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Crônicas Hiborianas – Primeira Edição: Mighty Barbarian!

Posted in GURPS, Mutantes&Malfeitores, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 03/06/2009

Between the time when the oceans drank Atlantis, and the rise of the sons of Aryas, there was an age undreamed of. And unto this, Conan, destined to wear the jeweled crown of Aquilonia upon a troubled brow. It is I, his chronicler, who alone can tell thee of his saga. Let me tell you of the days of high adventure!

Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.

Primeira Edição: Mighty Barbarian!

“O cimério saiu para os jardins e, quando o vento da aurora soprou sobre ele a fragrância fresca de plantas de colheitas luxuriantes, Conan despertou como de um sonho. Voltou-se indeciso e vislumbrou a torre enigmática que acabara de deixar para trás. Ele esteve enfeitiçado, encantado? Tudo não passara de um sonho? Observava a torre reluzente, oscilando contra a aurora carmesim, com a borda ornada de jóias brilhando sob a luz crescente, quando a viu desabar em escombros brilhantes.”

A Torre do Elefante, último parágrafo.

conan7coverAto I: Serviços escusos? Por dinheiro, porque não?

Petrificado pela torrente de eventos recentes, Conan não percebe que está sendo observado por uma dúzia de homens quando um se dirige a ele:

– Bárbaro, mesmo tu não é páreo para nós depois do que passou. Acompanhe-nos até o quartel, onde poderemos ter em particular.

Aquele que se dirige ao cimério é Cyrus, Capitão da Guarda da cidade de Arenjun. Atento aos arredores, e seguro de que os guardas fazem um cordão de isolamento tanto a frente quanto na retaguarda, se dirigem rapidamente ao quartel. Chegando lá oferece uma farta refeição ao bárbaro, bem como um jarro de vinho. Enquanto cuida disso, estabelece o diálogo:

– Estávamos seguindo Taurus, o Príncipe dos Ladrões, havia meses. Nossos informantes garantiram que o ataque se daria hoje à noite. Só não contávamos com a tua presença. Nem com a morte dele, já que tenho que assumir que ele esteja morto, pois só tu saíste da Torre e ela desabou. Mas indo diretamente ao ponto, estamos interessados nos pertences que ele carregava e que estão contigo. Reconheço a sua bolsa (e ele aponta para os pertences jogados em uma cadeira).

Conan joga a bolsa para o capitão e pede que seja direto:

– O acordo aqui é o seguinte, bárbaro. Eu preciso que dois alvos sejam eliminados na cidade. A guarda não pode se envolver, obviamente. Um deles é Samarides, mercador de gemas, o outro seu empregado, Baratses. Mas saiba que poderei retardar apenas alguns minutos se um alarme for tocado. Se poupar as mulheres e crianças seria muito melhor. Seu pagamento são 50 peças de ouro agora e 50 com o serviço terminado.

Compelido pela tarefa, Conan procura uma estalagem para deixar o dinheiro seguro e dormir durante a noite. No dia seguinte coleta informações sobre seus alvos, e acaba por descobrir que um deles possui uma amante em um prostíbulo da cidade. Sem muita dificuldade acha o lugar, e da forma mais simples que algumas peças de ouro podem comprar a ajuda de uma mulher, obtém a informação necessária: Kilia, a amante, irá levar Baratses até uma outra estalagem durante a noite. Após um pequeno contratempo devido ao seu analfabetismo, acha a estalagem. Os gemidos da prostituta abafam a janela que é arrombada, e Conan escorre para dentro do aposento como uma cobra pronta a dar o bote. Erguendo-se em frente à janela, o Cimério de Bronze tapa a luz do luar e revela o pior dos inimigos de um homem procurado: o aço!

Após ajudar Kilia a descer pela janela e pedir informações sobre a residência do próximo alvo, Conan parte correndo. O primeiro muro do bairro dos nobres é vencido sem dificuldade, bem como a chegada até a casa descrita pela mulher, com suas duas torres imponentes. Entrando na casa pelo quarto de uma das damas do nobre, chega até o quarto acessório ao do senhor da casa, e mais uma vez conta com a ajuda de uma mulher mal-amada e escravizada por um porco nojento. Um armário falso leva ao quarto do pequeno e rotundo Samarides, que antes de morrer pela lâmina do bárbaro, tenta dar alguma desculpa qualquer sobre a culpa de Cyrus, o capitão. Este, mesmo com a garganta cortada, rola para fora da cama jorrando sangue e derruba uma escrivaninha, alertando os guardas. O primeiro é trespassado pela larga espada de Conan assim que abre a porta. O segundo oferece alguma resistência, mas é chutado para o primeiro andar pelo vão que se abre dos corredores do segundo andar para um jardim com plantas. Conan voa pela janela, rolando pelo telhado e estatelando-se no chão. Uma corrida até o muro e pela cidade o leva até a tranqüila taberna onde está hospedado. Na manhã seguinte este é acordado por Cyrus, que lhe paga o restante, e pede outro favor.

Ato II: Torgut, o emissário.

Cyrus precisa que um emissário seja escoltado a Shadizar, passando por Larsha e Elika. Em no máximo dois dias de viagem é possível chegar ao destino final.

Após ter sua saída de Arenjun facilitada pelo atraso proposital na troca da guarda do portão leste, Conan encontra seu novo companheiro de viagem: Torgut, um experiente senhor com barbas e cabelos brancos, usando um turbante e longos mantos. Já com os cavalos prontos e preparados para a longa viagem, os dois partem.

Elika fica a 6 horas de cavalgada de Shadizar. Fica ao lado do Rio Illitese. Possui uma grande mata ao lado da cidade, e sua terra é fértil e bem ocupada por plantações das mais diversas, sendo as uvas a principal iguaria. Possui muitos mercadores de vinhos e peixes. Torgut é rápido, e Conan decide partir e açoitar os cavalos ainda mais. Quando a noite não permite mais que poucos metros de visão, acampam.

No dia seguinte chegam a Larsha, uma cidade em ruínas afetada por um terremoto, mas que ostenta um poderoso palácio reconstruído. Enquanto o emissário se encarrega dos seus deveres, Conan se banha na fonte destinada aos cavalos. Uma menina presa em uma jaula chama sua atenção. Surpreende-se ainda mais quando esta pede água com um sotaque cimério. Uma rápida investida contra o cadeado da jaula chama dois homens que faziam o transporte da jovem escrava. Conan oferece o sangue dos inimigos mais uma vez a Terra, e depois de terminado o embate a fere para limpar o sangue de sua espada. Já lavada por uma suja água, a garota se apresenta como Dietra, uma jovem ciméria que foi pega como escrava do vilarejo de Cella. Agradece àquele que se anuncia como Conan, o Cimério, e pede uma companhia até a próxima cidade. Torgut nada fala quando sai do palácio uma hora depois, apenas durante a noite, quando a jovem morena de pele queimada dorme, sugere a Conan não deixá-la largada em qualquer lugar, para não ser apanhada ou virar uma prostituta. Conan esbraveja dizendo que as mulheres da Ciméria não servem para isto, e dorme.

No dia seguinte chegam a capital de Zamora. Shadizar é um lugar no meio do deserto. Suas ruas são sujas e habitadas pela escória, prostitutas e mendigos. Sua principal rota de captação de renda são as importações de mulheres e escravos. Aqui, o cimério deixa Dietra em uma taberna com os cuidados necessários, incluindo comida farta e um bom banho, e dirige-se ao quartel, cobrar a dívida com o capitão daqui pela escolta do emissário. Chegando, ofende-se com um cuspe em seu pé dado por um soldado esnobe, e após uma troca de empurrões, segue para falar com o Capitão. Este, percebendo e desculpando-se pelo ocorrido, percebe uma boa oportunidade de dar uma demonstração de disciplina. O soldado que havia escarrado em Conan percebe o erro quando este tira o manto. Mas já é tarde. A montanha de músculos desce com fúria sobre ele, e duro como a rocha agüenta sucessivos golpes, até que seu oponente cai desmaiado pelos inúmeros socos e chutes do bárbaro enfurecido.

Conan recebe o pagamento pela escolta de Torgut e volta até a taberna. Dietra está perfumada e limpa. Com algumas moedas compra uma boa roupa. Seu compatriota paga três noites de estadia para ela na taberna, e acaba a noite bebendo, comendo e rindo com seu companheiro de viagem por três dias, Torgut.

Crônicas Hiborianas
Sistema: GURPS
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Conan: Carlos Hentges

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