The Truth's For Sale

Capítulo 08 – Preparando o Tabuleiro

Posted in RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 12/03/2010

Hunter: The Vigil – Os Espaços Vazios

Capítulo 08 – Preparando o Tabuleiro

Segunda-feira, 25 de janeiro

Kroll desperta com o sol entrando pela janela. O apartamento de Kallinger é pequeno, ainda que confortável, tendo cabido ao visitante o sofá da sala. Enquanto estala a coluna, Kroll se pergunta quando o professor começará a investir melhor os recursos da Universidade da Pensilvânia.

Kallinger já está pronto para sair. Deixou que o amigo descansasse, ou fez o possível para que o contato fosse o mais breve possível. Sem tempo para considerações a respeito, Kroll junta suas coisas e parte para casa. Tem que estar na Divisão de Homicídios da Polícia da Filadélfia naquela manhã.

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Depois de quase uma semana, Cutler se prepara para abrir o antiquário e cumprir o horário que impôs a si próprio anos atrás, quando se estabeleceu e decidiu que a loja, repleta de curiosidades históricas, seria seu meio de sustento. As contas, claro, impulsionam esse sentimento de redescoberta.

A negligência recente nos negócios se faz ouvir também pelos clientes que aparecem naquela manhã, um ou dois deles assíduos, que brincam com a permanente placa de “Fechado” na entrada.

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O detetive Blaine Bullock, com quem Kroll tratou logo após a morte de Edward Fitzgerald, dirige questões sem expectativa, como que entediado pela formalidade daquele encontro.

Bullock – Já chegamos à conclusão de suicídio, senhor Kroll. Tenho apenas algumas perguntas para o senhor. O senhor estava acompanhado naquela noite?
Kroll – Apenas depois de ligar para a polícia. Lucas Cutler e Charles Kallinger eram os amigos que estavam comigo quando voltei ao motel.
Bullock – Quando o senhor Fitzgerald ligou, o que ele disse?
Kroll – Ele estava preocupado com algo.
Bullock – Conversou pessoalmente com ele?
Kroll – Por alguns segundos. Até ele pegar a arma. Ele falou algo sobre um vídeo e pessoas que estavam atrás dele. Tentei dissuadi-lo…
Bullock – A arma era dele.
Kroll – Inclusive, eu estava ajudando a senhora Fitzgerald a localizar Edward.
Bullock – Ela mencionou o seu auxílio. Acho que isso é o bastante. Se houver alguma dúvida, entrarei em contato. Tenha um bom dia.

Após despedir-se de Bullock, Kroll se depara com Anne Fitzgerald. Falou com ela ao telefone nos últimos dias, mas antes a vira algumas vezes em festas da empresa. Como seria de esperar, está muito abatida. É acompanhada por uma mulher mais jovem. Irmã? Na breve conversa a viúva agradece o esforço de Kroll e convida-o para o funeral de Edward, que ocorrerá no início daquela noite.

No elevador, já de saída, Kroll tem uma última conversa.

Oak – Eu sei o que você, o professorzinho e o vendedor de bugigangas fizeram com Krista. E não pense que vocês vão se safar dessa como hoje.

O ódio nos olhos e no tom de voz não bate com a descrição que Kallinger fez de Henry Oak. O caminho até o antiquário de Cutler é feito com olhos nos retrovisores.

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Katherine Riley entra no antiquário sem desviar o olhar para nenhuma das peças expostas. Mira Cutler. Kroll, que acabara de relatar os acontecimentos daquela manhã, se afasta após o pedido delicado, mas firme, por uma conversa em particular. Sai para fumar em frente à loja enquanto observa o Lexus com motorista no qual chegou a senhorita Riley.

Sem falsos pretextos, apresenta de imediato o motivo da visita inesperada. Sabe que Cutler estaria negociando a aquisição da residência do Sr. Jebediah Stone. Ela representa um fundo de investimentos interessado na preservação e manutenção dos pertences de Stone. Infelizmente, o proprietário parece querer deixar um legado, e a aquisição da residência e seu conteúdo estaria vinculada a um critério subjetivo que Katherine não foi capaz de preencher. Por isso, se oferece para cobrir os custos necessários para que Cutler feche a negociação. O antiquário poderia ficar com um percentual desse montante.

Cutler ouve a proposta de intermediação e a rejeita. Nega estar negociando com Stone, que não passaria de mais um cliente. Insatisfeita com a resposta, mas sem insistir, Riley deixa a loja.

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Ao telefone, Kallinger concorda entre murmúrios com os US$ 25 mil que Cutler solicita. A proposta de Stone nunca ficou inteiramente clara, mas a quantia deve ser o bastante. Quando desliga, percebe que aquilo foi uma espécie de despedida. O professor não deseja mais tomar parte nos estranhos eventos em que estiveram metidos, pelo menos não diretamente. Algo para se preocupar em momento mais oportuno.

Naquela tarde, ele e Kroll juntam todo o tipo de informação possível a respeito de Henry Oak. Querem se manter dois passos à frente e, se possível, encontrar algo para dissuadir o detetive.

O trabalho é interrompido por uma mensagem enviada para Kroll através do blog que ele criou com o intuito de relatar os fatos envolvendo o traje negro.

– Os senhores esqueceram um traje de gala no clube. Foi difícil tirar as manchas, mas a lavanderia faz entregas 24h. Entre em contato.

Kroll responde pedindo o local e hora do encontro.

Cutler – Isso deve ter partido de um dos pervertidos que freqüentava aquele clube.
Kroll – Ou do tal Oak, querendo nos pressionar.
Cutler – Ou do russo aquele, Porykov.
Kroll – Porra, pode ter sido qualquer um.

Sem saber quem os observa, despedem-se. Kroll dirige-se ao funeral de Edward Fitzgerald. Cutler pretende fechar negócio com Jebediah Stone. Nenhum dos dois imagina o que os aguarda naquela noite.

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8 Respostas

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  1. Carlos Hentges said, on 12/03/2010 at 11:15

    A título de curiosidade, nessa sessão tivemos a maior rolagem da crônica até aqui. 13 dados para avaliar o resultado do uso da Tática Perfil. E o Lucas conseguiu apenas um único e mísero sucesso com a sua já tradicional mão podre.

  2. L. Maroni said, on 12/03/2010 at 14:30

    Ela não serve pa jogar dados. Já pra outras coisas…

  3. R.G. Caetano said, on 14/03/2010 at 01:46

    Muito bom esse relato. Estão cada vez melhores…
    Estou na expectativa do próximo ”episódio”!

    Eu estou com medo dessa Katherine Riley! Ela parece do tipo determinada e disposta a tudo para conseguir o que quer.

    E a mensagem não deve ser do russo…

  4. R.G. Caetano said, on 14/03/2010 at 01:49

    Porque o Kallinger vai virar NPC?

  5. Carlos Hentges said, on 14/03/2010 at 18:53

    O Gói, jogador responsável pelo personagem Charles Kallinger, está atolado pelos compromissos do doutorado. Aguardamos pelo seu retorno e de outro amigo, que deve juntar-se à mesa em agosto.

    A crônica passou a ter encontros semanais, então, os textos devem aparecer por aqui com maior freqüência.

  6. R.G. Caetano said, on 15/03/2010 at 16:18

    Bela notícia! Mais leituras agradáveis na semana!

    Boa sorte no doutorado, Gói.

  7. Carlos Hentges said, on 16/03/2010 at 23:40

    Valeu pela leitura e pelo comentário. Caso tu esteja com tempo ou especialmente interessado no World of Darkness + Hunter: The Vigil, posso sugerir o link abaixo. Ele contém os resumos de uma outra crônica, inacabada por conflitos de horário entre os jogadores.

    https://truthforsale.wordpress.com/hunter-the-vigil-um-sombrio-dito-notavel/

  8. R.G. Caetano said, on 17/03/2010 at 20:22

    Valeu, vou ler a crônica.


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