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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 9 – Ele era um simples cozinheiro, mas seqüestraram o seu pai…

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 12/05/2009

Aventura 9 – Ele era um simples cozinheiro, mas seqüestraram o seu pai…

Capítulo 1: “Alguém conhece Franky? Não? Ninguém?”

Na taverna de Port-du-Paix, Barba-Negra procura homens para ir atrás de Franky. O pilantra de quatro dedos deve a ele também. Thorne e Walker são chamados por um de seus homens para uma sala reservada, onde o temido e procurado pirata está. Aborda os dois, já sabendo dos feitos na pequena ilha de Great Inagua. Aparentemente, há muitas pessoas de olho neles. Barba-Negra oferece uma pequena recompensa, sua dívida de gratidão para com os dois, se derem um jeito naquele maldito rato miserável. Segundo Thorne, quanto maior a fila mais fácil fica o trabalho.

Dois homens de Barba-Negra acompanham os vingadores para assegurar que a tarefa seja feita com perfeição. Um barco é improvisado e, na manhã do outro dia, partem. Mais uma vez, com as brilhantes habilidades de Walker na orientação do navio eles demoram menos que o esperado, e no dia seguinte chegam até Yaguana.

Capítulo 2: “Deus é o caminho, eu sou o atalho!”

Chegando ao grande porto de Yaguana, destino conhecido de Franky, os homens avistam uma estranha cena no porto: sobre uma caixa, um homem em vestes finas anuncia e vende a salvação. A palavra do Senhor! Transcrita por homens santos dos países livres! Ainda, vende cartas que livram as pessoas do inferno e de suas maldições terrenas, absolvendo todos os pecados. O problema é que as pessoas não estão querendo comprar. Thorne percebe dois homens combinando de comprar para incentivar outras pessoas. Possuído por uma falta total de cuidado e de escrúpulos, saca a faca e começa alfinetar um dos homens, acusando-o de charlatão.

Os impostores tentam se defender, mas com a ajuda de Walker o caos é instalado, e os homens que pagaram pelas falsas promessas começam espancar os nobres vendedores. Antes de sair, Walker coleta algumas moedas dos descuidados impostores… Afinal, eles não vão mais precisar mesmo.

Capítulo 3: “Perdemos o dia fazendo as perguntas erradas para as pessoas erradas”.

Um dia sem frutos na nova cidade. Ainda que tenham se dividido, os quatro só conseguem informações esparsas sobre uma localidade mais para o interior da ilha de Hispaniola. Parece que as pessoas estão receosas sobre a recente chegada de Franky, como se ele sempre trouxesse problemas consigo.

Walker, porém, levanta informações preciosas: Franky chegou há 5 dias, com muitos pertences e um velho. Samuel Gilbert Thorne! Ele ainda está vivo! Um pilantra conhece o outro, diz ele para Thorne. Na taverna local ouvem um vendedor de barcos, oferecendo um grande vaso de guerra, que poderia ser facilmente adaptado para baleeiro. Mas quem possui 30.000 peças de ouro aqui?

Decepcionado com seu insucesso e abalado com um vigoroso “não” de uma prostituta na taverna do porto, Thorne procura alívio fácil e barato. O puteiro mais baixo da cidade é seu alvo, e após alguns minutos relaxa tranqüilo na cama. Ouve de um quarto ao lado a conversa de um homem com sua acompanhante, sobre tesouros incontáveis e uma maldição besta qualquer. Decide seguir o homem desconhecido e descuidado. Descobre onde ele mora, e guarda a informação para sim, ao menos por enquanto.

Capítulo 4: “Entramos, matamos todos, roubamos tudo e queimamos o resto, certo Walker?”

Um dos piratas de Barba-Negra, Ramirez, descobre a localização da fazenda de Franky. O ataque se dará durante a noite. Há um celeiro e uma casa. Alguns guardas fazem uma patrulha. Após conseguirem os cavalos, rumam para o local. Amarram os animais em árvores e se aproximam, sorrateiramente.

Os dois piratas dão a volta pela face oeste da propriedade, enquanto Thorne e Walker se aproximam do celeiro, pelo lado leste. Barras chamam atenção dos dois, e antes de atear fogo no celeiro como distração para os guardas, decidem entrar e verificar. Walker faz uma abordagem magistral no cadeado, digna de um mágico, e entra no celeiro. Sem vê-lo mais, Thorne imagina que o imbecil estragou tudo de novo, mas não, ele já está no celeiro. Prontamente entra também. Para surpresa dos dois, encontram o velho Thorne amarrado em uma das baias dos cavalos, bastante machucado. Depois de soltá-lo, mandam-no para longe. Ainda há assuntos para resolver aqui.

O inferno toma forma no celeiro, mas não é lá que o Diabo está. Thorne tem o ódio no coração, a raiva nos olhos e o arpão nas mãos. Uma combinação perigosa. Ramirez e Juarez se encarregam de dois guardas enquanto os outros dois entram na casa. Um rápido confronto com um guarda na base da escada deixa Walker ferido. Outro, no topo da escada é alvejado, e quando tenta se proteger de um segundo tiro Walker desfecha o tiro de misericórdia, à queima roupa.

Os gritos de desespero levam ao quarto no final do corredor. No segundo chute, Thorne derruba a porta, mas seu ódio atrapalhou seu raciocínio. Franky está escondido atrás da cama, e o alveja com um tiro. Antes de cair no chão, consegue ver que Walker dá um brilhante tiro, jogando o falsário na parede. Agora é a vez de Thorne. Com uma fúria sem precedente, derruba um biombo que havia no caminho com uma mão e arremessa o arpão violentamente, pregando Franky na parede. Mas isto não é tudo. Ele se aproxima, e com os dois tiros restantes que havia em sua pistola executa sumariamente o torturador de seu pai. “Pronto, não há mais nada que fazer aqui…”

Mas não para Walker. Entre os gritos de pavor da mulher de Franky, Walker a esbofeteia e pergunta onde está o dinheiro que ele tinha. Sem obter respostas, sai e segue Thorne. Outro guarda é facilmente rendido pelos dois piratas. É hora do inferno estender suas línguas para esta casa também. Quem ainda está lá dentro que morra, esbraveja Thorne.

Dirigem-se, então, para o velho e os cavalos. No caminho, Thorne conta sobre a conversa no cabaré. Mas esta noite acaba em uma casa de cuidados sob as ordens do Abade James. O ópio fornece uma ajuda necessária para retirar as balas e um sono tranqüilo.

Capítulo 5: “Ouviu algo que eu disse além de ‘tesouro’ Walker?”

Após uma tocaia tranqüila na casa do homem que sabia sobre o suposto tesouro, e um ataque que o desmaia e o deixa cego, Walker e Thorne conseguem entrar na casa. Um breve interrogatório revela a localização do mapa. Ao saírem, deixam uma lembrança vazia de que darão uma parte do dinheiro ao inválido, caso achem algo.

Pela primeira vez desde sua união, a dupla entra em atrito quanto a uma direção a seguir, o que custa um dia a mais no meio de pântanos e florestas, mas enfim, a pirâmide antiga de uma civilização qualquer que não interessa para ambos, desde que haja muito dinheiro dentro, é encontrada.

Descendo alguns lances de escada, chegam a uma abertura de um salão. Os muros sempre carregados de musgos e plantas trepadeiras. O chão com pequenos lagartos, sapos e outros bichos nojentos. Aqui não é diferente. No centro uma abertura que deixa passar a luz do luar. O silêncio é sepulcral, sendo quebrado pelos passos cuidadosos e pelo barulho da tocha acesa. Nas paredes do salão, agora que acendem uma segunda tocha, avistam caixões. Muitos deles. Com um rápido reflexo do fogo, Walker percebe uma moeda. Quebra um caixão e uma cachoeira delas escorre. Quebra outro e a mesma coisa. Outro, outro e mais outro. Quando seus olhos conseguem perceber a fortuna que acharam, seus ouvidos o alertam: não estão sozinhos!

De dentro dos baús, seis mortos-vivos levantam. Um violento combate é travado, com socos, arpoaços, tiros, facadas e espadadas. Entre tiros e socos, Thorne acerta uma das tochas que havia sido pendurada na parede, diminuindo sua luminosidade. Walker é atacado por uma múmia e quase que a esperança deles de sair dali ricos e com vida se esvai com a tocha que, por pouco, não cai da mão de Walker. Enfim, todos os adversários são derrotados. Demoram o resto da noite para conseguir arrecadar tudo o que encontram, e mais dois dias para retornar até Yaguana com toda a fortuna arrecadada.

Novamente acabam na casa de cuidados de James, o que o assusta, já que desapareceram por cinco dias e retornaram novamente feridos. Samuel Gilbert está totalmente recuperado. Ele alerta para o alvoroço que a queima e assassinato na casa de Franky causaram.

Mas isto é assunto do passado. Deixando muitas moedas para o Abade e agradecendo os serviços, Thorne vai às compras. Um gigantesco barco é adquirido pela módica quantia de 30.000 peças. A pedido, o nome entalhado ao lado, enquanto os dois recrutam marinheiros no porto é Marinheiro Ancestral.

Preparemo-nos para suas incontáveis aventuras!

Uma Empreitada Bucaneira foi uma campanha de dezessete sessões que viajou pelos mares do Caribe utilizando o sistema de navegação GURPS.
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Herman Thorne: Carlos Hentges
Johnny Walker: Filipe Brunetto

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