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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 10 – O Marinheiro Adentra sua Morada

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 14/05/2009

Aventura 10 – O Marinheiro Adentra sua Morada

Capítulo 1: Um Thorne retorna ao lar. “Você bebeu um pouco antes de comprar 40 caixas de rum, não Walker?”

O velho lobo está cansado. Seus anos no mar, mais o recente episódio de seqüestro consumiram algo dentro de Samuel Gilbert. Em uma conversa franca com seu filho mais bem sucedido, ele pede encarecidamente que o leve de volta para Nantucket, para os braços de Helena Van Slyck Thorne.

Partem de Yaguana então, com mais mortos no rastro, um navio e uma tripulação sob suas ordens. Ambos sabem que precisam manter a tripulação trabalhando para conseguir cobrir as despesas. De Yaguana conseguem um carregamento de grãos para o norte. Walker sugere então um lugar ótimo para fazer grandes negócios: Tortuga. Um contato rápido é feito com Martinez, um espanhol esguio como uma cobra-do-mar. Ele arranja muita bebida contrabandeada, e de boa qualidade, segundo ele. Walker não vê porque não confiar nas pessoas, e decide comprar tudo. Todas 40 caixas e mais um pouco de grãos para esconder a bebida. Partem então para o norte do continente americano.

Uma nova parada é feita, agora para liberar o navio de tanto peso. Nove dias após partirem de Yaguana chegam então a Springfield, na colônia de Virgínia. Procuram o melhor restaurante da cidade, em uma luxuosa taverna. O Sr. Joseph Brown, dono do estabelecimento, aborda os cavalheiros após o almoço e é solicitado para um particular. Com grande capacidade de negociação, conseguem um comprador, já que o Sr. Brown é conhecido por organizar festas grandiosas na região. No caminho para o barco, Walker é duramente repreendido por Thorne por ter comprado tanta bebida sem nem ao menos provar um copo. O sabor do medo e do suor escorrendo por sua cara estraga o paladar de Walker, que não sente nada além de um mediano rum. Thorne o tranqüiliza, e após levarem para o nobre comprador, conseguem um ótimo preço. O navio está vazio, os cofres mais cheios, e um nome começa a crescer entre os apreciadores de bebidas: Johnny Walker.

Capítulo 2: Em terra, uma reunião familiar. “Pense em alguém ruim Thorne. Von Nietzsche? Está bem, não tão ruim assim…”

Mais sete dias e chegam a tão esperada Nantucket. Samuel Gilbert é entregue a sua esposa. Thorne e seu amigo são convidados aos humildes aposentos da família para uma refeição. Bernard, Bertrand e Taylor estão presentes, mas a falta de Alexander é notada com muita facilidade. Por várias vezes, Helena desconversa quando perguntada, mas acaba abrindo o jogo. Ele participou de uma aposta, uma mesa de poker, e perdeu. Fugiu por não ter como pagar. Os homens ameaçaram sua família, e disseram que iriam atrás do velho para cobrar a dívida. A mãe confessa que Alexander está escondido nas montanhas, vivendo em uma mina abandonada.

Enquanto Thorne trata de resolver os problemas da família, Walker trata de arranjar mais problemas para ambos. “Mas que diabos, eles me perseguem!” Em uma taverna, acaba ouvindo que há mais homens de Port-du-Paix aqui. A mando de Jack Sparrow. E atrás deles! Intimidando o homem que se diz capitão, consegue informações e acaba arranjando mais inimigos. “Mas que vão para o inferno! Temos um navio e 40 canhões querendo cuspir fogo!”

Um breve duelo é armado na rua. Thorne percebe a movimentação de um dos comparsas pelo flanco de Walker, e decide intervir. Entre cutuques com sua arma diz: “Porque não deixemos que eles resolvam isso? Hein?”, fazendo com que o homem abandone a tentativa. Walker decide em um só tiro e é aclamado. Três horas na cidade foram suficientes para que o circo fosse armado.

Thorne não consegue se desfazer de Walker quando descobre o lugar do tal a quem Alexander deve. Albert Capone é um homem carrancudo, com os 60 anos pesando nas costas e baixando ainda mais seu espesso monocelho. Ele não aceita mais as mil moedas. Agora a dívida subiu para 1,5 mil. Thorne abandona o diálogo e, encolerizado, derruba um dos seguranças, enquanto Walker domina o outro. Dois que vigiavam a porta são abatidos com facilidade a tiros. Um outro tiro é desferido e arranca a orelha de Capone, que grita apavorado de dor. Thorne olha no fundo da sua alma assustada e larga o saco com 1.000 peças. “Missão dada é missão cumprida!” Abandona a sala avisando que Capone deve se manter longe da sua família, se não retornará e acabará de uma vez por todas com ele. Walker coça os dedos para não matá-lo, retornando depois, mas a cara de pavor de uma enfermeira inibe o Capitão.

Thorne vai até a mina e resgata seu irmão. Não dando ouvidos a ele até em casa, convoca uma reunião familiar. Decidem levar a família para Springfield. Alexander pede uma chance de se redimir, e diz que quer servir a seu irmão no navio. Os parcos pertences são recolhidos rapidamente e partem todos de Nantucket, uma última vez. Após sete dias de viagem estão novamente em Springfield. O bom Sr. Joseph Brown consegue emprego para dois dos Thorne, bem como uma casa. Samuel logo acha algum emprego no porto. São deixados com uma boa quantia em dinheiro e partem.

Capítulo 3 – Um prelúdio, no fim: “Voava esbelta e soberana nos céus… Até que…”

Um acidente nada peculiar com Thorne, enquanto treina seu irmão, faz com que um disparo ocorra para o céu e um albatroz lhe caia em cima. Dentro do barco. O baque do grande animal morto é ouvido, e a repercussão é um longo “oooohhhh”. A superstição dos marinheiros adianta a noite. A cortina da desgraça desce sobre Thorne. Esbravejando aos céus, vai para seus aposentos se limpar.

Uma Empreitada Bucaneira foi uma campanha de dezessete sessões que viajou pelos mares do Caribe utilizando o sistema de navegação GURPS.
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Herman Thorne: Carlos Hentges
Johnny Walker: Filipe Brunetto

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