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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 5 – Um Resgate Sorrateiro

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 06/05/2009

Aventura 5 – Um Resgate Sorrateiro

Capítulo 1: Não pagarás com dinheiro, pagarás com sangue! “Se o leite azedar, não serei eu que irei bebê-lo, se é que me entende.”

Como já esperava, Thorne retorna para casa e encontra seu pai bastante machucado. O velho diz que alguns homens vieram cobrar uma dívida sua de jogo. Olhares de reprovação são lançados na direção do jovem, de modo que sua fama de trazer problemas aos outros tome um pouco mais de forma. Um senhor pescador diz ter visto 4 homens recebendo ordens de um outro, que bate com a descrição de Don Fernando. Nesta noite, porém, Thorne decide ficar com o pai.

Capítulo 2: Por Deus, ajude-me! “Com a graça dos documentos de Deus, eu o ajudarei”

O Abade Queiroz procura Walker. Ele ficou sabendo que irão retornar para a ilha de von Nietzsche e lhe pede encarecidamente que procure por alguns documentos muito importantes em sua pequena igreja: tratam-se de cartas de alforrias, rotas de navios mercantes e de navios pagadores. Claro que logo que uma recompensa é mencionada os olhos de Walker entendem a necessidade destes documentos retornarem para mãos sagradas (seja as do Abade ou as dele).

Thorne pede ajuda de Little John, o maior marinheiro do porto. Esclarece a situação sobre os homens que atacarem seu pai, e consegue apoio – de peso e de estatura. Decide também falar com o Capitão da guarda, já que se comprometeu em voltar à ilha. Em um primeiro momento, não consegue muita coisa, visto que um bom número de homens irá para a missão de resgate, mas quando menciona que foram 4 que bateram no seu pai, consegue ajuda. É alertado de que sinos colocados no porto podem ajudar em caso de problemas. E irão ajudar.

Naquela noite ele é seguido por dois dos capangas de Don Fernando. Um é trespassado por seu arpão como faca quente na manteiga, e o outro, após ser acertado por um saco de 50 quilos de arroz arremessado por Little John, é dominado e levado para o quartel.

Capítulo 3: Em busca da Eleonora perdida. “Quanto rancor no coração, Walker.”

Pistols Miller pede pela ajuda de Walker e Thorne. Como pagamento pelo resgate de Eleonora, oferece salário dobrado aos dois. Os preparativos para a viagem são feitos pelos próprios guardas e, na manhã seguinte, partem. Há várias formas de entrar na fortaleza: como da última vez, pelo porto através do cabo de fuga, escalando a encosta.

Durante a viagem, Walker é chamado pelo capitão e recebe seu pagamento. Pistols Miller sugere que ele divida com Herman Thorne, já que ambos ajudaram na localização da ilha. De forma bastante humilde, e demonstrando pouco apego a pequenas quantias, Walker decide dar as 80 peças para Thorne, que quando vai guardá-las em seus pertences, percebe que o medalhão que havia sido deixado com seu pai está ali. Relutante em deixá-lo em qualquer lugar, decide segurá-lo consigo.

Na chegada à ilha, um sentinela é derrubado sem maiores problemas. Walker vasculha rapidamente a ilha e percebe que o gabinete já foi revirado.

Seguindo adiante, Thorne encontra um trilho, e juntamente com Walker e mais dois marinheiros, seguem o caminho. Após um contratempo com mais dois sentinelas, Walker consegue descobrir que há uma mina adiante, onde dois piratas aguardam pela comida. Chegando lá, o disfarce é descoberto, e uma breve luta se segue. No fundo da caverna, encontram um elevadiço.

Capítulo 4: Insistentemente, os cães retornam! “Senhor, o inferno não é para baixo? Porque estamos subindo, então?”

Chegando ao topo do monte onde a fortaleza de Von Nietzsche foi construída, conseguem sair sorrateiramente por trás da casa onde o elevadiço acabava. Entrando por uma janela lateral, chegam ao segundo andar e entram em um quarto. Um alvoroço é percebido por um dos marinheiros que os acompanham, e segundo ele “um, dois, muitos guardas” estão saindo da casa. Passos pesados são ouvidos no corredor, e uma voz grave ecoa, requisitando os testículos dos invasores em uma bandeja.

Antes da tempestade, a calmaria. Eleonora é encontrada por Thorne e, após uma breve troca de farpas entre ela e Walker, partem para fugir pelo mesmo local onde fugiram algumas noites atrás. Antes, contudo, Walker é detido por documentos que parecem ser os do Abade e um pequeno baú de pedras preciosas. Em posse da chave, Thorne, Eleonora e os dois marinheiros descem para a sala do tesouro e de fuga. O tempo que Walker perde coletando as coisas é suficiente para a volta do prussiano de dois metros de altura e 140 quilos. Walker permanece escondido no quarto e, como a grade aberta chama atenção de Von Nietzsche, aproveita a ocasião para derrubá-lo escada abaixo. Acaba caindo junto, e lá embaixo Thorne tem uma visão pavorosa: ergue-se do chão um prussiano de dois metros de altura, 140 quilos e extremamente encolerizado!

Capítulo 5: Saquear, pilhar e correr! “Além dos testículos, eu quero o fígado deles agora!!!”

Von Nietzsche defende-se de um chute de Walker e, segurando sua perna, bate na parede com o pequeno e indefeso pirata. Esse já aprendeu a lição da noite. Thorne arremessa seu arpão e acerta o alvo, ainda que de raspão, chamando sua atenção (seria isto bom?). Depois, resgata a arma da família, esquecido no mesmo local. Quando ergue sua cabeça, Von Nietzsche arremessa um barril de vinho, que se estilhaça no marco da porta onde o pescador busca abrigo, mais aterrorizado pela imagem que um salmão tentando fugir de um tubarão. Sem sucesso, tenta acertar o prussiano, e descobre que este veste uma placa de peito reforçada por baixo da roupa. Walker saca sua espada, e agora, além de um prussiano de dois metros de altura, 140 quilos extremamente encolerizado, há uma cicatriz que corta seu rosto em dois e arrancou-lhe um dos olhos.

O tombo de um gigante e gritos de piratas descendo a escada são o sinal para que ambos saiam correndo para se jogar novamente no cabo. Walker ainda é atingido na perna por um disparo. Chegando ao chão eles cortam a corda e assistem a queda de 3 piratas no mar.

Agora precisam sair da ilha, e o meio mais próximo é o baleeiro que ainda está no porto. Quando contornam a costa, porém, avistam o Krusher de Von Nietzsche. Definitivamente não há esperança, a menos que ela esteja no bolso das calças de Thorne.

Uma Empreitada Bucaneira foi uma campanha de dezessete sessões que viajou pelos mares do Caribe utilizando o sistema de navegação GURPS.
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Herman Thorne: Carlos Hentges
Johnny Walker: Filipe Brunetto

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