana de escravos onde se encontra cativa a pobre Jaqueline de Vandôme, a caminho da Fonte de Moisés.

Encerrados os preparativos, sentam-se os dois com seus parcos equipamentos sobre o insólito veículo e alçam vôo, para desespero do Sr. Crumb, que no fundo de sua alma – o que ele jamais admitiria – preferiria que o tecido mágico não funcionasse e seus pés permanecessem seguros sobre a terra firme. Após um dia de viagem, quando os comandos de vôo já estão dominados e a náusea provocada pela vertigem ficou para trás, nossos heróis finalmente começam a alimentar alguma segurança quando ao sucesso de sua empreitada.

Então, o horizonte é encoberto por uma tempestade de areia…

Anfitrião: Carlos Hentges
Personagens Dramáticos:
Sr. Hannibal Lector – Brunetto
Sr. Robert Crumb – Luiz

Castelo Falkenstein VII – Surpresas Subterrâneas

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 10/11/2008

O Sr. Mustafá Zahir, neste momento, é a mais bem acabada manifestação do pânico. Goteja, lança olhares desconfiados e é convulsionado por gaguejos e soluços. Depois de presenciar a morte do homem cujo corpo jaz aos seus pés, o rotundo comerciante parece apenas querer livrar-se de seus insistentes visitantes e deixar Wasa tão rápido quanto seus pés forem capazes de levar.

Não conta, porém, com a postura firme de seus interlocutores. O Sr. Lector, acostumado à bazófia dos encarcerados nos porões da gloriosa Inglaterra, certamente não se deixaria levar pela suposta esperteza de Zahir. Já o Sr. Crumb, escolado que era na arte de fazer as palavras precisas atingirem destinos certeiros, logo percebe que aquele homem tinha mais a revelar do que sustentava o discurso incoerente sobre ser vítima de um bando de rufiões

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Hunter: The Vigil

Posted in Castelo Falkenstein, RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 03/11/2008

Fazia algum tempo que eu não me empolgava tanto com um livro de RPG (a útlima vez foi com o incomparável Castelo Falkenstein – que está sendo reimpresso nos EUA, atenção!). Tanto que estou aqui me dispondo a escrever alguns comentários a respeito de um livro que sequer terminei de ler.

Eu sempre fui um fã do Mundo das Trevas. Entretanto, nunca encontrei nos meus jogadores o eco necessário para instalar aquela aura de medo, suspense, horror e desespero tão própria do ambiente evocado pelos livros da série. Além disso, em muitos desses livros havia uma notável arrogância quanto ao modo “certo” de se jogar/narrar histórias que sempre me irritou.

De qualquer modo, adquiri o Mundo das Trevas logo que saiu em português, e agora acaba de chegar o meu Hunter: The Vigil.

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Castelo Falkenstein VI – Planos Malogrados

Posted in Castelo Falkenstein, RPG by Carlos Hentges on 29/10/2008

De posse do verdadeiro nome de Ahmed Hamil, é muito simples chegar ao homem que se anunciou conhecedor dos movimentos do grupo de escravistas que estaria, supostamente, privando a jovem Jaqueline de Vandôme da liberdade e seu pai, o Conde de Vandôme, da paz de espírito.

Ao chegar até a tenda do Sr. Zahir, os Srs. Lector e Crumb logo percebem tratar-se de um homem da mais baixa espécie. Em um inglês rocambolesco, ele oferece todo o tipo de produto para satisfazer os mais escusos desejos. Coisas que deixariam lívidas as damas mais fracas, e vermelhos de ódio os homens com alguma honradez.

Mesmo agredidos na dignidade, os cavalheiros não revelam de imediato os seus propósitos, preferindo passar-se por meros interessados em armas. De pronto, o rotundo Zahir retira debaixo de alguns tapetes uma velha arca. Antes que o conteúdo possa ser apresentado, porém, a tenda é subitamente invadida por três figuras soturnas. Gritando algumas palavras de ódio em árabe, com uma faca em punho, o que parece ser o líder parte na direção de Zahir, enquanto os demais se encarregam de nossos atônitos heróis.

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