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Cinema em 1 Minuto (ou mais) – Avatar

Posted in Cinema by Carlos Hentges on 20/01/2010

Avatar

Cientistas com argumentos racionais, mas que não podem ser compreendidos pelo capitalista empedernido que logo será dominado pelo militar linha-dura? Aquela cena em que o herói acha que espantou o monstro para logo em seguida descobrir que uma ameaça ainda maior estava às suas costas? O escolhido? Esses são apenas alguns dos clichês clássicos que se acumulam como moscas na merda ao longo de duas horas e um tanto de projeção. Eles vêm acompanhados por alguns dos diálogos mais pobres, expositivos e simplórios que ouvi recentemente. Até quando faz referência, Avatar é banal. Em um filme a respeito de se estar em um local distante e “alienígena”, qual seria a citação mais óbvia? O Mágico de Oz, é claro (ei, se você não adivinhou essa, quem sabe se divirta assistindo Avatar)! Incapaz de sutilezas, o filme transmite sua mensagem de amor pela natureza através dos Na’vi, a raça nativa de Pandora, cenário da história. Como eles entram em contato com a sua versão de Gaia? Por meio de caudas USB que servem para conectar-se com animais, plantas e tudo o mais. Até quando é minimamente original, Avatar é tosco. Tem que ter muita boa-vontade para ver como espiritualizadas criaturas que se comportam como pendrives circulando em um planeta HardDisk ecologicamente correto. Aposto que isso foi uma alternativa “bem sacada” para evitar aquelas histórias feias sobre drogas alucinógenas tão comuns nas culturas em que foram baseados os Na’vi. Com um cenário deslumbrante e o estado da arte em tecnologia digital, que torna impossível distinguir personagens de carne daqueles feitos em CGI (ou sei lá que nome James Cameron deu para a tecnologia que desenvolveu), Avatar só precisava de alguém que lembrasse que isso é cinema, o que inclui roteiro, personagens tridimensionais (sacou? 3D? Hein? Hein?) e uma porção de outros critérios que vão além da imagem e dos quais Avatar não tem sequer o verniz – tudo isso junto faria, aí sim, uma verdadeira revolução.

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4 Respostas

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  1. Vremei said, on 20/01/2010 at 11:17

    A tecnologia 3D é sim revolucionária, concordo que a história não tem nada de original, foi só uma mistura dos filmes que ele já fez. Um destaque que eu acho um absurdo de ignorância: em um planeta distante, com a elite da pesquisa científica e a elite militar (que justificam a extração de um mineral que vale bilhões de dólares o quilo) o chefe de toda operação, ao escutar um parecer da chefe de pesquisas de sua equipe, ri na cara dela e pergunta o que ela está fumando… oras, se você traz gente pra estudar algo tão valioso, não seria ao menos sensato ouvir suas opiniões??

  2. Carlos Hentges said, on 20/01/2010 at 12:33

    Como disse um amigo, cinco anos desenvolvendo tecnologia, quinze dias escrevendo o roteiro…

  3. Snerol said, on 31/01/2010 at 11:41

    De qualquer maneira os óculos 3D tem um belo design anos 80…

  4. Carlos Hentges said, on 31/01/2010 at 23:32

    Pena que não dá para ficar com eles depois da sessão. Eu gostaria de me parecer o tempo todo com um dos personagens de Porky’s.


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