The Truth's For Sale

Diários (Ir)Radiados – O Caçador de Recompensas

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 29/11/2011

2278, 7 de fevereiro.

Voltei a Megaton. A cidade tem a cor do deserto. Não tem como fugir do deserto. Reencontrei alguns conhecidos. Foi bom. Todos falavam de dois homens que trouxeram uma menina. Thorne é o nome de um. Não lembro o do outro. É um Ghoul. Me sinto mal por não saber o nome do Ghoul. Ela se chama Sarah. Foi Moira quem me apresentou. Sarah está ficando com Walter, que cuida da estação de bombeamento de água. Ela tem cerca de dez ou onze anos. É saudável e alegre. Recém deixou o Vault 101, não sei ao certo em quais condições. Espero que a vida no deserto não a machuque muito. Moira falou um pouco dela enquanto eu ajustava um lança-chamas. É mais ou menos o que eu faço na maior parte do tempo para sobreviver. Todo mundo precisa de armas hoje em dia, especialmente aqui fora, e eu gosto de pensar que ajudo o quanto posso. Aconteceu alguma coisa com os pais de Sarah. Ela anda por Megaton com uma boneca. Dá para ver que ela não pertence a esse lugar. Todas as crianças daqui brincam de Raiders contra Irmandade do Aço. Os da Irmandade usam baldes na cabeça. Encontrei Thorne no bar do Moriarty. Foi por acaso. A história de Sarah me interessou. É parecida com a minha, mas não vou escrever sobre isso. Eu quis dizer para Thorne que foi bonito o que ele fez. Quer dizer, ele trouxe uma criança até um lugar seguro em troca de nada. Mais tarde, eu encontrei Thorne no quarto dele para ele me mostrar o seu Pip-Boy (hahaha…essa foi boa). O Pip-Boy é um tipo de computador preso no pulso. Normalmente, só quem viveu em um Vault tem um, e ele não me disse como conseguiu esse. Eu consegui abrir ele. Acho que fiz parecer fácil demais, mas o Thorne não disse nada. Tinha um chip de localização no Pip-Boy, o que eu não esperava. Pelo menos conseguir manter ele desativado e depois desinstalar. Mas não teve jeito de acessar a memória. Preciso de equipamento melhor e alguns diagramas. Primeiro, a gente pensou na Biblioteca Nacional, em Washington, mas o lugar está cheio de Super Mutantes. Ia ser mais fácil ir até um Vault ao norte. Abandonado, dizem. Ah, como se algo de valor pudesse passar despercebido no deserto. O Ghoul não vai conosco. Está bêbado e imprestável, diz Thorne. Ele chama o Ghoul de aberração. Eu acho ruim, mas não sei o nome dele. Thorne é irritante. A gente vai na moto dele e entra no Vault por um duto de ventilação que desemboca na montanha. Tem gente lá dentro. Não é como brincar de Raiders contra Irmandade. Eu fico aliviada por não acertar ninguém. Thorne matou dois com um rifle laser. Nunca tinha visto um desses em ação tão de perto. Os buracos queimados que eles fazem são horríveis. Nós achamos uma sala cheia de equipamento. Coisas volumosas e complicadas, que não chamaram a atenção dos Raiders. É bem o que eu preciso. Tem também um estudo de projeto sobre Pip-Boys. Na saída, ouço choro de criança. Uma menina, de três anos. Eu quase não acredito quando Thorne diz que ela vai nos atrasar. Ela está suja e faminta. Eu levo ela comigo. É complicado subir a corda com a menina, e Thorne não me ajuda. Quando chego lá em cima, acontece uma grande explosão. Thorne colocou explosivos para o caso de alguém mexer na moto. Ficamos sem transporte. No caminho, eu limpo a menina e dou pedaços de carne para ela comer. O nome dela é Hellen. Thorne está muito irritado com tudo. Eu devolvo o Pip-Boy para ele e digo que pode ir em frente, se quiser. Também digo que ele não deveria me acusar de roubar uma criança dos pais, porque que ele fez o mesmo com Sarah. Foi uma coisa horrível de se dizer, e estou arrependida. A gente segue em silêncio pelo deserto até encontrar uma casa para se abrigar durante a noite.

A propósito, meu nome é Erza. Bem, não é meu nome de verdade, mas é como meus pais me chamavam, então, acho que conta. Eu vou continuar escrevendo esse diário enquanto puder.

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3 Respostas

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  1. R.G. Caetano said, on 01/12/2011 at 23:05

    Baseado em fatos jogados?

  2. Carlos Hentges said, on 02/12/2011 at 07:48

    Sim. Narração de um jogo com a nova edição de GURPS no cenário apresentado em Fallout 3 (e quem sabe New Vegas também. Se o Gói aparecer por aqui, ele explica).

    Ao contrário do que faço com Changeling, tentando fazer o papel de narrador-onisciente, aqui vamos ter um narrador-personagem. Ela é baseada no personagem que fiz quando joguei Fallout 3 para PS3.

    Os jogos devem ser quinzenais.

  3. Carlos Hentges said, on 02/12/2011 at 07:49

    Os outros jogadores são responsáveis por Thorne e pelo Ghoul (este não pôde aparecer).


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