The Truth's For Sale

O Embusteiro das Trevas

Posted in PS3 by Carlos Hentges on 30/03/2012

Eu não sei em que momento as sequências de jogos passaram a seguir a lógica de Hollywood, mas é evidente que Batman: Arkham City é o exemplo mais recente que tive o desprazer de experimentar.

Ao contrário do que o parágrafo acima possa dar a entender, não se trata de uma experiência ruim. Pelo contrário, o jogo é bastante bom, e continua sendo um prazer nocautear uma dúzia de meliantes em uma cadência conduzida por punhos, pontapés, joelhadas e tudo que o cinto de utilidades carrega. Além disso, há o bônus de flanar por todo o segmento de Gothan City onde a história se passa.

O mal de Arkham City é que ele oferece muito pouco realmente novo. É verdade, existe um mapa gigante, inúmeras missões paralelas e quase um milhão de interrogações verdes marcando os locais onde O Charada deixou uma… charada.

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Diários (Ir)Radiados – Erzebeth Balthus

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 12/03/2012

Ela disse o meu nome. Ela gritou para quem quisesse ouvir. Eu estava acossada em um canto do quarto, com uma pistola nas mãos, tremendo. Atiraria sem pensar no primeiro que entrasse. Ninguém vai me levar de volta ao Vault 92. Não vou ser morta como meus pais. Onde está Thorne? Ele já tinha conseguido a porcaria da Memento e tinha voltado ao normal. Custou um balde de tampas, o tal Escobar espremeu ele direitinho, mas era melhor do que ficar sem nada, com as crises e alucinações. A gente veio para esse assentamento de mercadores sob a montanha com o tal Hernandez. Sob a montanha! A gente se sentiu seguro só para perceber que estava em uma bela duma enrascada. A única saída tinha meia dúzia de mercenários no caminho. Eu estava tão abalada que até o Thorne conseguiu perceber isso. Ele atirou a mochila na minha direção e então eu percebi o que estava para acontecer. Os minutos seguintes meio que se apagaram da minha memória. Eu me lembro de ter muita, muita raiva daquelas pessoas. Eu nem sei quem elas são, mas não faz diferença. Gente assim matou meu pai e minha mãe. Eu atirei e atirei. Acho que matei três pessoas. Thorne até pareceu meio impressionado com a minha pontaria. Droga, eu não deveria estar contente nem orgulhosa. Eu matei pessoas hoje. Eu matei pessoas que sabiam onde me encontrar.

Meu nome é Erzebeth Balthus, e agora eu sinto como se todo mundo soubesse disso. Eu vou continuar escrevendo esse diário enquanto puder.

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Dark Souls na medida

Posted in PS3 by Carlos Hentges on 09/03/2012

Eu comprei Demon’s Souls por acaso. Foi depois de um almoço, durante uma passagem rápida por uma loja de jogos, em busca de usados por bons preços. Enquanto manuseava a caixa, me perguntava como poderia não saber nada a respeito de Demon’s Souls. Eu, que ao longo do tempo tornei a leitura de sites especializados um hábito, havia passado em branco. Resolvi comprar. E não me arrependi nem por um segundo.

Com Dark Souls, foi exatamente o contrário. Eu não só sabia de sua chegada, como esperava por ela. E, de certa forma, me irritava pela constante menção à dificuldade, por vezes considerada exagerada, do jogo. Ainda que seja uma característica marcante da versão original e da atual de Souls, nunca achei que fosse determinante para explicar o que o jogo oferece.

Dark Souls, como o antecessor, não é difícil, ele é inclemente. Trata-se de um jogo de ação – é bobagem chamar de RPG só porque existem NPCs com quem interagir brevemente e um personagem por evoluir; RPGs são mais do que isso – que não perdoa erros e, principalmente, afobação.

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