The Truth's For Sale

Fallout 3, afinal

Posted in PS3 by Carlos Hentges on 16/05/2011

Acabei de encerrar minha experiência em Capital Wasteland, o cenário de Fallout 3. Isso não quer dizer que eu tenha visto tudo o que o RPG da Bathesda tem a mostrar, muito menos chegado perto de concluir todas as tarefas que me foram oferecidas. Significa apenas que o caminho que resolvi trilhar junto da minha personagem chegou ao fim (por algum motivo, prefiro personagens do sexo feminino sempre que tenho essa opção. Espaço de comentários aguardando sua análise).

Foram sessenta horas de jogo. Momentos emblemáticos, algumas tarefas chatas, inúmeros diálogos extraordinários e muita diversão.

Quando pensei nesse texto pela primeira vez, considerei escrever sobre a possibilidade de RPGs mais breves. Algo como a diminuição da superfície para a ampliação da profundidade. Eu havia sentido isso com muita força em Elders Scrolls: Oblivion, quando a necessidade de boa parte das missões, e a infindável exploração de catacumbas, pareciam ter como único propósito preparar o personagem para os confrontos mais difíceis de logo mais. E por preparar quero dizer simplesmente torná-lo mais poderoso.

Não que Fallout 3 tenha passado em branco nesse sentido. Como escrevi acima, ele tem sua dose de enfado.

Ocorreu-me, porém, que basta criar um personagem e seguir em frente.

Erzebeth, por exemplo, começou como uma ruiva inocente. Ela se recusava a ingerir alimentos irradiados e pensava que simpatia e perseverança bastariam para reencontrar o pai desaparecido. Com o tempo, desenvolveu suas habilidades com eletrônica e armas de energia a níveis altíssimos. Descobriu também algum charme em sua personalidade e um traço de ironia diante de pedidos de ajuda, especialmente quando os considerava esdrúxulos. Também auxiliou todos os escravos que pôde e desviou seu caminho diversas vezes para punir escravista e, sempre que possível, evitou matar.

Na medida do possível, desenvolvi uma personalidade para Erzebeth e tentei segui-la enquanto levava adiante os propósitos que Fallout 3 me oferecia.

Exatamente por isso, jogos assim precisam ser tão vastos. Não é para que você consiga seus troféus nem para maximizar características do personagem.

É para que ele possa viver uma experiência tão completa quanto possível dentro das diretrizes impostas pelo cenário e pela personalidade que você concebeu.

E quanto a isso, só posso dizer que Fallout 3 é extraordinário.

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9 Respostas

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  1. Gói said, on 18/05/2011 at 08:39

    Já acabei Fallout 3 de todas as maneiras possíveis: sendo a boneca que salva Megathon e o desgraçado que toma um chá na sacada do luxuoso hotel enquanto vê a explosão atômica da cidade (não sem antes exaurir todas as quests possíveis de lá, óbvio) simplesmente porque a vista “atrapalhava” o magnata lá de cima.
    A única coisa que achei realmente artificial é aquele sistema de Karma, quando todo o universo sabia que tu tinha saqueado, matado e “estrupado” uma menina na caverna mais escura e afastada do mapa. Parece que isso foi corrigido no New Vegas, o qual joguei muito rapidamente antes de viajar, logo que foi lançado.

  2. Carlos Hentges said, on 18/05/2011 at 08:49

    O jogo é realmente excelente, mas provavelmente eu não voltarei a ele em outra persona para cumprir as missões que faltaram.

    Quanto a Karma, de acordo. Além do que tu citou, acho que seria muito mais interessante não haver um medidor do gênero, tendo o jogador que se basear nas reações de NPCs para interpretar o modo como seus atos refletem sobre cada um.

    Enfim, espero algo assim do Elders Scrolls V, que sai no final do ano.

  3. L.Maroni said, on 18/05/2011 at 15:48

    New Vegas destruido após mais de 100 h/jogo. Não fui punido pela porra do Karma nenhuma vez.
    Farei o caminho inverso e jogarei o 3 em breve. Já vou esperando o ferro devido ao Karma, e também, esperando os problemas gráficos que a Bethesda não faz questão de arrumar.

    “por algum motivo, prefiro personagens do sexo feminino sempre que tenho essa opção. Espaço de comentários aguardando sua análise.”

    Como o Fallout é OFF, e tu não poderia iludir nenhum gordinho, eu diria que tu ainda tá no armario. Mas cuidado que a fechadura tá com problema.

  4. Carlos Hentges said, on 18/05/2011 at 16:44

    Ahahahahaha…..

    Demons Souls, que tu ainda não foi homem o bastante para jogar, eu também acabei com uma mulher.

  5. L.Maroni said, on 19/05/2011 at 13:12

    Honestidade???? Eu não tive foi capacidade mesmo. Pura dislexia.

  6. Luiz said, on 19/05/2011 at 14:43

    Eu sempre pego personagens femininas tbm. É um fenômeno que eu não consigo entender por completo, mas sei de 2 motivos que pesam na balança:

    1 – Dificilmente os personagens masculinos são interessantes para mim, tanto por causa do design como a personalidade. Acho que não preciso comentar o quão fúteis são marines bombados e bad ass, o que me irrita profundamente e em alguns casos até atrapalham a experiência até de jogos bons. No entanto, personagens femininas são tão interessantes que até mesmo as fúteis não me incomodam nem um pouco, só não me pergunte por quê. Só para deixar claro, há exceções no mundo da testosterona – o sagaz Drake, de Uncharted, Kratos (provavelmente o único pau-pra-toda-obra que eu respeito) e a maioria (senão todos) dos protagonistas da série GTA, por exemplo.

    2 – Sou tarado e não perco a oportunidade de dar uma checada em um modelo feminino, seja ele 2D, 3D, cartoon, etc.

  7. L.Maroni said, on 20/05/2011 at 15:23

    Meus personagens sempre parecem mendigos, não Marines. Como eu não jogo em 3ª pessoa o Fallout quase não faz diferença mesmo.
    Piada (de Marine Americano) pronta essa hein…. acho que vocês pegam mulher pq não pegam mulher hehehe

  8. Carlos Hentges said, on 20/05/2011 at 18:31

    Esse é o tipo de comentário que eu espero de ti.

  9. L.Maroni said, on 22/05/2011 at 19:25

    Evidentemente… apenas um dos meus humores.


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