The Truth's For Sale

Dark Souls na medida

Posted in PS3 by Carlos Hentges on 09/03/2012

Eu comprei Demon’s Souls por acaso. Foi depois de um almoço, durante uma passagem rápida por uma loja de jogos, em busca de usados por bons preços. Enquanto manuseava a caixa, me perguntava como poderia não saber nada a respeito de Demon’s Souls. Eu, que ao longo do tempo tornei a leitura de sites especializados um hábito, havia passado em branco. Resolvi comprar. E não me arrependi nem por um segundo.

Com Dark Souls, foi exatamente o contrário. Eu não só sabia de sua chegada, como esperava por ela. E, de certa forma, me irritava pela constante menção à dificuldade, por vezes considerada exagerada, do jogo. Ainda que seja uma característica marcante da versão original e da atual de Souls, nunca achei que fosse determinante para explicar o que o jogo oferece.

Dark Souls, como o antecessor, não é difícil, ele é inclemente. Trata-se de um jogo de ação – é bobagem chamar de RPG só porque existem NPCs com quem interagir brevemente e um personagem por evoluir; RPGs são mais do que isso – que não perdoa erros e, principalmente, afobação.

Cansei de ver vitórias aparentemente garantidas escaparem após eu permitir erros de estratégia. Ou inimigos me atingindo porque baixei a guarda em corredores escuros e desconhecidos. Eu também morri repetidamente até descobrir o modo correto de abordagem de um adversário, conforme as forças e limitações do personagem que criei.

Em geral, não foram mortes injustas. Lembro apenas de duas situações em que o comando para uma magia demorou dois segundos para resultar na ação do personagem, o que acabou com ele. De resto, sempre foi culpa minha. Uma centena de vezes, pelo menos.

Isso não o torna frustrante porque existe um evidente aprendizado após cada morte. Pode ser das táticas dos inimigos ou as direções de um labirinto, mas a morte sempre vem seguida de algo mais. E é exatamente isso que empurra adiante. Pelo mesmo motivo, as vitórias obtidas aqui são melhores do que aquelas que qualquer outro jogo oferece.

Existem inúmeras melhorias interessantes em relação a Demon’s Souls:

– O mapa agora é aberto, no sentido de que não existem fases, como era o caso. Para abrir áreas, “basta” vencer o chefão.
– Existem checkpoints. E nesses locais que o personagem sobe de nível e repara itens, entre outras coisas. Ali, é possível renovar o “renovador de energia” do personagem. Assim, não é mais necessário ficar caçando ervinhas de cura.
– Porém, sempre que um checkpoint é acessado, todos os inimigos do mapa retornam. Isso não acontece com os chefões e alguns inimigos especiais.
– Além disso, o sistema de magia mudou. Não existe mais uma barra semelhante à de fadiga. Ficou parecido com AD&D. Cada feitiço escolhido tem uma quantidade determinada de usos. Para renovar, basta acessar o checkpoint.

Quem desembarcar direto, sem ter passado pelo Demon’s Souls, vai pagar os pecados. Até porque o jogo não vai além do básico em termos de tutoriais e informação. Em alguns casos, nem isso.
No final das contas, o certo é que a produtora fez um jogo melhor, que é sim uma sequência, onde todos os aspectos do original foram superados com folga.

Uma experiência pela qual todo jogador deveria passar.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: