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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 15 – Para cima da Inglaterra!

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 26/05/2009

Aventura 15 – Para cima da Inglaterra!

Capítulo 1: O barco, e muito mais, em busca do reabastecimento. “Claro, ótima idéia! O navio de Barba-Negra afundou e nós vamos nos reabastecer em Tortuga. Brilhante idéia, Capitão Walker.”

Os espólios são divididos: o Capitão Walker fica com 4 mil, o Imediato Alexander com mil, marujo Timmy, assim como os outros, com 300 peças. O destino é o mais próximo e aconchegante: Tortuga. Enquanto dá ordens para os homens buscarem mantimentos e munição, Walker é abordado por uma linda loira em trajes simples: “Walker, vejo que cresceu na vida depois que me largou…”. Ela é Michelle, uma antiga namorada do ainda não Capitão. A reação em todo o grupo é avassaladora, tanto pela beleza monumental da loira, quanto pela sua voz suave. Quem já tinha recebido as ordens se retira. Walker não lembra o nome dela, e a chama por adjetivos carinhosos. Alexander, entretanto, tem uma astuciosa lembrança: um navio afunda, outro está sem munição. Parece fácil ligar os fatos, mas não para o Capitão, que está embasbacado com dois seios fartos. Chamando-o de canto, o garoto prova porque foi nomeado Imediato. Walker manda cancelar a folga e voltar ao navio na manhã seguinte. Alexander comemora, enfim, alertou algo de suma importância e ainda consegue desgastar a imagem do Capitão, falando que ele não quer ver os homens comemorando.

Walker convida Michelle para entrar no barco, e a leva até a sua cabine. A noite é de comemoração para todos. Os que ficaram no barco confirmam a competência do seu Capitão com os incessantes gritos e gemidos da sua companheira. O charme dela convence Walker de que um grande Capitão precisa de uma grande mulher ao seu lado. Ao menos por hora.

Timmy vai para sua amada. Para este, entretanto, a noite é fracassada. Apenas um prenúncio de que algo que esteja ruim não possa piorar ainda mais.

Capítulo 2: Você vem comigo, vivo ou morto! “O Capitão é dado a decisões das quais ele se arrepende, portanto, saiam agora!”

Timmy retorna para o navio na manhã seguinte. Seu desempenho com a Sra. Angela Allen ficou mais uma vez aquém das expectativas da experiente donzela. Mas o garoto não sabe se é porque ela é muito boa ou ele muito ruim. Talvez a triste combinação dos fatos. Não importa, um problema maior o incomoda quando chega próximo ao Marinheiro Ancestral. Um oficial inglês o aborda, dizendo que “Foi difícil achá-lo, Timothy… Mas com ajuda da…”. Antes que complete a frase este é atacado por um acesso de fúria do pacífico garoto, que segura sua garganta e apóia o homem no parapeito do cais. Mandando ele se afastar e não falar mais nem uma palavra, afasta a faca que havia sacado e colocado na garganta do homem. Alexander presencia tudo, inclusive o estranho nome citado.

Um homem sai, outro se aproxima, talvez ainda mais perigoso. Alexander quer saber quem é aquele pacato garoto, realmente! Observando os homens por cima do ombro de Timmy, ele começa um interrogatório colocando calças justas no garoto, afirmando que o navio pode estar em perigo, contando que em Nantucket sabia reconhecer um mentiroso por ser tido como um. Timmy abre o jogo: seu pai está atrás dele, e pelo jeito, usou de sua influência com os capitães de fragatas inglesas. Sendo extremamente sincero, faz Alexander acreditar que é pura e simplesmente porque ele saiu de casa. Por hora, o Imediato se dá por satisfeito. Timmy vai para o barco, e numa medida de desespero começa juntar suas coisas.

Alexander fica no convés e logo em seguida é anunciado que outro daqueles homens em fardas deseja falar-lhe. Calmamente, ele desce a rampa e escuta. Uma carta prova que aquele garoto deve ser levado sob custódia. Ameaçando a vida da Duquesa Mary Moore, ele exige que o garoto até então conhecido como Edward e cujo verdadeiro nome é Timothy Seymor-Saussare, seja entregue. Mas as ameaças tomam ares maiores. Com o dedo na cara do oficial, Alexander grita para todos ouvir que “A Marinha Inglesa está em Tortuga!”. O oficial retruca dizendo que o barco pode estar em perigo, se não colaborarem.

É hora de Walker negociar. O Capitão é chamado imediatamente, apresenta-se ao oficial, e com modos muitíssimos apropriados, ao menos para a situação, joga a carta que lhe concede anistia na cara do inglês. Totalmente a contragosto, este a lê, dizendo que um mal entendido se formou: não é o barco que eles querem, mas sim Timothy. Walker fica possesso por não conhecer nenhum homem em seu barco com este nome, e que, portanto, não entregará ninguém!

Mas não é mais hora para discussões, e sim, anúncios. Walker fala para todos os ainda marujos do alto do timão. Ele conversa sobre as atuais investidas em navios, fortalezas, transportes ilegais e tudo mais que está trazendo dinheiro para os homens. Todos estão satisfeitos com o Capitão e os lucros, e mesmo que não tenha sido dito com todas as palavras, todos concordam que uma mudança de postura já ocorreu, basta apenas assumir. “Ou saiam agora ou depois na prancha”, grita Walker. O recado foi dado, e aceito. O Lado Negro de Walker contamina e converte seus subordinados.

Um papagaio é adquirido pelo Capitão, e a palavra “fogo” incessantemente repetida. O destino é Isabella. O navio precisa ser recarregado com balas.

Capítulo 3: The Dark Power of Walker: “Eu não tenho como negociar agora, sem balas!”

Durante o primeiro dia de viagem do recém convertido navio pirata, problemas. Uma fragata inglesa aborda o barco, inclusive com um disparo de aviso. Walker manda abrir as comportas dos canhões também, nem que seja para disparar o medo que habita suas entranhas. Michelle anuncia que uma mulher está presa ao mastro, logo atrás do capitão. Timmy percebe que é Mary Moore, e decide pedir ajuda do Capitão. Ela não merece passar por isso. Ele manda Michelle para baixo. Ela vai, mas volta, e pronta para um combate. Seus ânimos só são contidos por Alexander, que revela a falta de qualquer coisa sólida o bastante para ser usada como munição nos canhões. O comportamento de Walker parece não ter mudado muito, apesar de ter se tornado Capitão. Os soldados se preparam para um combate iminente.

Walker passa para o outro navio e é recebido pelo Capitão Von Valkenbrost. Os termos são simples: o garoto vai, a mulher vem. Walker sabe que não pode exigir, e abusando da sorte se aproveita da situação de ter 20 canhões apontados para o navio inglês. A troca é feita, sob a promessa de que o garoto será brevemente resgatado. O falcão pode seguir o navio. Ambos se afastam e Port-du-paix é o rumo. Em poucas horas se reabastecem. Agora, o barco está pesado.

Capítulo 4: Afundem o maldito! “Eu e você, Valkenbrost! Dois homens entram, um homem sai!”

Na prisão do navio Timmy esbraveja contra o Capitão, amaldiçoando-o pela conduta tomada com relação à Duquesa. Despreocupado com as conseqüências, sabendo que está escudado pela Marinha Inglesa, o Capitão ignora o garoto e se retira. Uma simulação se segue, com sucesso, mas quando era a hora para dominar o guarda a incapacidade física de Timmy se mostra mais uma vez preponderante. Ele é esmurrado e jogado novamente na cela. Algumas horas que parecem uma eternidade até que o seu falcão dá o sinal. Em seguida Walker dá o seu sinal.

Um tiro de aviso para Timmy, não para os ingleses. Cinco segundos depois mais 40 avisos, agora para os ingleses. Uma saraivada furiosa desmonta os dois mastros secundários. Uma excelente manobra os tira da linha de tiro, e a segunda saraivada destrói o leme. O barco está totalmente à mercê! É hora de abordar!

No meio da confusão alguns disparos de canhões devastam parte da cela e da parede. Timmy domina o guarda e consegue tirar as algemas. Correndo em meio à confusão joga-se no mar e nada até seu navio. Um dos marinheiros o vê e joga uma corda. Ele parece seguro, por hora.

Walker salta para o navio inimigo e trava uma breve luta com o Capitão, dominando-o em questão de segundos, quando arranca alguns dedos dele com um preciso golpe de espada. Timmy, completamente encolerizado aproveita-se da situação e aproxima-se furtivamente do oficial inglês, cortando os tendões de Von Valkenbrost, que é amarrado.

Alexander esconde-se atrás de um barril e dispara para qualquer lugar. Um guarda inglês o percebe e salta atrás dele com ajuda de uma corda. Um tiro no ar passa em branco. A esquiva de uma forte espadada dá a chance de um segundo disparo, agora no meio do peito do soldado. Percebendo Michelle concentrada eliminando os oficiais que organizam as colunas de tiro, acerta um outro que havia pulado atrás dela. Uma piscada de olho é o agradecimento.

Com o Capitão amarrado, os ingleses se rendem. Alguns continuam sendo espancados pelas baixas que causaram. Walker, Alexander e Timmy obrigam Von Valkenbrost a assinar uma carta afirmando que o garoto havia sido resgatado, mas morreu quando seu barco foi atacado por piratas.

Mary Moore agradece, sentindo-se aliviada pelo garoto também estar bem. Mas será que ele está realmente bem? A prancha é o destino de todos os sobreviventes, se depender dele. A semente do ódio, plantada alguns dias atrás começa a criar as raízes.

Uma Empreitada Bucaneira foi uma campanha de dezessete sessões que viajou pelos mares do Caribe utilizando o sistema de navegação GURPS.
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Alexander Thorne: Carlos Hentges
Johnny Walker: Filipe Brunetto
Edward Seymor-Saussare, vulgo Timmy Travesso: Luiz “GoreCorpsed” Prado

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