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GURPS e M&M: Os dois braços de Conan

Posted in GURPS, Mutantes&Malfeitores, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 26/05/2009

A dificuldade que a “vida adulta” impõe a um calendário regular de encontros para o RPG acaba de gerar um fruto inesperado. Em breve, terá início uma campanha compartilhada de GURPS e Mutantes & Malfeitores na Era Hiboriana.

Funcionará da seguinte forma: seremos apenas dois participantes. Quando eu narrar, o sistema será Mutantes & Malfeitores. Quando o Gói narrar, será GURPS (O Gói é o grande culpado por “Uma Empreitada Bucaneira”, campanha de GURPS, Pirataria e Sem-Vergonhice que está em fase final de publicação aqui no blog). Isso vai fazer com que cada um opere dentro das regras com que possui mais familiaridade.

Vamos compartilhar o mesmo personagem, o próprio Conan, é claro. Mas em sistemas diferentes. Eu jogo com a ficha montada dentro das regras de GURPS, e ele com o personagem dentro dos parâmetros do M&M.

Os encontros serão irregulares, mas com dois narradores voltados à mesma campanha, seu avanço deve ser mais rápido do que seria se a atenção estivesse dividida por duas histórias rolando simultaneamente. Nunca tive experiência semelhante, então, espero ir postando comentários a respeito das dificuldades e gratas surpresas que a empreitada deve trazer.

No momento, as fichas estão em construção. Planeja-se que o personagem seja um bárbaro inexperiente, em seu primeiro contato com a civilização. O conto A Torre do Elefante é nossa referência primária.

A Era Hiboriana

“Saiba, ó Príncipe, que entre os anos quando os oceanos tragaram a Atlântida e as reluzentes cidades, e os anos quando se levantaram os Filhos de Aryas, houve uma era inimaginável, repleta de reinos esplendorosos que se espalharam pelo mundo como miríades de estrelas sob o firmamento. Nemédia; Ophir; Britúnia; Hiperbórea; Zamora, com suas lindas mulheres de negras cabeleiras e torres de mistérios e aranhas; Zíngara, com sua cavalaria; Stygia, com suas tumbas protegidas pelas sombras; Hirkânia, cujos cavaleiros ostentavam aço, seda e ouro. Não obstante, o mais orgulhoso de todos era Aquilônia, que dominava supremo no delirante oeste. Para lá se dirigiu Conan, o cimério, de cabelos negros, olhos ferozes, espada na mão, um ladrão, um saqueador, um matador, com gigantescas crises de melancolia e não menores fases de alegria, que humilhou sob seus pés os frágeis tronos da terra.”

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5 Respostas

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  1. Gilson (Boteco RPG 1.1) said, on 26/05/2009 at 12:44

    Bem interessante mesmo! Tenho algo “semelhante” na mesa com pinguins, no blog.

    Gilson

  2. Gói (O outro GM e jogador) said, on 26/05/2009 at 17:20

    A idéia é boa. As possibilidades que se abrem são várias. O final é o mais incerto que já vislumbrei em uma campanha de RPG. Mas o fato de ser uma idéia nova (para nós ao menos) encoraja ainda mais a teimosia da tentativa.

  3. Mamangava said, on 27/05/2009 at 09:11

    Opa!

    A ideia parece boa! Vou ficar de olho pra ver no que sai!

    Abraços!

  4. Nordestinus said, on 27/05/2009 at 09:37

    Carlos e Gói. Só vejo alguns problemas nisso [problemas facilmente resolvidos, dependendo de vocês mesmo].

    A campanha terá que acontecer toda no improviso, né? Já que a cada sessão se muda o mestre e o jogador sabe exatamente o que o mestre da sessão passada sabia, fica complicado de planejar alguma coisa…

    As aventuras terão de durar uma sessão, pois se você planejar um fim para a sua aventura e deixar para a próxima sessão o outro mestre pode fazer algo totalmente inverso do que você imaginava….

    Creio que esses problemas tenham sido cauculados antes de se iniciar essa campanha. E sinceramente eu espero ver os resultados postados aqui mesmo… Vai ser interessante… Boa sorte…

  5. Carlos Hentges said, on 27/05/2009 at 09:47

    Nordestinus,

    É verdade. Complicações podem surgir em histórias que se prolonguem por mais de uma sessão. Considerei duas coisas a respeito:

    – As histórias de Conan geralmente são independentes. Quer dizer, normalmente ele termina uma aventura com um cavalo, bebida, algumas moedas e uma mulher em trajes sumários. Na história seguinte, lá está ele novamente, de tanga e espada para começar tudo novamente. A continuidade, portanto, não é um problema.

    – E nas histórias mais longas, temos uma situação curiosa. Um dos narradores dá início a planos cujos desdobramentos não conhece. Quer dizer, se eu conceber um cenário em que o vilão é um mago, e a sessão não encerrar a história, o Gói, com base no que viu até então como jogador, pode decidir que é o líder da guilda de comerciantes o grande vilão. Vai saber. Pode acontecer qualquer coisa.

    Imagino que o imprevisível e o improvável vão ter bastante espaço por aqui.

    Continue acompanhando.


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