The Truth's For Sale

Esperando por Mass Effect 3

Posted in PS3 by Carlos Hentges on 26/09/2011

Mass Effect 2 chegou ao fim nesse final de semana, 60h depois de ter sido iniciado. Ao longo da história, Maxine Shepard (dama de vermelho e casca-grossa) acumulou aliados e cicatrizes, explorou planetas, perfurou à bala meia Via Láctea e ainda encontrou tempo para flertar com toda sua tripulação antes de ir para cama com um alienígena com cara de bode.

De duas coisas eu senti falta em Mass Effect 2. Em relação à porção tiro-em-terceira-pessoa-baseado-em-cobertura, considerando a dificuldade do combate, é impossível sobreviver sem a proteção que o ambiente oferece. Até aí, tudo bem. A questão é que essa necessidade leva à antecipação de todos os confrontos. Funciona assim: “ei, olha lá aquelas rochas/painéis/contêineres/mesas. Elas dão uma excelente barreira. Aposto que uns robôs vêm aí.” E lá vêm eles. Ponto! Mata qualquer surpresa que explorar um planeta hostil, invadir uma prisão conflagrada ou avançar por uma nave fantasma poderia/deveria causar.

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Coisa de Artista

Posted in Outros by Carlos Hentges on 25/09/2011

Em dois anos, vou propor a seguinte obra: uma árvore de borracha e plástico, em cores vibrantes, provida de cordas, roldanas e eletricidade para movê-la ocasionalmente. Minha árvore balouçante tentará livrar-se da última folha que nela persiste. Direi que trata da dicotomia da existência, que aprisiona ao mesmo tempo em que impele à liberdade. Por fim, darei um nome obviamente descolado da proposta e de qualquer uma de suas leituras possíveis: Mingau Carnaval, digamos. Então, eu poderei me juntar a todas as pessoas que não sabem nem pintar nem desenhar e me chamarei “artista” na próxima Bienal do Mercosul.

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Diálogos Duplicados

Posted in Ideias Estranhas, RPG by Carlos Hentges on 22/09/2011

– Eu sou você.

– Como disse?

– Eu. Sou você. Igualzinho.

– O senhor quer falar com quem?

– Não percebeu que nossas vozes são iguais?

– Notei a semelhança. Mas o que isso tem de importante?

– Tudo, já que o resto é igual também.

– Do que o senhor está falando?

– Que somos iguaizinhos.

– Isso eu já entendi. Ou acho que entendi.

– Então?

– Então qual é o motivo da ligação?

– Não parece que tenho motivo para ligar?

– Como posso saber?

– Que ver uma coisa?

– Como posso, ao telefone.

– Aposto que tem uma cicatriz logo abaixo do lábio inferior. Do lado esquerdo. Cinco pontos.

– Tenho mesmo. Eu caí de uma bicicleta e por pouco não se foram os dentes.

– A minha foi em uma garrafada. Briga de bar. Noite ruim.

– Olha, não sei como o senhor sabe disso. Nem o motivo de estarmos tendo essa conversa.

– Eu quero meu lugar de volta.

– Como assim?

– Veja, eu tenho sonhado umas coisas. E, mesmo sendo igual a você, concluí que cheguei antes.

– Chegou antes?

– Isso. E que preciso tomar de volta o que é meu. Sua vida, no caso em questão.

– A vida é minha. Sempre foi.

– Mentira. Essas lembranças não são suas. São minhas.

– E a história da cicatriz?

– Não posso fazer nada se eles não fizeram um bom trabalho com você.

– Eles?

– É. Eles! Quem você acha que o colocou em meu lugar. Mas agora estou de volta.

– Essa conversa já foi longe demais. Passar bem.

– A vida é minha. Eu quero ela de volta!

– Passar bem.