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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 11 – Fica um de 50 anos e sobem dois de 20

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 15/05/2009

Aventura 11 – Fica um de 50 anos e sobem dois de 20

Capítulo 1: Rumo a Tortuga. “Mas que maldição! Estou cercado de gente desconfiada. E nem dou motivo para tanto!”

Thorne e Walker estão com sua tripulação novamente. A família foi deixada em Springfield, mas Alexander decidiu acompanhar o irmão. Fortes vínculos foram criados com Joseph Brown, poderoso empresário da região que comprou as bebidas de Walker e empregou a família de Thorne. O episódio do albratoz se desfaz em meio às ameaças de insubordinação feitas pelo contramestre, Norberto.

Na noite em que Thorne guia o navio antes de chegar a Tortuga, decide buscar mais rum para seus homens no porão, apenas para manter o clima de amizade gerado. Como de costume, leva um susto com a presença de Bootstrap Turner. Mas desta vez ele não está sozinho: Davy Jones o acompanha: “Onde deixou o medalhão Thorne!?” Ele indaga. “Estou disposto a fazer um acordo: você faz com que Jack Sparrow fique com o medalhão e ele lhe liberta de problemas maiores… Ainda fico em dívida com você.” Parece uma boa oferta, ambos se livrariam dele. O amuleto está enterrado em Great Inagua. Ocorre a Thorne que não é bom manter um inimigo como Davy Jones, e sim no mínimo uma situação de neutralidade. Alexander pega o final da conversa e pergunta quem eram aqueles homens e o que queriam, mas uma bofetada dada pelo irmão encerra sua curiosidade. Walker é rapidamente avisado do ocorrido. Thorne e Alexander partem para Great Inagua para reaver o medalhão. Em duas horas estão de volta ao navio.

Uma situação, porém deixa Walker inquieto: as 5 mil peças que são dele ainda estão com o governante em Port-du-Paix. O navio precisa ser reabastecido e a localidade mais próxima para tal é Tortuga.

Capítulo 2: Alexander, o Grande, viciado. “Hum, um garoto que fala em várias línguas. Eu falo um pouco de espanhol, mas estou mais acostumado com Walker, que engana em todas.”

Parando em Tortuga, tarefas são delegadas, moedas distribuídas e ordens gritadas. A noite será de festa e proveito para a tripulação. O Marinheiro Ancestral chama muita atenção: tanto pelo grande poder de fogo quanto pelo seu Capitão (um dos), conhecido na região. Martinez vem ao encontro de Walker para perguntar da negociação da bebida. Oferece um acordo, como fornecedor exclusivo para os grandes carregamentos que podem surgir.

Thorne avista um jovem garoto negociando contratos. Ele serve de intermediário entre um capitão holandês e um espanhol, e o que mais surpreende Thorne, acostumado com Walker, é a notável honestidade com que o garoto realiza a tarefa. Parte com Alexander para a taverna da Lula Caolha.

Enquanto isso, Timmy Travesso, que se apresenta como Edward para o contramestre Norberto, pede emprego no barco. Uma breve análise de suas capacidades, inclusive com a percepção de um nó errado em uma das cordas da vela principal, e Norberto decide manda-lo ao encontro do capitão Thorne, na taverna.

Sentindo-se meio rigoroso demais com seu jovem irmão, Thorne decide deixar Alexander aproveitar as mulheres de Tortuga. Nisso, um jovem inglês aproxima-se e se apresenta, pedindo por trabalho. Fala que já conversou com o imediato Norberto. Uma rápida avaliação das mãos do jovem “Edward” não mostra muita capacidade para Thorne, mas de qualquer forma ele manda apresentar-se no dia seguinte no navio.

A atenção se volta para Alexander, mas onde ele está? Uma mesa escura no canto, com pouca iluminação e alguns homens fumando charuto acusa sua localização. Completamente desavisado com os homens que jogam com o irmão, mas preocupado por este estar trapaceando no jogo, Thorne se aproxima da mesa e chama Alexander. Ele atende, já que ganhou uma boa quantia para a noite. Os homens se retiram, talvez ameaçados pelo arpão de Thorne. Quando passam pelo balcão, Timmy ouve algo como “Precisamos avisar Von Nietzsche que o maldito está aqui!” e alerta prontamente Thorne. Este manda Alexander diretamente para o navio avisar os homens que podem ter problemas e dirige-se com Timmy para o porto, seguindo os homens de Von Nietzsche. A impulsividade do garoto é controlada por uma estratégia melhor: deixar que paguem pela mensagem e depois subornar o escrivão do porto, tarefa realizada com sucesso.

Capítulo 3: Direto para a ratoeira. “Deus não conhece Alexander como eu conheço.”

O rumo é Port-du-Paix, onde estão as valiosas moedas de Walker e o maldito Jack Sparrow. O navio é ancorado em uma vila próxima e cavalos são alugados. Thorne sugere: “Procuremos na cadeia. Sempre o encontramos lá”, mas assim que chegam ao porto e fala com antigos amigos, fica sabendo que Sparrow é protegido pela milícia local. Ele decide ficar no alojamento e deixar Timmy e Alexander obterem informações. Timmy vai para uma taverna e consegue importantes revelações de uma dama de companhia. Alexander consegue quase o mesmo, além de descobrir que Sparrow colocou a culpa no seu irmão e em Walker por documentos roubados.

Quando retornam para o porto, encontram um velho homem falando com Thorne. Ele se identifica como Abade Queiroz. Bastante machucado, relatava a Thorne que Eleonora foi espancada pelo pai e mandada para um convento em Santiago. Inúmeras vezes o Abade tentou entrar em contato com Thorne, a pedido dela, mas sempre era repreendido. Agora, finalmente conseguiu.

Capítulo 4: Quanta ironia, agora Alexander terá que jogar. “Perder Alexander, você é capaz de perder? Com certeza, irmão.”

Os dois jovens descobrem que Sparrow irá até a taverna do porto hoje. Thorne volta ao barco para buscar algumas jóias e dinheiro para apostar, enquanto Walker ainda está em busca do seu dinheiro. O plano é bom: apostar tudo que há na mesa, deixando o medalhão amaldiçoado junto, fazendo com que Sparrow o aceite. Os três se dirigem para a taverna. Thorne fica afastado, acompanhando a situação de longe. Alexander e Timmy sentam na mesa oferecendo alguma bebida, e logo começam a jogar. A habilidade de Alexander é notável, ganhando 6 de 10 partidas. Sparrow começa a ficar preocupado, mas não percebe que o jovem Thorne está trapaceando, fato detectado por Timmy.

Enfim, Sparrow vence e conquista um belo montante, mais o medalhão. Alexander não se conforma, e atiçado pela sua cobiça, começa um princípio de tumulto. Percebendo isto, Thorne retira-se, pega dois lampiões da rua e joga em cima do teto da taverna. Um acerta o alvo, mas outro por azar, acaba rompendo uma janela e caindo dentro do recinto. Alexander, possuído por sua raiva, revela o amuleto para Sparrow, que saca a arma em uma notável demonstração de irritação e desprezo, reconhecendo agora de quem Alexander é irmão.

Mas nem só Walker é capaz das mais impressionantes imbecilidades. Além do azar, Thorne parece atrair incompetentes para as mais simples tarefas: Timmy, não compreendendo direito do que se tratava a missão de “fazer Sparrow aceitar o medalhão” decide pegá-lo de volta. Seus músculos foram mais ágeis que seu cérebro. Ao menos ele consegue evitar que Alexander tome um tiro de Sparrow. Este, com um sorriso cínico, guarda a pistola e foge. Thorne, o incendiário, volta para o alojamento do porto.

Capítulo 5: Ele vai engolir este medalhão! “Ótima distração Thorne, dar fogo em uma casa abandonada! Bom, agora ela está abandonada.”

Quando todos voltam, inclusive Walker com seu dinheiro, a situação é esclarecida e, em meio a berros de reprovação de Thorne para Timmy, decidem invadir a mansão onde Sparrow está, afinal, a distração do fogo, além de ajudar Walker, deve ter tirado a guarda da casa.

Um soldado e uma grade não é desafio para o arpão de Thorne. Um chute na porta anuncia a entrada ao mordomo que, assustado, deixa uma travessa cair e aponta para onde Sparrow está. Sem se preocupar com o barulho, e distraído pelo ouro, Sparrow apenas nota que está sendo abordado quando outro guarda é pregado na parede pelo arpão de Thorne. Ou será que só se deu conta quando levou um tiro de Timmy no joelho? Agora não importa mais. Walker, completamente possesso, enfia o medalhão na boca do pirata traidor e aponta uma arma para ele, fazendo-o dizer que aceita o “presente”. Não há escapatória.

Na saída, uma cena surreal para os garotos: iluminado pelo rastro da lua cheia e pelo fogo da taverna, agora sim, completamente abandonada, um navio surge do fundo do mar. Suas portinholas se abrem, e o inferno cospe. Balas de canhão! Em questão de segundos a mansão de Sparrow é destruída por completo. Davy Jones deve estar rindo em seu convés!

Os quatro partem para o Marinheiro Ancestral. Thorne e Walker decidem rumar para Santiago. Novamente, é Eleonora quem precisa de ajuda. Mas esta será fácil, afinal, é só um convento não?

Uma Empreitada Bucaneira foi uma campanha de dezessete sessões que viajou pelos mares do Caribe utilizando o sistema de navegação GURPS.
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Herman Thorne: Carlos Hentges
Johnny Walker: Filipe Brunetto
Edward Seymor-Saussare, vulgo Timmy Travesso: Luiz “GoreCorpsed” Prado

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