The Truth's For Sale

Hunter: The Vigil – O Código

Posted in RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 30/09/2009

Esse é um resumo das regras a respeito do Código, que adiciona variações à Moralidade, recebido pelos jogadores da minha crônica de Hunter: The Vigil, Um Sombrio Dito Notável.

Com poucas adaptações, as regras podem servir para qualquer personagem do Mundos das Trevas, especialmente se forem Mortais.

O Código:

Cedo ou tarde, todos os Caçadores adotam o Código. Eles não desejam fazê-lo, mas, para sobreviver, para manter a sanidade, acabam abrindo mão dos preceitos morais em favor de algo obscuro e potencialmente perigoso, e também mais adequado à sua realidade.

“Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não se tornar também um monstro. Quando se olha longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você”.

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Hunter: The Vigil – Tática Tocaia

Posted in RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 29/09/2009

Segue o texto de referência para a Tática Tocaia, que os personagens usaram no final no Capítulo 12 – Obliteração, da Crônica Um Sombrio Dito Notável.

A ação, apresentada no livro Hunter: The Vigil, é voltada a caçadores, mas pode ser desempenhada por qualquer grupo de personagens, com aprovação do Narrador.

Tocaia:

Pré-Requisitos:
Todos: Autocontrole 2 ou Perseverança 2, Raciocínio 1, Investigação 1, Ocultação 1, Manha 1.
Líder: Furto 1.
Secundários (1): Investigação 2.
Requisitos: No mínimo, 3 Participantes. Para cada Participante além do quinto, a Célula recebe um redutor cumulativo de -1 em suas jogadas para permanecer despercebida (ver abaixo).

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Hunter: The Vigil – Obliteração

Posted in RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 28/09/2009

Hunter: The Vigil – Um Sombrio Dito Notável

Capítulo 12 – Obliteração

so near
so close
something bad is seen
but I
seem to be
the only one that can see
there is a darkness coming

Katatonia – Tonight’s Decision – A Darkness Coming

2009, 26 de Março

Cena 01 – Na Cadeia

Em sua cela, Jonathan Trager se pergunta por quanto tempo ficará ali. De um lado, um sonolento e ruidoso prisioneiro exala forte odor de álcool. Do outro, um homem pequeno e de aspecto doentio encara os seus sapatos.

– Andou pelo parque?
– Como?
– O Lincoln Park. Esteve lá, não é? Os seus sapatos. Estão sujos de terra.
– Sim, me pegaram lá.
– Eu também.
– Há quanto tempo está aqui?
– Três dias.
– Três dias? Por vaguear pelo parque?
– Não. É porque eu confessei.
– Confessou?
– Sim. As mortes. As quatro. Eu matei elas todas.

Afastando-se das grades, Trager se pergunta quanto mais vai demorar até que o advogado, qualquer advogado, apareça.

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Crônicas Hiborianas – Oitava Edição – Glória Desfigurada

Posted in GURPS, Mutantes&Malfeitores, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 23/09/2009

Crônicas Hiborianas – Oitava Edição – Glória DesfiguradaConan - Capa

Cena 01 – Rei Conan

Deitado em sua tenda, Conan aproveita um dos raros momentos de folga. Os músculos dos braços e tronco ainda estão inchados pelo esforço na forja. Há anos ele não trabalhava por tanto tempo como ferreiro, a profissão que seu pai lhe ensinou. A vida de um soldado, porém, parece ser a constante preparação para um combate que nunca chega. Tem sido assim há um mês. Nesse período, o nortista aproveitou para ganhar intimidade com as letras. Ao que parece, apenas a força e o aço não são o bastante para impulsionar a carreira de um homem de armas no mundo civilizado, e Conan não tem intenções de passar muito tempo na ponta inferior da hierarquia.

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Plots Prosaicos – Novembers Doom – Silent Tomorrow

Posted in Ideias Estranhas, Música, RPG by Carlos Hentges on 21/09/2009

Uma criatura sobrenatural cansada de sua existência prolongada pode ser uma ameaça terrível. Do que seria capaz uma entidade que já contemplou todas as facetas da existência para angariar um pouco de satisfação? Até onde pode ir a crueldade de algo/alguém para quem o valor da vida humana há muito deixou de ter qualquer significado? Quem sabe essa entidade resolva assumir uma condição semelhante ao divino, concedendo dádivas e cobrando veneração. Talvez, se entregue a um festim de atrocidades sem paralelo. Se tiver poder o bastante, talvez torne todos os moradores de um prédio seus títeres. Quem sabe de um bairro inteiro. Ou uma pequena cidade. Pior! Como Drácula, ele pode perceber em um dos personagens a essência do antigo amor capaz de lhe devolver um fragmento de humanidade…

Eternity – A gift I no longer want.
Forever – I can’t go on with these endless nights.
My sanity has been stripped away.
Everything is beauty, and I have no love to share.
Silent tomorrow, I want to live my life once more.
Visions of grandeur, I want to taste the void extreme.
Each time I close my eyes, I only wish for my end to come.

Combate Maçante

Posted in RPG, Teoria do RPG by Carlos Hentges on 18/09/2009

Eu comecei no RPG com a caixa do D&D da Grow. Era um tempo em que enfrentar monstros em masmorras intermináveis representava o ápice da diversão. Depois eu conheci o GURPS, e o objetivo dos combates passou a ser sobrevivência. Quem conhece o sistema sabe o quão mortais podem ser suas regras. A partir daí me envolvi com diversos sistemas e cenários, e no processo meu interesse pelo combate e sua mecânica foi lentamente decrescendo.

A título de exemplo, na minha crônica de Hunter: The Vigil, que já está entrando na 12ª sessão, tivemos dois combates apenas.

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Plots Prosaicos – Blind Guardian – Another Stranger Me

Posted in Ideias Estranhas, Música, RPG by Carlos Hentges on 18/09/2009

Um homem chega a um hospital psiquiátrico. Implora por ajuda. Diz não ser mais capaz de distinguir a realidade das visões que sua mente projeta. Uma mulher. Para todo lugar que olha ele vê a mesma moça no roto vestido. Quem seria ela? Ela se parece com a garota que os jornais dizem ter sido estuprada e morta. O paciente perturbado teria algo ver com isso? Pode ser a culpa que motiva sua doença. Ou quem sabe ele reveja constantemente o momento de regozijo de um criminoso. Um assassino que continua à solta. Um vínculo dessa natureza é possível? Quem é o Outro Estranho Eu?

I didn’t know
I couldn’t hear the answer
My mind was blank
I should have known
I hold it back but somehow
There is someone else
Another stranger me

Experiências com o D&D 4th – As Cartas de Ação

Posted in O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 16/09/2009

A última sessão de D&D foi atípica. Sem rolamentos. Sem combate. Foi um daqueles capítulos de transição, onde os personagens passeiam pela cidade conversando com muitos NPCs e tentando estabelecer pontos de ligação entre eles e o mistério da trama. Algumas pistas apontam para o envolvimento dos goblinóides que enfrentamos na primeira sessão, outras para os nobres que comandam o burgo, que estariam fazendo uso de instrumentos poucos sutis para arrendar terras.

Para não dizer que rolamentos não ocorreram, o mago do grupo usou alguns Truques para intimidar NPCs (com sucesso discutível) e o meu draconato guerreiro testou sua nova espada no escudo de um membro da guarda (um covarde, aliás).

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The Order of the Stick

Posted in Literatura by Carlos Hentges on 11/09/2009

Eles já estão em minha lista de Associações Improváveis há um ano. Mas nesta semana, finalmente e infelizmente, eu empatei com o autor e consegui ler a última tirinha publicada de Order or the Stick.

Finalmente porque dá um certo orgulho do que eu fiz em parte do meu tempo livre no horário de almoço. Foram mais de 600 tiras, 676 para ser preciso. E infelizmente porque agora vou ter que me adaptar ao ritmo do Sr. Rich Burlew, quando antes podia ler 10 ou 15 episódios de uma só vez. Paciência…

Para quem não conhece, o quadrinho narra as aventuras de um grupo de heróis envolvidos na preservação de seu mundo medieval fantástico contra as investidas do lich Xykon. Ainda que existam dezenas de tramas paralelas, derrotar Xykon é o mote da “campanha”.

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Cinema em 1 Minuto – Domingo Sangrento

Posted in Cinema by Carlos Hentges on 08/09/2009

Domingo Sangrento – Bloody Sunday

Bloody SundayIgnore o U2, se você puder. Domingo Sangrento, de trilha sonora inevitável, é sobre o massacre que ocorreu em 1972, na Irlanda do Norte, durante manifestação pelos direitos civis. Da mesma forma que faria em Vôo 93 (United 93), Paul Greengrass conta aqui uma história que já conhecemos até o final, mas que nem por isso é acompanhada com menos angústia. A câmera na mão, seguindo seus personagens tal qual um documentarista, confere tom de verdade a essa ficção calcada nos fatos. Extremamente interessante observar como pode ser complicado fazer com que pessoas com objetivos semelhantes simplesmente caminhem na mesma direção, e como uma série de erros de avaliação culmina em um desastre. Um testemunho do modo como a inocência morre pelas mãos da truculência e gera um dos mais arraigados inimigos do Estado bretão.