The Truth's For Sale

Impressões sobre o Asilo Arkham

Posted in PS3 by Carlos Hentges on 05/11/2010

Finalmente, com um ano de atraso, coloquei minhas mãos nesse jogo.

Batman: Arkham Asylum é tudo o que dizem a seu respeito, mas nem tanto. O sistema de combate tem grande fluidez e ótimas animações, refletindo bem o estilo rápido e efetivo que penso fazer sentido ao Cavaleiro das Trevas. Quem conhece Assassin’s Creed 2 logo irá sentir-se em casa. As cenas fazendo uso de sombras para emboscar adversários complementam a proposta, junto com brinquedos como batrangs, explosivos e tudo o mais que se pode esperar do cinto de utilidades.

O cenário é muito bonito e variado. Todo o jogo se passa na Ilha Arkham, que abriga o Asilo de mesmo nome, mas isso não prejudica a diversidade de ambientes.

Os modelos de personagens estão ótimos e as dublagens idem. As frases do morcego eventualmente soam ordinárias em sua intenção lacônica/badass. O Coringa, por outro lado, é sempre interessante, fazendo-me rir várias vezes com suas observações.

Arkham Asylum se esforça, mas falha, é na tentativa de criar variedade. De fato, apenas às portas da cena final, quando Batman enfrenta uma dúzia de capangas palermas em um corredor estreito demais para acomodar suas habilidades acrobáticas, é que parabenizei a equipe por fazer do ambiente algo plenamente relevante ao combate.

Além disso, falta algo de claustrofóbico no jogo. Talvez eu ainda esteja sob efeito de Dead Space, mas fiquei muito desapontado com a tranqüilidade com que Batman circula pelo asilo. Tudo bem que ele é o morcego mais foda a voar por aí, mas ser objeto de uma armadilha do Coringa em um local repleto de loucos e super-criminosos deveria ser mais desconfortável do que um passeio no escuro. Não existem sustos ou surpresas, no máximo um leve franzir de sobrancelhas.

A culpa disso, em grande parte, é do famigerado Detective Mode. Trata-se de uma ferramenta que permite ao protagonista ver através de paredes, detectar pontos de referência e tudo o mais. Infelizmente, ele tira boa parte da graça do jogo, porque anula qualquer efeito surpresa, e o torna mais feio, porque imprime ao jogo sua retícula azul insípida, única forma de descobrir a maior parte dos segredos que o Charada espalhou pela ilha – e cuja revelação destrava diversos bônus.

Por fim, os combates com os “chefões” são pouco inspirados, sendo a luta contra o Coringa absolutamente decepcionante, do transcorrer ao desfecho.

Nada disso faz de Batman: Arkham Asylum um mau jogo. As bases para uma grande seqüência, Arkham City, estão fundadas. É só uma questão de afinar os detalhes.

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3 Respostas

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  1. Luiz said, on 07/11/2010 at 07:17

    Review sucinto e eficiente. Destaque para o problema do detective mode, que não é qualquer que percebe (acho q eu passaria batido se um amigo não tivesse comentado antes de eu jogar).

    Pessoalmente, o grande destaque do jogo é o sistema de combate. Preciso, impactante e divertido. Deveria virar referência, não me incomodaria nem um pouco com clones.

    Mas nunca é tarde pra lembrar: citar uma mediocridade ambulante como Assassin’s Creed, por qualquer motivo q seja, sempre é um sacrilégio. Oops, I did it again…

  2. Carlos Hentges said, on 07/11/2010 at 09:08

    Assassin’s Creed II, para PS3, é um ótimo jogo. Não sei do primeiro nem sei de outras plataformas.

    Como o sistema de combate do Arkham Asylum é, sem dúvida, uma versão melhorada, valia a citação.

    Troll!

  3. L. Maroni said, on 22/11/2010 at 12:46

    Os desafios são muito mais complicados que o jogo em si. Dificuldade mesmo é ficar com 100%.


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