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Chefões, o prazer derradeiro

Posted in PS3 by Carlos Hentges on 30/01/2012

Desde lá no início, quando os seus pixels desviavam de outros, saltando, correndo ou atirando para sobreviver, só importava ver a grande massa pouco definida de ameaça que o chefão final, o boss, representava. E ele poderia jogar tudo sobre você, obrigando a manobras impensáveis os arcaicos controles de um mero botão. Ainda assim, você sobreviveria. Se não, o jeito era começar tudo novamente e, com um pouco de sorte, ter bem memorizada a sequência certa de movimentos. Estou falando de uma época em que salvar o jogo sequer era uma possibilidade cogitada.

E então, veio Shadow of the Colossus. Remasterizado para rodar em alta definição, com abundantes possibilidades de salvar o jogo, mas contendo a essência de tudo o que importa: o chefão. 16 deles, na verdade, cada um com suas peculiaridades e fraquezas, à espera de dedos que não fraquejem no momento da escalada e de mãos cujo suor não impeça a espada de alcançar a vulnerabilidade muitas vezes escondida.

Como companheiro, apenas um cavalo, Agro; o suficiente para forjar o elo emocional sabiamente utilizado pelos desenvolvedores. O objetivo, ninguém nunca realmente precisou de mais do que isso: salvar a princesa que jaz sobre um altar.

Eu, que não conheci Shadow of the Colossus em sua encarnação original, para PS2, não tenho condições de falar a respeito da transição para PS3. É certo, contudo, que a qualidade gráfica não se compara a dos atuais e mais badalados lançamentos. Contudo, não é sobre a beleza de seus cenários ou a majestade de seus desafios, e ambas são abundantes, que residem as qualidades maiores desse jogo.

Shadow of the Colossus foi uma revolução que demorou tempo demais para chegar até mim. Não deixe o mesmo ocorrer a você.

Assim que der, espero ter tanto a dizer a respeito de Ico. Por motivos diferentes, ele merece reverência semelhante.

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7 Respostas

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  1. L. Maroni said, on 31/01/2012 at 00:05

    Graficos pra que? Joguei o God of War collection após o 3 e achei que a história era melhor. Parece uma tendência que o enredo seja inversamente proporcional… deve ser coisa de custo. Raras excessões.

  2. Daniel said, on 31/01/2012 at 07:30

    Eu joguei Shadow of the Colossus na época em que foi lançado, pra ps2, pra mim, junto com Final Fantasy 7, é o melhor jogo que existe! Um jogo incansável, cada colosso morto aumenta a vontade de continuar jogando para descobrir como é o próximo! Simplesmente fantástico!

  3. Carlos Hentges said, on 31/01/2012 at 08:15

    Confesso que um dos colossos, uma espécie de tartaruga em um lago, onde era preciso chegar ao alto de templos para então saltar até seu ponto fraco, sob a barriga, me frustrou especialmente. A ciclo desse combate foi chato pra mim. De resto, não tenho ressalvas.

    Quanto aos gráficos, de acordo. Por outro lado, entendo a fixação de certas pessoas nesse aspecto dos jogos. São eles que mais obviamente identificam o salto de qualidade de uma geração de consolles para outra, e o domínio sobre a tecnologia dentro da mesma geração.

    Além disso, não me parece que muita gente se ligue à história de cada jogo. Muitas vezes, simplesmente porque são de ruins a descartáveis. A lista de jogos do ano de 2011, contudo, dá esperança para quem gosta de bons diálogos e enredos. Portal 2, Catherine e Mass Effect 2 estão aí para provar (jogos impecáveis em todos os aspectos técnicos, aliás).

  4. L. Maroni said, on 31/01/2012 at 09:58

    eu admito uns pixels se borrando pela tela (nunca um emparedamento) + aliado a uma ótima história. Mas falou… oq vende é a foto e o vídeo…

  5. Carlos Hentges said, on 31/01/2012 at 11:17

    Para falar da importância de gráficos e imagem, um dos motivos cogitados para a baixa venda de ICO nos EUA foi a horrenda arte de capa: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Ico_north_american_cover.jpg

    As versões europeia e asiática tem arte a partir de pintura de Fumito Ueda, principal força criativa por trás de ICO e Shadow of the Colossus: http://en.wikipedia.org/wiki/File:Box-l-jp.jpg

  6. L. Maroni said, on 31/01/2012 at 13:48

    Sim, a européia totalmente Dali… já a americana foi feita pelo estágiario.

  7. L. Maroni said, on 31/01/2012 at 13:50

    Cheguei a escrever estagiário errado de tanta tosquice. Mas vou dizer… a capa européia não seria vendavel nos EUA. É demais pro público.


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