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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 7 – Antes da Tempestade, a Calmaria

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 08/05/2009

Aventura 7 – Antes da Tempestade, a Calmaria

Capítulo 1: Eu não tenho mais nada, somente os amigos. “Claro Walker, ele surgiu do nada. E agora? Retornou ao fundo da garrafa?”

Thorne perdeu o poder de barganha com Jack, mas ainda conta com a amizade de Walker e as incontáveis vezes em que o salvou. Além disso, Walker precisa recuperar seu dinheiro, e ninguém melhor do que um amigo para se confiar em uma hora dessas. Sparrow sabe onde está Calipso e pode usar isso para pressionar Thorne, além do que, ainda pode cobrar o fato de ter sido esquecido na prisão durante alguns dias.

No convés do navio Senhora Altiva os três, mais Samuel Gilbert Thorne, navegam em busca de um lugar seguro para levar a cabo seu mais novo plano: reformar o navio para dar-lhe nova aparência e vendê-lo por um alto preço. Os Thorne, com experiência no assunto de carpintaria, estimam em dois dias o tempo necessário para o reparo, o que leva Walker a pensar em um atracadouro em Port-du-paix.

Walker desce até os porões para procurar rum e é abordado por Bootstrap Turner, imediato de Davy Jones. O velho lobo parece surpreso pela pouca importância que todos eles estão dando para a dívida contraída. No convés, em meio a uma incomum dificuldade para obter alimento, Thorne é abordado por Walker que, com uma garrafa quase vazia de rum, tenta lhe explicar o que aconteceu. Obviamente, não tem sucesso.

Capítulo 2: Parece que vai sem rumo, como nós. “Que diabos está falando, Thorne? Não entendo nada de espanhol! Continua fazendo mais coisas que eu? E melhor!”

No terceiro dia depois do acordo firmado com Davy Jones, Thorne avista um barco de tamanho semelhante ao Senhora Altiva e de bandeira espanhola. Trata-se de um navio mercante, levando escravos. Após uma breve comunicação por bandeiras, Sparrow ordena que o abordem para uma troca de provisões, ainda que não tenham nenhuma. O leve cheiro da tramóia paira no ar, como é de costume quando os três estão juntos.

Após uma breve apresentação em um espanhol rebuscado que Thorne não consegue acompanhar, o capitão desce com Sparrow aos porões. Um guarda e Walker os acompanham. No convés, Thorne é abordado por um dos escravos, que fala um espanhol bastante básico: Matambre é seu nome. Ele trabalha ajudando no transporte dos negros e em troca ganha a sua “liberdade”. Ele pede ajuda para soltar seus amigos. O raciocínio do humilde pescador é apurado por estalos de metal contra metal no porão, e no mesmo momento que um dos guardas tenta correr para seu mosquete, sente o vento da morte do arpão de Thorne. Um disparo é efetuado, mas sem sucesso. Samuel Gilbert eleva os quatro canhões de arpões, abalando profundamente a moral da tropa adversária. Outro disparo é feito, novamente sem sucesso. O velho Thorne quase despedaça um dos guardas com um arpão disparado de seu canhão. Assim que um deles pula para o convés do Senhora. Altiva é derrotado por Thorne e Walker, que após uma breve luta ao lado de Sparrow no porão, acabaram rendendo o guarda e o capitão.

Astuciosamente, Walker pula para o navio mercante e vai direto ao gabinete do capitão. Após coletar uma boa quantia de peças de ouro, algumas roupas elegantes e um punhado de papéis, decide sair, pensando: “Não faço nem idéia do que isto seja, mas alguém vai pagar para ter de volta”. Na passagem, acaba descobrindo do que se trata o navio, e prontamente solta todos os aborígines.

Tão astucioso quanto foi Jack Sparrow, que pego de surpresa tratando de um acordo escuso com o capitão espanhol, esquiva-se das insinuações de Thorne e mantém o negro Matambre afastado com sua pistola. Thorne sente o gosto azedo da traição, mas quem levaria a ferroada seria Walker.

Capítulo 3: Um novo navio, uma nova vida. “É simples Thorne: vocês fazem o trabalho duro e eu o sujo, compreende?”

A mão-de-obra para os reparos é conseguida com um golpe de sorte, enfim. Agora, precisam de mantimentos e um local seguro para trabalhar. Thorne e Walker decidem não chegar com o barco durante o dia no porto, e atracam em local afastado. Chegando na cidade como empregado e empregador, vão direto ao porto para obter informações sobre o tal local seguro de que tanto precisam.

Um deslize no melhor estilo Johnny Walker é cometido por Thorne quando estão comprando suas provisões. Ele menciona o nome do navio, tentando se retratar em seguida, dizendo que “Não, não… Esse nome, Senhora Altiva, eu gostaria de dar. Não é bom?”. Pena que foi logo com um conhecido mercador da região, sabido por ser o centro de importantes notícias. De qualquer forma, ninguém precisa saber, pensa ele, é só deixar a bomba estourar e resolver o problema depois.

Walker acaba fazendo bons contatos e, intermediado por James Watson, o locatário de espaços do porto, acaba conhecendo quatro nobres que estão na cidade. Uma breve conversa e algumas moedas marcam o local do encontro, que é levado no dia seguinte. Walker sabe usar da sua lábia, afinal, cresceu precisando dela. Acaba tendo um sucesso tremendo na negociação, conseguindo muito mais do que o necessário para saldar sua dívida e a de Thorne. O dia D é marcado para o negócio.

Capítulo 4: Quem mais além dele? “A doca 9 é onde atracaremos? Ok. E a doca 10 não é onde está atracado aquele navio pirata, carregado até a última boca com canhões? Aquele mesmo que tentamos afundar, contraindo esta absurda dívida? Daquele lunático prussiano de quem arrancamos um olho? Não, obviamente que não, afinal que tolo faria isso, não é mesmo Walker?”

Johnny Walker acabou avistando alguns piratas de von Nietzsche no mercado. Descobriu também que ele pagou para que os guardas se mantivessem afastados, aparentemente, em troca de uma trégua momentânea com navios espanhóis. O problema maior, se é que pode haver um deste tamanho, é que o local marcado para o encontro com os nobres para a venda do Senhora Altiva foi próximo, muito próximo, ao The Crusher. Praticamente ao lado. EXATAMENTE ao lado.

Apesar de uma desesperada tentativa de mudar o local, Walker se vê obrigado a levar o navio até lá, mas pensa estar seguro. Afinal, como von Nietzsche reconheceria o seu navio agora, depois de uma reforma tão bem feita? Realmente, o navio seria difícil de reconhecer. Igualmente difícil seria esquecer aquele que o cegou. Muitíssimo estúpido, seria reunir tudo isso e esperar que, por sorte, tudo desse certo. Mas estamos falando de Johnny Walker, certo?

Um dos nobres acaba reparando o aparente problema na rampa de elevação dos canhões, mas concorda que uns poucos dias de trabalho iriam concertar aquele defeito. Concorda, enfim, em pagar 15.000 peças pelo barco. “Viu Thorne? No final pagaremos nossa dívida e ainda ganharemos dinheiro!”

Eis que uma voz conhecida ressoa no ambiente. Olhando para cima, e não é para o céu, ainda que devessem, reconhecem a voz de um prussiano de dois metros de altura, 140 quilos, extremamente encolerizado, e agora caolho: “30.000! Eu pago 30.000 peças de ouro por este barco, senhores. O dinheiro está aqui, é só vir pegar”. Ao lado de seus homens, von Nietzsche olha para os dois, pensando que tempero colocará no fígado de cada um.

Resta a Thorne e Walker torcer para que a tal trégua seja mantida. Nessa situação, não é uma batalha que os salvará.

Uma Empreitada Bucaneira foi uma campanha de dezessete sessões que viajou pelos mares do Caribe utilizando o sistema de navegação GURPS.
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Herman Thorne: Carlos Hentges
Johnny Walker: Filipe Brunetto

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