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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 12 – Estes mares são pequenos demais para nós dois…

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 18/05/2009

Aventura 12 – Estes mares são pequenos demais para nós dois…

Capítulo 1: Entre Eleonora e escravos: “Não sei o que quero comprar, apenas estou curioso para saber por que a Senhorita o quer.”

Chegando à cidade de Santiago, as tarefas de costume são delegadas para o já acostumado Norberto, homem carrancudo e acostumado a dar ordens, ou impô-las com um movimento de seu monocelho. Desembarcam Walker, Timmy (ainda identificando-se como Edward), Alexander e Herman Thorne. O propósito é claro e preciso: obter informações sobre o convento e resgatar Eleonora. Claro que Walker não segue o planejado.

Enquanto Thorne coleta informações sobre seu real propósito, Walker e Timmy observam um leilão de escravos. Após alguns lances normais, um chama atenção: um branco, com todos os dentes e possuidor de habilidades lingüísticas, segundo seu vendedor. Timmy conhece o escravo: é George Bartrow, famoso impostor do mundo dos ricos, capaz de se passar até por médico, conhecido e cobiçado por possuir uma tatuagem muito peculiar em suas costas, uma espécie de mapa.

Walker percebe que o interesse de uma dama é notável. Atendo-se um pouco, reconhece como sendo a procurada pirata Morgam Adams. Aproximando-se, começa uma interessante conversa e uma perigosa disputa pelo escravo, mesmo sem saber por quê. Atenta tanto quanto ele, ela o reconhece, e com ameaças corteses acaba fazendo com que Walker retire-se da disputa.

Logo após obter as informações, Thorne e Alexander voltam, já vendo guardas se dirigirem para a direção de Walker. “Sempre disposto a fazer novos amigos”, pensa Thorne, mas desta vez ao menos, engana-se quanto a Walker. Não foi ele quem arranjou confusão, e sim a Senhorita Morgam Adams. Uma disputa se inicia com os guardas da cidade e um deles acaba sendo ferido. Mais astuto que uma raposa, Thorne presta atendimento ao guarda e sugere que este seja levado ao Convento Santa Madre para ser mais bem tratado. Nenhuma objeção.

A colina é o rumo.

Capítulo 2: Nada mais do que freiras. “Fique tranqüilo Thorne, afinal, o que uma freira poderia fazer conosco?”

O Convento é no alto de uma encosta. A aparência externa não é melhor que a interna, conservando sempre traços simples. Após chegaram, o cocheiro que os trouxe rapidamente se retira daí, fato que não passa despercebido por Thorne. Ao entrar, Alexander olha afoito em volta, jurando que irá achar algo de valor. Talvez pelo mesmo motivo, Timmy também repara e vai além, fazendo um comentário extremamente grosseiro para a jovem freira que os atende reclamar da falta de sofisticação do local.

Thorne intercede e pede informações sobre o convento, para uma suposta irmã dele e de Alexander. Este, talvez assustado com os acontecimentos de alguns dias atrás, comporta-se de forma mais sossegada. Fica com o irmão enquanto percorrem os corredores, atento às explicações da jovem noviça, mas mais atento a qualquer coisa que possa parecer estranha. Fato que não demora acontecer, já que Walker está com eles. Além disso, percebe que há mais um guarda na casa, apesar de não ter visto nenhum entrar.

Decidido a procurar Eleonora no andar de cima, este vai até aos quartos, acompanhado de Timmy, para perguntar para as outras jovens se viram alguma mulher mais velha chegando, cerca de dez dias atrás, mas obtém resposta negativa.

No andar de baixo, a noviça sai e volta depois de alguns minutos com a Senhorita Dorothy, Madre Superiora do Convento. Uma freira de um sorriso lindo e cabelos cuidados, que seria capaz de deixar um homem de quatro com seus olhos verdes, se quisesse, é claro. Ela decide responder as questões em uma sala mais apropriada.

O diálogo começa de forma amistosa, mas entre escapadas de um lado, e artimanhas para encurralá-la de outro, ela acaba dando com a língua nos dentes. Sua saída são dois guardas que passam no corredor. Solicitando que eles retirem os quatro da casa do Senhor, Thorne perde a paciência. Walker comporta-se como um digno pirata e espalha os miolos de um dos guardas pela sala inteira. Timmy saca a espada e coloca no pescoço do outro guarda. Alexander se assusta com a situação e atira, mas erra do guarda e acerta uma garota que passava pelo corredor. Após um rápido movimento, Dorothy corre para a sala onde o soldado ferido havia sido levado.

Capítulo 3: Em Busca da Eleonora Perdida, Parte II: “Só saque a espada depois de ficar sem balas, garoto.”

Timmy consegue seguir os passos da Madre e observa uma porta falsa atrás de uma estante. Thorne presta um rápido socorro à menina ferida e esbraveja com Alexander. Este quebra um espelho e decide avisar os homens no barco por meio de reflexos através de uma janela. Walker segue para baixo também.

A escada é úmida, assim como o ambiente. No primeiro há uma mesa e uma cadeira vazia. A porta é aberta e o primeiro dos três guardas é alvejado por Thorne. Walker acerta o segundo, por cima do braço do companheiro, e Timmy faz um deles sentir o vento da morte com sua espada. Sem muitos problemas, o terceiro acaba facilmente rendido.

Thorne volta e ordena que Alexander fique cuidando destes guardas. Enquanto isso, Timmy se aproveita da distração de uma freira para dominá-la e prendê-la dentro de um guarda-roupa para não alertar mais guardas. Um fosso é percebido no final do corredor, sendo uma possível rota de fuga para mais tarde. A próxima porta mostra mais dois guardas, um de costas e outro que vê Walker, atirando ao mesmo tempo. Infelizmente para ele sua mira não é tão boa quanto a de Walker, que arranca seu braço direito com um tiro. O outro, após se envolver em uma troca de gentilezas com Timmy e Thorne, é também alvejado por Walker, que parece entrar cada vez mais decidido em seus combates. “Certo ele. Honra pra quê? Só os vivos têm honra”, pensa Alexander.

Timmy percebe a aproximação de outro guarda. Tenta distraí-lo falando qualquer coisa, mas sua voz de adolescente acusa sua posição. Uma intervenção divina manda que ele se abaixe, e isso faz com que escape do golpe de um tacape com pregos do monstruoso carrasco. Este trava uma luta quase sem esperança contra o brutamonte, mas é auxiliado por Walker, que mais uma vez, sem arrependimento nenhum, desfecha um tiro à queima-roupa. Thorne parece aprender cada vez mais a arte da trapaça, e aproveita-se para dar um tiro no joelho, que leva o inimigo ao chão.

Passando para a sala de onde o colosso de banha veio, encontram várias celas, com mulheres, crianças e idosos presos. Uma rápida procura e Thorne busca informações com um dos presos, que não está tão afobado. Dorothy passou para seu quarto e Eleonora está em uma cela separada.

Thorne agride a porta até esta ceder e encontra Eleonora bastante machucada e bem mais magra que o normal. Walker parte para uma porta dupla, bem entalhada. Sacando suas duas pistolas santas para fazer o trabalho divino, abre a porta. Dorothy está com um chicote na mão e usa uma roupa de couro que realça suas belas pernas e seios. Mas isto não é suficiente para distrair o sanguinário Johnny Walker, acostumado a dormir entre as coxas das putas baratas, que salta para trás e dispara duas vezes, acertando ambos os tiros na Madre do Inferno.

Enquanto os outros se preocupam em soltar os presos e auxiliar Eleonora a descer pelo fosso para escapar, Walker segue sua sede por cálices dourados e pedras preciosas. Revirando um pouco o quarto, não repara nada de valor, mas nos ambientes seguintes acaba achando um depósito de pertences pessoais. Dois guardas são pegos de surpresa, carregando suas armas. O susto por ter duas armas apontadas bloqueia a já fraca inteligência deles, e não percebem que as pistolas de Walker estão descarregadas. Rapidamente são rendidos e amarrados. Walker coleta alguns livros ingleses, jóias, colares e pulseiras.

A descida pela corda através do fosso é um pouco demorada, mas sem problemas para todos. De volta ao barco, que aguarda próximo a saída da caverna graças aos avisos de Alexander, é tranquila, para quase todos.

Capítulo 4: Today, you die! “Eu lá quero saber de falcão! Quero que essa desgraça de polvo traga uma desgraça ainda maior para Von Nietzsche! E se eu fosse você, usaria o maldito falcão para sair daqui!”

Walker e Timmy remam felizes, despreocupados com o mundo. A tripulação acena ao triunfo de mais uma missão cumprida. “É bom ter homens que reconhecem o esforço do seu capitão!” pensa Walker. Quando chegam mais perto, percebem que os gritos são de pavor: O Kruscher manobra ao fundo, saindo de trás de uma encosta. Se a situação já não estivesse complicada o bastante, um pequeno navio é observado no lado oposto, com Sparrow liderando os homens. O Marinheiro Ancestral será colocado à prova! Após uma primeira saraivada de tiros de ambos os navios inimigos, o pequeno navio de Sparrow é bombardeado de tal forma que rui como uma canoa sendo acertada por uma baleia.

Thorne corre para o porão na esperança de achar Bootstrap Turner, afinal, ele sempre está ali. Mas não agora, é óbvio. O raciocínio astuto faz ele olhar em um baú de mantimentos e achar um polvo. Claro, um polvo! “Chamaremos Davy Jones molestando um filhote da sua cria mais preciosa!” Subindo para o convés, acha homens feridos e um cheiro forte de pólvora. Uma discussão com Timmy e um maldito falcão para realizar uma tarefa qualquer exarceba ainda mais os ânimos de Thorne, que destroça as entranhas do pobre animal e o lança ao mar. O mar solta um estrondo. É agora!

Uma manobra de Walker coloca o navio com sua proteção intacta para o lado do Kruscher, que aguenta mais uma saraivada. Os canhões são todos postados para um lado, e se ainda havia alguém no porto de Santiago, jogou-se em qualquer bueiro fétido. As habilidades dos três homens que estão acostumados dar ordens no mar, Walker, Thorne e Timmy (Timmy sabe dar ordens?) são unidas. Os 40 canhões do Marinheiro Ancestral cospem aço com fúria. Aliado a isso, surge do oceano o poderoso Holandês Voador, para espanto ou alívio de todos, que também dispara seus 50 canhões. O Kruscher acaba de entrar para a história, naufragando na costa de Santiago no dia 10 de junho de 1700.

Um breve aperto de mãos entre Thorne e Davy Jones sela o mais recente acordo como findado.

Uma Empreitada Bucaneira foi uma campanha de dezessete sessões que viajou pelos mares do Caribe utilizando o sistema de navegação GURPS.
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Herman Thorne: Carlos Hentges
Johnny Walker: Filipe Brunetto
Edward Seymor-Saussare, vulgo Timmy Travesso: Luiz “GoreCorpsed” Prado

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