The Truth's For Sale

Breve Odisseia de Enslaved

Posted in PS3 by Carlos Hentges on 30/03/2011

Sabe o que é um Ferrorama? Ferrorama é um brinquedo em que você trilha caminho para uma pequena locomotiva à pilha. Dependendo de quantas peças estiverem à disposição, é possível construir “ferrovias” realmente complexas, e os materiais de apoio, como pontes, morros e estações, servem para deixar tudo mais interessante. Em essência, porém, o Ferrorama brinca sozinho. O ápice da diversão é ver o que acontece após todo o esforço de engenharia.

Enslaved me lembrou do Ferrorama.

Você assume o controle de Monkey e conta com o auxílio de Trip. Ela é capaz de distrair os inimigos robóticos, os mechs, abrir portas e se meter em algumas encrencas. O pacote básico do bom sidekick. O desafio envolve combate, medianamente complexo, mesmo após upgrades do personagem, plataformas, lineares mas divertidas, e um cenário pós-apocalíptico deslumbrante, onde a natureza repleta de cores teve a oportunidade de se apropriar de espaços urbanos devastados.

Enslaved não é melhor do que outros jogos semelhantes – Uncharted me ocorreu nas cenas de escalada, Ninja Gaiden Sigma nos combates e, marginalmente, Metal Gear em um ou outro momento de inserção furtiva. Sempre parece faltar polimento. Ele brilha é nas cutscenes.

O problema é que cutscene, você sabe, é quando o jogo brinca sozinho.

O casal de protagonistas, Monkey e Trip, é desenvolvido com economia de diálogos e expressividade superiores. E quando Pigsy junta-se a ele, no terço final da aventura, a interação ganha em complexidade, humor e drama. Ela é tão bem resolvida quando as de Uncharted 2, ainda que o trio de Enslaved me pareça mais simpático do que Nathan Drake e qualquer combinação de mais dois coadjuvantes.

A dúvida é a seguinte: é o bastante?

Para mim, foi. Achei a experiência emocionante. Nem mesmo o final tirado da cartola conseguiu quebrar a impressão que o jogo causou.

A odisseia ao oeste é relativamente curta, e eu recomendo que seja experimentada no nível difícil, quando o desafio se apresenta de fato.

Último detalhe. Acabei de jogar Enslaved. O problema de queda de quadros por segundo, apontado nas resenhas pós-lançamento, foi resolvido a ponto de ser quase insignificante.

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