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Crônicas Hiborianas – Quinta Edição: Mar de Sangue

Posted in GURPS, Mutantes&Malfeitores, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 27/07/2009

Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.

Quinta Edição: Mar de Sangue

Cena 01 – Treinamento Desnecessário

Ainda preso em sua cela, o Cimério só tem um pouco de liberdade durante o dia, junto aos outros prisioneiros. Conan recebe um treinamento de técnicas de batalha. Analisa rapidamente seus companheiros de batalhão e os julga incapazes, gerando desconforto entre eles e para com o comandante Ornish. Este, um senhor de 50 anos marcado pelas batalhas, possui ombros pesados e longos cabelos brancos, além do sotaque do norte. Concorda com Conan, mas recebe ordens e as cumpre, assim como sugere que o bárbaro o faça.

OrnishApós 5 dias disso, Conan é chamado ao aposento de Ornish durante a noite. Antes da marcha é oferecida uma refeição farta e boa para todos, inclusive os escravos que farão parte do primeiro batalhão de infantaria, aqueles que irão amaciar as espadas adversárias. Ornish acha os traços de Conan semelhantes aos de um antigo amigo, Conach, avô de Conan. Parece que ele abandonou o norte gelado pela civilização do sul para procurar uma filha, sumida há longos anos. Perdida a esperança de encontrá-la, ainda espera conhecer a neta. Conan comenta de uma menina do norte que livrarou de escravos, Dietra. Seria coincidência demais, mas não há porque não investigar. Ornish chama um mensageiro e o despacha imediatamente para o Leste, em direção de Shadizar. Um escudo redondo com os dizeres “Lute com sangue, lute com aço, morra com honra, nunca de joelhos” e uma espada digna de um homem chamam atenção do Cimério. A noite acaba com brindes e mais brindes aos homens civilizados que irão morrer na batalha que se aproxima.

Cena 02 – Covardes na Colina

A marcha é mais entediante do que Conan imaginava. Quando lutou, anos antes, no cerco de Venarium, os valorosos de todas as tribos unidas da Ciméria corriam como loucos. Só isso já enfraqueceu o moral dos adversários. Todos encontrados no caminho eram ceifados. Mas não agora. Agora a marcha é lenta para a guerra com Polopponi. A cavalaria vem mais atrás. Batedores e o batalhão de escravos é o primeiro. Os soldados e mercenários, muitos mercenários, ocupam o meio da marcha.

Após 4 dias chegam à planície escolhida para a batalha. Ornish requisita que marchaConan o proteja durante a luta, não confiando nos outros subalternos. O sangue nortista os aproxima. Ao longe, o comandante de Conan sinaliza um batedor inimigo, e aponta para uma colina ao lado da planície, onde também há fogo. Lá, segundo Ornish, os covardes dormem tranqüilos e transformam o horrível cenário de uma batalha em um espetáculo. Conan deve escalar aquele monte e procurar pelos capitães inimigos e se livrar de ao menos um. Ele grita uma ordem qualquer e assim que o batedor sai correndo, Conan segura a bainha da espada para evitar o tilintar da espada e o segue pela relva que vai sendo deixada baixa.

Uma corda utilizada pelo batedor torna a subida de Conan ainda mais fácil do que seria normalmente. Para ele, é mais fácil subir uma colina sinuosa do que correr em uma praia de areias finas. No topo só conversa, vinho e sono pesado. Analisando as tendas, o Cimério não demora a achar uma que é utilizada por um dos capitães. Infiltrando-se por baixo da lona, degola o primeiro, cuidando para o cão não se debater e derrubar móveis próximos – como já acontecera uma vez. Alguns minutos de procura revelam a segunda tenda. Semelhante, só o destino do desafortunado que dormia dentro dela. Esses dois sim terão um local privilegiado para assistir à queda do seu exército amanhã, pensa Conan. Suspeitando ser descoberto a qualquer momento, decide voltar.

planicieEsgueirando-se das sentinelas do seu próprio exército, chega até a tenda de Ornish. Ele está efusivo e vibrante, pois parece que seu mensageiro achou Dietra junto de outra mulher, Jenna, amiga mencionada por Conan anteriormente e que poderia ajudar na busca pela garota. Elas estão em Athros, e o velho guerreiro não vê a hora de poder vê-la. Diz a Conan que, se algo lhe acontecer no campo de batalha, seu escudo deve ser dado à neta, como lembrança, e que ele pode ficar com sua espada, e fazê-la matar tantos homens quanto seu pai e ele mataram com ela. A notícia de que dois dos três capitães estão mortos pareceu secundária para Ornish. E realmente era.

Cena 03 – Crescendo no Campo de Batalha

A manhã acorda com o céu avermelhado. Alguns morreram noite passada. Muitos morrerão hoje. O exército adversário não suspeita do número total de homens de Zhenkri, que chega próximo a 8 mil. O grosso é escondido na mata antes da planície. A primeira linha é de Ornish, com alguns arqueiros atrás. Ele parte com Conan ao seu lado. Do outro lado a mesma coisa: mercenários e escravos são jogados à morte, principalmente os que encontrarem os dois brutamontes do norte. Gritando ordens de comando, Ornish segura a linha firme, ainda que as pernas e espadas de alguns tremam. Seus arqueiros derrubam alguns inimigos, nivelando as forças. Conan percebe que o escudo, além de uma arma de defesa, é uma poderosa arma de ataque nas mãos do seu comandante. Dentro de alguns minutos a primeira fase se encerra, com o lado adversário atirando flechas nos inimigos e nos seus, o que irrita profundamente Ornish.

Uma nova onda de mercenários inimigos é enviada, mais preparada. A cavalaria de Zhenkri trata de aniquilá-los, enquanto Ornish chama seus homens para o flanco. A terceira onda é enviada. Soldados, de ambos os lados. Ornish junta seus últimos homens a este batalhão. Finalmente, o terceiro capitão é avistado em seu cavalo. Ornish leva seus homens naquela direção. Conan consegue manter-se por perto até certo ponto, eviscerando um, desviando outro, mas afaste-se do velho. Neste momento, o capitão inimigo joga o cavalo para cima de Ornish, acertando violentamente o seu escudo com as patas dianteiras da montaria, fazendo-o rolar pelo chão. Notando ser um adversário que comanda homens, o capitão ordena que acabem com o velho. Uma dúzia de inimigos ruma na direção do homem caído. Conan, completamente ensandecido, usa as costas de um coitado qualquer que estava de quatro no chão como escora e salta, derrubando o capitão do cavalo. A queda anuncia a perna quebrada pelo peso do cavalo, enquanto Conan rola no chão para evitar qualquer dano. Uma espada provisória é juntada do chão e fincada nas costas de um dos muitos atacantes de Ornish, que se encontra muito ferido. Um capitão aliado ordena que Conan o retire do campo de batalha.

Cena 04 – Uma Calorosa Recepção

Sem ferimento algum, conanConan recebe Jenna nos braços e, orgulhoso fala para ela esperando que Crom o ouça “Que homem acreditará que participei de uma batalha, mulher?”. Junto dela na casa de campo está Dietra, a pequena neta de Ornish. Conan transmite os desejos de seu avô lhe dando o escudo. Como lembrança de um homem valoroso, ela dá para Conan um pedaço de couro, com o emblema da tribo estampado, idêntico ao do escudo.

Crônicas Hiborianas:
Sistema: GURPS
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Conan: Carlos Hentges

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