The Truth's For Sale

Numenera Ex Machina – O não jogado*

Posted in Este Corpo Mortal, Numenera, RPG by Carlos Hentges on 24/06/2016

* Por impossibilidade do grupo continuar se encontrando para os jogos, as sessões de Numenera/Este Corpo Mortal estão encerradas. Publico, para registro, a preparação do que seria o Capítulo 10.

Capítulo 10 – No qual os personagens tomam parte na transformação de Queslin.

– Circunstâncias:
– A Festividade da Desobrigação ocorre quando um grupo de escravos cumpre seu contrato de cinco anos. O evento motiva os recém-chegados, permite à nobreza local regozijar-se por sua clemência e espalha as notícias a respeito de Queslin.
– Queslin tem apenas duas punições: as minas e a morte. É por isso que seus nobres são tão ciosos da manutenção da ordem e do próprio status, condição reforçada pelo fato de terem sido, eles próprios, sobreviventes de contratos de escravidão temporária.
– O germe que os personagens trazem consigo tem um equivalente em Queslin, encontrado e subjugado pelo Feitor décadas atrás, o que permitiu a cidade ser o que é hoje. A criatura está fraca, e sua produção de novas larvas e Mímicos diminuiu ao longo dos anos, Ela irá começar a morrer assim que o Rompante aportar, abrindo espaço para o seu substituto eclodir.

– Um Destino e uma Dívida
Participantes: Theobald
Theobald acredita que a Cidadela do Prodígio seja um local de despertar da consciência para a iluminação plena, dando acesso ao conhecimento do passado remoto e do futuro distante. Há meses vem desenvolvendo aparelhos capazes de captar o éter físico, uma energia residual que indicaria o local exato por meio do qual a Cidadela pode ser alcançada. Com os dispositivos de que dispõe até agora, pode apenas intuir que o éter emana mais forte ao sul, possivelmente nos arredores do Vale Invisível, passível de ser alcançado apenas a partir da vila de Moird.
Ele dividiu com Jacopo de Glavis informações a respeito, fazendo o assunto chegar a Marxene, que não se interessou especialmente pelo tema.  Ele vê na Festividade da Desobrigação a possibilidade de um financiador, pois não tem como pagar Tarae.
– Kronus vê tanto em algumas notas de Obi quanto nos equipamentos de Theobald marcas semelhantes àquelas nos templos da cidadela sobre os Canais de Seshar, remetendo à veneração de alguma espécie de entidade vinculada à informação ou conhecimento, um deus do fato e do dado. A elevação aos céus de toda a estrutura, portanto, além da sombra das nuvens e mais próxima das estrelas, seria de caráter também simbólico: mais próximos da luz do sol e das estrelas, aqueles que ali estiveram encontrar-se-iam igualmente mais próximos do saber, distantes da ignorância e protegidos da escuridão.

– A Tripulação Descontente da Capitã de Partida
Participantes: Trizan; Tarae
Parte da tripulação do Rompante está insatisfeita com a decisão da capitã: Tarae pretende rumar ao norte, pelos Canais de Seshar, e retornar a Ingwald. Trizan espera que Strahl possa sensibilizar a capitã a mudar de ideia, contando com o apoio de uma parcela de seus comandados. Segundo ele, retornar a Nebalich seria imprudente, assim como permanecer em Queslin. O Sul Gélido seria mais seguro, permitindo que o Rompante desaparecesse por um tempo.
Para levar o plano adiante, Tarae precisa dos recursos de que Theobald não dispõe, restando imediatamente negociar o germe.

– Vozes na minha cabeça
Participantes: Dracogen
O Dracogen deseja fazer de Kronus seu servo e abrir as portas da Cidadela do Prodígio. O contato do Dracogen é debilitante e provoca a perda de 1 Marcador de Ação.
Antes era apenas um enjoo, uma dor de cabeça. Agora, desse mal-estar aflitivo se pode discernir algo tênue. Vinda de lugar nenhum, uma voz parece ter muito a dizer, ainda que apenas uma frase faça sentido:
– Abriremos as portas da Cidadela do Prodígio.
A náusea vem com mais força dessa vez. É como se algo sujo tocasse sua mente e seu organismo. Algo obscuro que fala diretamente das partes obscuras do mundo:
– Una seu destino ao meu, criança, e abriremos as portas da Cidadela do Prodígio.
Uma inteligência que nunca foi humana, reptílica e ancestral, rasga os céus, revelando estrelas desconhecidas. Uma figura inconcebível, que evoca horror e veneração, assolando sua mente e tomando completamente os seus sentidos:
– Una seu destino ao meu, criança, e abriremos as portas da Cidadela do Prodígio. Permita que eu faça de você muito mais do que tem sido.

– Mímico sem Controle
Participantes: Mímico
As influências conflitantes que os Mímicos vêm recebendo desde a chegada do germe a Queslin farão com que comportem-se de modo errático. Relatos a respeito chegarão das minas, mas o primeiro evento na superfície é que despertará a atenção de todos. Irá acontecer quando um Mímico arrastar uma pessoa aos gritos para dentro de um dos tubos. Não é um simples ato de violência aleatória, mas a resposta da criatura a um mundo que não compreende.

– Um Convite às MinasKalisthor
Participantes: Kalisthor; Marxene/Theobald
O comportamento dos Mímicos aterroriza a população escravizada das minas. A maioria teme deixar as profundezas por acreditar que isso quebraria o contrato com o Feitor. Alguns, Kalisthor à frente, percebem na circunstância uma chance para a liberdade, pouco importando o preço a pagar. Para defender seu argumento, ela convidará os personagens às minas de Queslin.

– A Câmara da Morte
Participantes: Mímicos; Larva; Feitor; Kalisthor; Yonkark
Os Mímicos contemplam a morte de sua líder. São centenas de criaturas que deixaram suas obrigações, abandonando as ruas de Queslin e esvaziando as galerias em seu subterrâneo. Elas não irão interferir na chegada ou partida de quem quer que seja, a menos que sintam que a larva que os lidera esteja sob ameaça. A criatura, de proporções titânicas, não pode ser removida dali, e o por isso o Feitor desceu à mina acompanhado, até certo ponto apenas, por alguns representantes de sua Guarda Pessoal, um grupo majoritariamente formado por representantes diplomáticos, com pouca capacidade para o combate. Pretende reforçar o controle sobre a larva original e retomar o poder sobre os Mímicos.

– Observações:Sul
– A população verá com bons olhos o desaparecimento dos Mímicos, fato percebido como uma intervenção direta e positiva do Feitor após o constrangimento causado a Agos e convidados.
– Os primeiros relatos das minas serão ignorados por aqueles presentes para A Desobrigação. Após o ataque de um dos Mímicos, uns poucos entre os presentes deixarão Queslin. Contudo, mesmo entre os locais não há clareza a respeito do que está prestes a acontecer.
– Yonkark é o único membro da Guarda Pessoal do Feitor capaz de realmente protegê-lo, e por conta disso, ele permaneceu escondido nos túneis. Ele conhece Kalisthor, a quem chama de A Sublevada, agitadora dos subterrâneos.
– Marxene, percebendo nos eventos recentes o enfraquecimento do poder do Feitor, fará da Festividade da Desobrigação seu espaço para quebrar o temor da nobreza local de uma nova ordem em Queslin. Isso a colocará em uma situação muito delicada caso as ações dos personagens resultem na manutenção do status quo na cidade.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: