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Hunter: The Vigil – 180 Minutos

Posted in RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 01/09/2009

Hunter: The Vigil – Um Sombrio Dito Notável

Capítulo 11 – 180 Minutos

It’s you who has said there’s no tomorrow
I don’t know but who I am
I wouldn’t sit back any longer
It’s surely built in sadness
But the sadness surely will go by
So we will all know the answer
The answer’s within, it’s in your mind

Blind Guardian – A Night at the Opera – Wait for an Answer

2009, 26 de Março

Cena 01 – Dois Fardos

O que fazer?

O policial está desacordado quando é colocado no chão. O sangue de Krueger mancha seu casaco. O’Hara o encara, aturdida. Ela conhece aquele homem. É seu colega no 18º DP. Qual o nome dele? Além do policial – teria ele ouvido o nome de Trager? Teria reconhecido O’Hara em meio à escuridão? – há um cadáver. O que era um monstro agora é um homem nu com o rosto quase irreconhecível, desfigurado por seguidos disparos. A oficial lembra-se dele. Entrou no quarto de Trager e Krueger no Saint Joseph Hospital. Mordeu a mão do jornalista e provou seu sangue. O que ele queria? O que isso teria a ver com a natureza que revelou instantes antes?

Perguntas demais sem respostas… O zumbido do rádio, solicitando informações a respeito dos disparos ouvidos no Lincoln Park, desperta os três para a necessidade de ação imediata.

Krueger remove a arma, distintivo e casaco do oficial desacordado. Mantém os dois primeiros consigo e esconde o último em meio à vegetação. A peça se encontra banhada pelo sangue que ainda escorre dos três cortes fundos na altura da sua clavícula. Trager e O’Hara, enquanto isso, levam o cadáver até uma área mais densa do bosque, cerca de vinte metros adiante. Dali, mesmo com pouca luz disponível, o jornalista percebe um conjunto de roupas depositado sob uma pedra.

Ao voltar para a clareira e perceber que Krueger toma providências para ocultar o ocorrido da melhor forma possível, O’Hara se pergunta como o professor pode estar reagindo tão friamente. Enquanto a culpa pelo assassinato lhe corrói, ele age como que movido por um racionalismo Flashlightimpassível. Parece tão irritado quanto um pai ficaria após uma tarde de algazarra das crianças no pátio em frente de casa… Juntos, carregam o oficial até um local distante. Seu objetivo é deixá-lo desorientado ao despertar e, quem sabe assim, menos propenso a lembrar-se dos fatos que testemunhou.

Ao recolher as peças de roupa, que suspeita serem daquilo que os atacou, Trager percebe a aproximação de alguém empunhando uma lanterna. Um policial. Ele arremessa uma pedra através da alameda pela qual o patrulheiro se desloca. O choque contra uma árvore produz ruído o suficiente para desviar sua atenção e alertar Krueger e O’Hara. Os dois partem imediatamente na direção do carro.

Cena 02 – Capturado

Ciente dos procedimentos comumente adotados pela polícia quando ocorre algum incidente no Lincoln Park, O’Hara não tem dificuldade para guiar Krueger até o carro sem deixar-se notar. Quando entram no veículo, avistam outro policial nas imediações. Estão nervosos pela demora de Trager. A sensação piora quando o oficial responde ao rádio e parte na direção da qual vieram.

Trager está agachado junto a uma árvore. Em meio à escuridão, busca não ser percebido. Com a arma em punho, o patrulheiro grita para que, quem quer que esteja escondido, saia devagar. Ele ouviu Trager, mas ainda não o viu. Sem perceber, passa poucos passos ao seu lado. Acreditando que seja a oportunidade para a fuga, Trager levanta-se. Mas não é furtivo o suficiente. O oficial engatilha a arma e vira-se, jogando luz sobre a árvore atrás da qual o jornalista busca abrigo. Novas ordens são gritadas. Trager avalia suas possibilidades. Esperando não ser alvejado pelas costas, parte na direção do Lago Michigan. Se tiver sorte, pode conseguir escapar. Mas a Senhora Fortuna não acompanha seus passos desastrados. Galhos cortam sua face e raízes enroscam-se em seus pés. Antes de ser alcançado e dominado tem tempo apenas de livrar-se da arma com a qual alvejou a criatura que os atacou na clareira.

Cena 03 – Escolhas

Homicídio, ocultação de arma do crime, ocultação de cadáver, agressão contra policial, mais algum? Enquanto Krueger dirige, O’Hara enumera os crimes pelos quais pode ser acusada. Certa vez, lhe disseram que o Departamento de Trânsito era o destino dos oficiais que cometiam erros. Agora, ela pensa o quão melhor seria passar o resto da vida ajudando crianças a atravessar a rua no lugar de vestir o uniforme laranja dos presidiários. O que seu pai diria dela agora?

Estacionando, Krueger avalia a extensão dos ferimentos. Três cortes longos e paralelos o marcam acima do peito, junto do pescoço. O branco da clavícula pode ser divisado, mesmo em meio ao sangue coagulado e escuro. Certa vez ele viu um homem ferido pela patada de um urso. Não era muito diferente. O’Hara tenta convencê-lo a ir até a sua casa, onde ela pode limpar e costurar o ferimento. Decidido a ele mesmo fazer isso, Krueger acaba parcialmente sensibilizado. Estaciona em frente à emergência do Hospital do Noroeste e lembra O’Hara de que não é ele quem precisa de ajuda. Se tudo deu tão errado quanto eles imaginam, Trager foi preso e levado ao 18º DP. É o seu departamento, e ela precisa fazer algo para ajudá-lo. Se não quiser fazer por ele, que faça por si própria. O futuro dos três está em jogo.

Logo após dar entrada, Krueger dorme o sono sem sonhos que os analgésicos lhe trazem.

Cena 04 – Visitas à Delegacia

O’Hara está em sua casa. Quanta água fria é preciso para apagar do rosto as marcas dessa noite? O leve tremor das mãos a vodca controla. A boca, porém, parece que nunca mais deixará de estar seca. Levando consigo a arma e o distintivo, ela parte até o 18º Departamento de Polícia.

CadeiaA esta altura, Trager já está sendo fichado. Conta uma história improvável sobre um encontro frustrado com um jornalista rival. A pesquisa para um livro. Por que ele correu na direção dos disparos e não fez o contrário, como as pessoas sãs? E por que fugiu quando abordado por um oficial? Essas perguntas fica sem respostas. Em seguida, quando faz o telefonema a que tem direito, é sua ex-esposa quem atende. É madrugada, e Heather quase se pergunta se a ligação no meio da madrugada, um monólogo rápido e enrolado a respeito da necessidade de um advogado, não seria resultado da bebida. Quase.

Recolhido à cela, só resta a Trager esperar pelo inevitável interrogatório. Pelo menos não fui colocado com os estupradores pensa ele, encorajando-se à sua própria maneira.

O’Hara, por sua vez, circula pela delegacia. Conversa com algumas pessoas discretamente. Busca saber o quanto já foi descoberto a respeito da noite infernal no Lincoln Park. Muito pouco, aparentemente. O que mais preocupa os oficiais encarregados do trabalho, com o tenente Kauffmann à frente, é o desaparecimento de um dos homens, o oficial Emmett Gould.

O que fazer?

Resumo de crônica que tem como referência os livros World of Darkness e Hunter: The Vigil, editados pela White Wolf.
Narrador: Carlos Hentges
Jonathan Trager: Vinícius Lopes
Karl Krueger: Lucas Ramires
Lucy O’Hara: Sabrina Teixeira

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