The Truth's For Sale

The Elder Scrolls IV – Oblivion

Posted in PS3 by Carlos Hentges on 28/05/2010

Seus combates não têm a plasticidade cruel de God of War III e nem despertam o temor da morte que os jogadores de Demon’s Souls conhecem muito bem. Os diálogos muitas vezes pomposos perdem quando comparados à naturalidade de Heavy Rain, que também é vastamente superior na modelagem dos personagens. A história é interessante, ainda que lhe falte o fio cinematográfico que conduz Metal Gear IV – Guns of the Patriots. E por mais que os atributos de seu personagem alcancem as alturas, ele jamais protagonizará os feitos de graça e agilidade vistos em Assassin’s Creed II. Ainda assim, e apesar de todos esses jogos na prateleira ao lado do meu PS3, eu sempre volto para o mundo de Elder Scrolls IV – Oblivion.

Tanto que já foram sessenta horas de jogo ao longo dos últimos três meses. No momento, depois de tornar-se o campeão da arena da capital do reino e assumir o controle da Guilda dos Ladrões, meu personagem prepara-se para desempenhar seu papel decisivo: conduzir o filho bastardo do imperador ao trono enquanto debela uma invasão de demônios. Puta tarefa ingrata. No ínterim, centenas de outras propostas, ofertas, chantagens, investigações, caçadas e buscas as mais diversas cruzam seu caminho.

(more…)

Jonah Hex – Impressões apressadas / Produções equivocadas

Posted in Cinema by Carlos Hentges on 26/05/2010

Jonah Hex é uma bosta! É, não vai ser, é uma bosta! Mesmo eu, que li apenas uma história do personagem publicada há quinze anos na revista Vertigo, sei disso. Basta um trailer para saber. Porra, metralhadoras gatling montadas sobre um cavalo? Isso não é espirituoso nem criativo, é estúpido e… mais estúpido ainda. Um cientista que bola equipamentos tão destrutivos quando extravagantes? Coisas nada memoráveis como Van Helsing fizeram algo parecido há tão pouco tempo que ainda dá para sentir no ar o cheiro da merda. Eu queria lamentar pelo Josh Brolin, que recentemente fez “Onde os fracos não têm vez” e “Milk”. Mas ele também está escalado para “Homens de Preto III”, então, merece afundar com todo o resto. E que clique no RedTube o primeiro punheteiro que usar a Megan Fox como justificativa para assistir a esse filme.

Esta é uma seção dedicada à virulência gratuita contra tudo o que não vi e não gostei. Volte sempre!

The Wire – 1a Temporada

Posted in Cinema by Carlos Hentges on 26/05/2010

The Wire – 1a Temporada

Ser policial é uma merda! Fiquei com essa impressão ao final da primeira temporada de The Wire. Não que a história seja ruim. Muito pelo contrário. É extremamente bem contada por atores verossímeis e direção segura. Mas trata-se de um olhar que se pretende realista sobre o comércio de drogas na cidade de Baltimore, na costa oeste dos Estados Unidos. E, por conta disso, é duro, desagradável e, muitas vezes, cruel. Nada aqui lembra CSI. Nada lembra Law & Order. A fantasia acaba na vala comum dos interesses dúbios, das lealdades incertas, da moral flexível e das necessidades que o suposto bem maior impõe. Como diz um dos personagens, “Eu vou fazer o possível para ajudar vocês, mas o jogo está lá fora. E você joga ou jogam com você. Simples assim”.

The Wire teve cinco temporadas, produzidas pela HBO entre 2002 e 2008.

Capítulo 16 – A Caçada

Posted in RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 21/05/2010

Hunter: The Vigil – Os Espaços Vazios

Capítulo 16 – A Caçada

Quinta-feira, 04/02/2010

Cena 01 – O que Rivers tem a dizer

Nada e coisa nenhuma. Após horas diante dos vídeos copiados no Lar da Criança da Filadélfia, nenhuma imagem de Tom deixando seu quarto. Saiu pela janela, mas como? Cutler resolve distrair-se com uma passada rápida no mercado próximo. Retorna com duas sacolas e uma garrafa de Jack Daniel’s.

Kroll chega em seguida. Tratam rapidamente do trabalho no site do antiquário. Bebem um terço da garrafa enquanto discutem hipóteses que ligam Tom e o Sr. Claude ao clube As Extremidades e Tailor. Quando os palpites ameaçam esgotar-se recebem mensagem de Rivers:

– Phineas Claude e o Por Trás da Máscara são nomes relativamente famosos, mas desconhecidos até três anos atrás. Ao que tudo indica, o homem é temperamental e com a tendência a não atender aos pedidos de qualquer um. Sem uma relação de clientes é impossível chegar a um perfil. Porém, ele foi alvo de um processo por parte de um deles. Virgil Walters alegou presença de material tóxico nas peças. Afirmou ter sentido náuseas e tonturas após usar uma das máscaras do Sr. Claude. O caso não foi adiante após uma análise revelar a ausência de produtos que poderiam causar tais efeitos. Isso foi há seis meses.

– O Lar da Criança da Filadélfia é um dos mais respeitados da cidade. Apesar de administrado em conjunto com a Prefeitura, quem comanda o dia-a-dia é uma entidade encabeçada por Rose Fairweather, advogada que ganhou notoriedade em casos envolvendo abusos contra menores. Ela não atua mais, dedicando seu tempo integralmente ao projeto social.

– Não existem informações a respeito do desaparecimento de crianças no Parque Fairmount. Pelo menos não a ponto do fato chamar atenção. Rivers anexa, porém, uma notícia daquele dia ao texto.

A mensagem sugere que o favor em breve será cobrado. Ela encerra com um desejo de boa sorte.

(more…)

Capítulo 15 – O Garoto Perdido

Posted in RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 14/05/2010

Hunter: The Vigil – Os Espaços Vazios

Capítulo 15 – O Garoto Perdido

Quarta-feira, 03/02/2010

Cena 01 – Chamado do Porão

Cutler e Kroll chegam ao antiquário indecisos quanto ao que fazer em relação a Tom. Discutem a possibilidade de levá-lo ao Lar da Criança da Filadélfia ainda naquela noite. Sem admiti-lo em voz alta, sentem-se desconfortáveis diante do imponderável que cerca o garoto.

Kroll – Bem ou mal, eu preferia levá-lo de uma vez. Foi o que eu prometi ao Claude e quero me livrar disso.

Mas Tom desapareceu.

Kroll chama diversas vezes enquanto percorre o labirinto de prateleiras e balcões que entulham o salão principal do antiquário. Cutler sente um dedo gelado percorrer-lhe a espinha ao ver escancarada a porta que leva ao porão.

Lá embaixo, entre peças descartadas e itens esperando reparo e coisas que devem permanecer longe dos olhos dos clientes, Tom observa uma parede.

Kroll – Tom? O que você está fazendo aqui?
Tom – Olá, Sr. Kroll. Eu achei que tinha alguém. Ouvi alguém chamando.
Cutler – Não há ninguém aqui. Vamos andando. Está na hora de ir embora.

Kroll encara inquisitivo o companheiro, que responde com um dar de ombros. Com as luzes já desligadas Cutler lança um último olhar à parede mais distante do velho porão.

(more…)

Cinema em 1 Minuto – A Hora do Pesadelo

Posted in Cinema by Carlos Hentges on 11/05/2010

A Hora do Pesadelo – A Nightmare on Elm Street

Nunca me lembro de meus sonhos e também nunca fui fã de Freddy Krueger. Sempre achei mais encantadora a diligência lacônica de Jason Voorhees. Apesar disso, enfiei-me em um cinema para A Hora do Pesadelo. Decepciona a falta de criatividade do filme. Quantas vezes o Sr. Krueger precisa esfregar as garras pelo cenário para dar-lhes o tom certo de ameaça? Meia dúzia, ao que tudo indica. Perdi a conta do número de ocasiões em que o monstro considerou surgir atrás de suas vítimas o máximo do pavor. Empilhando os corpos de adolescentes que merecem morrer, já que se mostram, na maior parte do tempo, incapazes de ajudarem a si próprios, a refilmagem de A Hora do Pesadelo se perde justamente pelo maior crime que pode ser cometido em um cenário onírico: a banalidade.

Capítulo 14 – Something Wicked This Way Comes…

Posted in RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 07/05/2010

Hunter: The Vigil – Os Espaços Vazios

Capítulo 14 – Something Wicked This Way Comes…

Quarta-feira, 03/02/2010

Cena 01 – Algo para logo mais

Naquela manhã, John Kroll e Lucas Cutler trabalham separados, mas com objetivo comum. O primeiro dá início ao desenvolvimento do ambiente virtual que hospedará o antiquário do segundo, que se dedica à organização dos livros na residência que pertenceu a Jebediah Stone.

Encontram-se por volta do meio-dia para atender ao pedido de Tom. É hora de Kroll cumprir a promessa que fez.

Cena 02 – Início da Jornada

Kroll esteve na Por Trás da Máscara diversas vezes. Ainda assim, não fosse o chamejante cabelo ruivo de Tom, aguardando com uma maleta nas mãos, teria ido adiante sem perceber. Atrás do garoto está um prédio com ares de abandono, onde vidros quebrados permitem vislumbrar cômodos vazios. Nada ali lembra a loja de elegância discreta que o Sr. Claude mantinha até há poucos dias.

Tom – O Sr. Claude partiu.

Tom trata com inocência o que houve. Parece não entender que um homem cego indo embora sem uma valise sequer é incapaz de carregar consigo todo o conteúdo de um prédio, deixando para trás uma estrutura combalida.

(more…)