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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 6 – Uma ajuda, ou um exílio bucaneiro

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 07/05/2009

Aventura 6 – Uma ajuda, ou um exílio bucaneiro.

Capítulo 1: Das profundezas eu o conclamo! “Fechado Sr. Thorne. E lembre-se, eu não desisto do peixe, se é que me entende…”

Definitivamente, se Thorne pensava usar o amuleto em seu favor, este era o dia, esta era a hora. Quando o amuleto é jogado na água ouve-se um estrondo muito alto, semelhante a um disparo de canhão. Em alguns segundos, homens começam a surgir de todos os lados do convés, alguns de trás de caixas, outros escalando o barco. Dentre eles, um se destaca: Davy Jones, o imortal guardião do Holandês Voador.

Em uma breve conversa, fica decidido que pagarão 10.000 peças de ouro dentro de uma semana, jogando um baú ao fundo do oceano. Os dois marinheiros que acompanham Walker, Thorne e Eleonora ficam extremamente preocupados com o acordo, se mostrando insatisfeitos, por mais que outra saída estivesse fora de alcance.

Após o oneroso acordo, para uma das partes ao menos, uma batalha sangrenta é travada. Por fim, os canhões do Holandês arrasam os mastros do navio de von Nietzsche, que acaba por desistir da perseguição. Um alto preço foi estipulado, e agora, cabe a Thorne e aos outros que saíram vivos conseguir o dinheiro.

Capítulo 2: O Duque quer lhes dar a recompensa: “Entenda Sr. Thorne, eu não quero minha filha nas mãos de quem anda por aí com um pau na mão e cheirando a bacalhau.”

Thorne é chamado por alguns guardas para ir até a mansão do governante. Chegando lá, estranha a guarda armada à sua volta depois de ter salvado novamente a filha do Duque. Este, por sua vez, de uma sacada um pouco distante do simples pescador, diz que não pode deixar que sua filha tenha pensamentos amorosos com um simples “cozinheiro”, ou pescador. Ele será movido assim que possível da ilha, e enquanto isso, passará alguns dias hospedado em um hotel barato – também conhecido como A Prisão.

Walker parece não estar preocupado com a altíssima dívida que contraiu. No colo de madames de companhia e rodeado por novos amigos, conta as últimas façanhas realizadas, e é ovacionado na Taverna Caranguejo Aleijado, juntamente com Herman Thorne, que para decepção dos presentes, não se encontra no local. Entre copos de rum e beijos, ele percebe que dois guardas procuram por alguém, e como se seu sentimento de culpa, digo, sobrevivência, o avisasse, ele se esquiva de ambos. No mesmo momento, Jones, o nobre ajudante de Thorne, o chama e diz que seu amigo está preso na mesma cela que Jack Sparrow.

Capítulo 3: Tire-nos daqui, Walker! “Fique tranqüilo Jack, ele nos livrará daqui com sua astúcia aliada a sua inteligência.”

Thorne conversa com Sparrow na cela. Ele parece nutrir um certo ressentimento por ter sido colocado ali, mas não quer discutir isso agora. Prefere que estejam em companhia de Walker. Comenta que está receoso porque sabe que uma ordem de prisão com seu nome está a caminho de Isabella. Quando Thorne comenta que está com tal documento, ele se torna muito, mas muito mais receptivo.

Walker chega com Jones pelo lado de fora da cela, ainda. Surpreende-se com a notícia de que Thorne foi preso por ter salvado Eleonora, e desespera-se quando lembra que seu dinheiro está com o maldito Duque. Pensa em um plano brilhante: entregar-se, ir até a cela com o guarda e quando ele menos esperar roubar suas chaves. Simples! Quando os dois que estão presos percebem o tamanho da estupidez de Walker, é tarde. Ele já está preso também, bêbado e sem as chaves. Ainda ouvem a voz de Jones no lado de fora antes dele se afastar: “Por Deus Walker, como tu és burro!”

Enfim, os três agora estão reunidos, e os termos de um acordo podem ser discutidos.

Capítulo 4: Correr, remar e fugir. “Eu tenho um barco e nós temos o ódio. Alguém irá pagar!”

Após tudo ser esclarecido, os três amigos escutam um estranho barulho do lado de fora da cela: uma trilha de pólvora! E abaixo da janela um barril inteiro, prestes a levar meia cadeia pelos ares! A idéia de Jones foi boa, mas o garoto não tinha a menor noção que isto era demais para aquela simples parede. De qualquer forma, Sparrow derruba a cama e consegue proteger os três da explosão. Saindo em meio a uma cortina de fumaça, e sem ouvir nada além de um zunido, eles têm um objetivo: ir até o barco e sair dali. Isto é um problema mais urgente do que as moedas de Davy Jones.

Thorne passa em casa para pegar seus pertences, e encontra seu pai sendo esmurrado por um guarda. Ele faz o covarde sentinela beijar a quina da janela com um violento chute nas costas, pega rapidamente sua mochila, seu arpão e seu velho, e corre para o barco.

Como era de se esperar, a presença no barco Senhora Altiva é anunciada por Johnny Walker. O lado bom é que ele atrai a atenção dos guardas que atiravam nos Thorne, que conseguem chegar são e salvos no barco.

Como os anzóis nunca estão virados para o lado certo, Thorne distrai-se quando pula para alcançar a corda do barco em fuga, e prende sua mochila em um anzol. A corda que prende suas moedas, os mapas com as rotas e a liberdade de Sparrow e Walker se arrebenta, assim como a esperança do acordo que ele tinha com o pirata.

Mas isto é assunto para outra fuga, digo, aventura.

Uma Empreitada Bucaneira foi uma campanha de dezessete sessões que viajou pelos mares do Caribe utilizando o sistema de navegação GURPS.
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Herman Thorne: Carlos Hentges
Johnny Walker: Filipe Brunetto

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