The Truth's For Sale

Castlevania e a bola na trave!

Posted in PS3 by Carlos Hentges on 18/07/2011

Sabe aquele gol quase comemorado? Aquela bola que atinge e balança o poste? A trave no meio do caminho? Eis o problema de Castlevania – Lords of Shadow.

As partes que envolvem escaladas reprisam o que se viu em Enslaved; os quebra-cabeças em nada diferem de Tomb Raider ou Uncharted; e o combate segue o padrão estabelecido por God of War.

Quanto a este último, existe um fator de complexidade adicional, chamado Focus. Funciona mais ou menos assim:

Quanto mais tempo o personagem se mantiver golpeando os inimigos e executando esquivas para evitar ser atingido, mais aumenta seu Focus. No máximo, os adversários passam a liberar Neutral Orbs. Elas podem ser absorvidas para alimentar dois tipos de poder: Light e Dark Magic. A primeira faz com que o personagem recupere vitalidade toda vez que golpeia com sucesso; a segunda amplia o estrago do chicote que Gabriel Belmont tem como arma.

Durante o jogo, a dinâmica é mais natural do que a explicação acima, e adiciona opções estratégicas a cada luta. Contudo, mesmo no Hard (após o final o jogo oferece a opção Extreme) não chega a ser determinante. Lembro-me de apenas três lutas entre as centenas que ocorrem onde o uso cuidadoso de Light e Dark Magic foi determinante, e em duas delas apenas porque cheguei com a vitalidade do personagem em baixa.

Como se tornou recorrente em jogos de ação do gênero, a variedade de golpes aumenta ao longo da história. Também não chega a ser nada de especial. Em primeiro lugar, porque terminei o jogo faltando comprar com experiência apenas um deles. Logo, a aquisição nada teve a ver com estratégica ou adequação do personagem as minhas características. Foi só uma questão de tempo. E porque, em segundo lugar, mesmo tendo à disposição dezenas de golpes, apenas com um punhado deles eu fui capaz de enfrentar todas as ameaças que os Lords of Shadow e seus asseclas jogaram sobre mim.

Nada disso faz de Castlevania um jogo ruim. Apenas faz dele uma experiência graficamente deslumbrante e esquecível, cuja história anda por meio de diálogos que flertam com o piegas e um combate final aquém das expectativas. E, em se tratando da tradição que o título carrega, deveria ser mais do que isso (eu e Ricardo Teixeira cagamos de montão para as críticas sobre a falta de respeito ao que seria o cânone da série, em termos de história e jogabilidade).

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2 Respostas

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  1. Gosio said, on 19/07/2011 at 05:42

    Pô, tu vê só, os caras tem um nome na mão que por si só já vende. Quem aqui que é fã de jogos que nunca jogou aquele plataforma antigão do Castlevania? Estou esperando muito o lançamento do Elder of Scrolls V. Bom, depois disso tenho que esperar retornar a Porto Alegre para poder jogar. Ali vai ser o fator determinante do sucesso do meu casamento: se eu baixar esse jogo e a Patrícia ainda casar comigo, ela realmente me ama!

    Saudações.

  2. Carlos Hentges said, on 19/07/2011 at 08:53

    Mesma expectativa. E ela é tão verdadeira que o IGN se permitiu a liberdade de escrever um artigo a respeito com este título:

    Five Reasons Skyrim is Going to Make You its Bitch.

    O troféu Platina do PS3 nesse jogo será “No Life”.


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