The Truth's For Sale

Diários de Guerra III – Isolados

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 09/12/2009

Eu não entendi, mas Doc explicou. Eles estão cultivando soldados. Naqueles cilindros na caçamba do caminhão estão homens que logo vão… nascer. Para lutar. Será que eles têm alma? Aposto meu capacete que não. Então, matar eles não é errado. Matar eles é o que Deus gostaria que a gente fizesse.

Eu não gosto do Doc. Ele parece que fala difícil de propósito. Como se quisesse mostrar que é melhor do que o resto. Mas, dessa vez, eu tive que concordar com ele. Não falei em voz alta, claro, mas isso parece uma missão suicida. O local onde devemos encontrar nosso contato, Jaap, para deixar a Dinamarca, é junto de um posto alemão. Deve ter uma dúzia de soldados lá, e nós somos seis. E parece que apenas eu acho que isso é um problema. De onde saíram esses caras?

Encontramos o tal Jaap. No fim das contas, foi mais fácil do que todos imaginaram. Estar em território inimigo está deixando todos paranóicos. Estamos ficando todos mais parecidos com Mad Dog.

Enquanto o resto do grupo foi para a fazenda, eu fiquei na vila, observando. A idéia era ter algum tempo para avisar os outros, caso as coisas corressem mal – como o tal Jaap nos trair. Enquanto esperava, vi que um soldado vinha arrastando uma mulher para a casa onde eu estava. Não demorou até que começassem os ruídos de fornicação. A mulher não gemia, não gritava e não lutava. Apenas esperava que tudo acabasse logo, eu acho. Por um momento, achei que ela estivesse gostando. Depois, lembrei daquela menina sendo violada por um oficial da SS. Atirei na nuca do soldado. Mesmo com uma daquelas pistolas silenciadas que nos deram na Inglaterra, isso denunciaria minha posição. Fui na direção da fazenda antes do previsto, mas não disse a ninguém o que aconteceu.

Mad Dog, Doc e Bomber partiram no avião de Jaap. Eu, Fox e Duke ficamos. Tivemos que conter o avanço de dois jipes com soldados enquanto o avião decolava. Era a única forma de fazer os documentos que encontramos no bunker chegarem ao destino. Era a nossa missão. Foi a pior batalha que tivemos. Duke foi ferido, mas não foi grave. Agora, precisamos encontrar um local seguro e rumar até a costa. Duke acha que é a nossa melhor chance de encontrar alguma forma de resgate.

Anotações de John Matrix, do 82º Batalhão de Fuzileiros dos Estados Unidos da América, baseado na Dinamarca.

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2 Respostas

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  1. Emerson said, on 13/12/2009 at 00:16

    Ola, muito bom esse blog aqui, gostei muito das ideias plantadas e de como voce valoriza certas informacoes dispersas pela web pelo potencial que elas tem.

    Achei seu blog procurando a materia “Rudolph e os duplos” da Carta Capital, estou pensando em desenvolver algo pra WoD a partir dessa noticia.

    Quem sabe podemos trocar algumas referencias?

    Abracos

  2. Carlos Hentges said, on 13/12/2009 at 17:36

    Salve,

    Só entrar em contato. Meu e-mail está aqui no blog, na área com o meu nome. Vamos falando!

    Até,


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