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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 3 – No Covil do Abutre

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 04/05/2009

Aventura 3 – No Covil do Abutre

Capítulo 1: Um Santo Soldado: “Afinal, o que levaria uma filha de um Duque ser tão idiota e andar no meio de maltrapilhos e piratas, não é mesmo Eleonora?”

Assim que atracam perto da ilha do temido pirata, a tripulação decide dividir-se para tentar saquear o máximo possível. Thorne e Walker vão junto com Jack, mais para tê-lo sob os olhares desconfiados do que por preocupação com seu bem-estar. Eleonora os acompanha, e assim que adentram uma igreja, após Walker anunciar que estavam do lado de fora, o Abade Emílio os convida a entrar. Os piratas tratam de deixar o Abade falando sozinho enquanto procuram algo de valioso. Thorne sente-se mal pela situação, e para não ser incluído numa possível punição divina, se retira do local, esperando do lado de fora. Walker percebe que Jack guarda papéis à parte. Após uma breve discussão decidem continuar procurando algo de valor.

Na saída, um pequeno contratempo: segundo o Abade, Eleonora é filha do Duque de Montepio, influente e conhecido membro da alta sociedade de Isabella. Ela desmente, e após saírem da igreja passa por mais uma sessão de perguntas por parte de Walker e Thorne.

Capítulo 2: Uma aparente ajuda para a invasão: “Claro Thorne. Sou tão bom em conduzir carruagens quanto sair por minha conta de uma confusão em uma taverna!”

No caminho para o castelo do pirata uma ajuda providencial aparece: uma carruagem sendo conduzida por um homem apenas. Walker domina o carreiro sem mais complicações e manda os dois entrarem no pequeno gabinete. Segue-se outra estabanada demonstração de prepotência, entre as tantas que ainda viriam, por parte do ainda pouco notório pirata Johnny Walker. Ele acaba por tirar os cavalos da estrada e por pouco não tomba a carruagem com os dois ocupantes na parte de trás.

Após, decidem continuar a pé para chegarem vivos até o objetivo. No caminho, se desviam um pouco da rota e acabam vendo que o navio Sra. Altiva, que havia sido dado como destruído, está praticamente reformado. Um grande baleeiro que chama atenção de Thorne, lembrando-o das histórias que seu velho lhe contou quando serviu nesse navio.

Capítulo 3: E então, a montanha ruge: “Maldito seja, Walker! Achou um sino para carregar agora?”

De modo furtivo tal qual um elefante em uma loja de cristais, Walker se aproxima da porta onde há uma espécie de posto de conferência para entrar no castelo. Thorne o puxa para o lado da casa antes que o guarda perceba algo, e então decidem elevar Eleonora até o segundo andar da casa e esperar que ela abra a porta por dentro. Não passa muito tempo sob a luz da lua, mas parece uma eternidade. No caminho para o segundo andar, procurando pelo alçapão que leva para o coração da montanha, Walker se encanta com uma caixa com rústicas granadas. Ele pega o perigoso conteúdo e coloca em uma sacola, e acaba sendo xingado de forma veemente por Thorne, por estar fazendo muito barulho! Decide, então, colocar as bombas no chão, em um canto já dentro da íngreme subida pela estreita escavação no corpo da montanha.

Eis que um vigia desce! Todos conseguem buscar abrigo nas entranhas da parede disforme, e finalmente Walker parece não causar problemas. Após que o embriagado vigia passa, Thorne decide colocá-lo para dormir, e com a violenta pancada o faz permanentemente. Com a queda, o odre de vinho se quebra, e uma fina réstia da bebida corre trilha abaixo. Ainda bravo com o pirata, Thorne pega uma das tochas para continuar a subida, mas derruba a outra sem querer. Azar meu, pensa ele? Não, azar de quem não conseguir correr, porque a tocha acende uma fagulha que corre com o vinho, até as bombas trazidas por Walker. Entre gritos de desespero e angústia, os três saem a tempo para o pátio do castelo, no topo da montanha, e então um estrondo absurdo se faz ouvir.

Capítulo 4: Enfim, algo de bom: “Vamos, Thorne, ajude-me a carregar este baú de meia tonelada repleto de ouro! É a nossa chance!”

Passando por alguns percalços no segundo andar do castelo, onde enfrentam sentinelas, os destemidos invasores separam-se de Eleonora e conseguem adentrar na câmara onde o Alemão acumula suas riquezas. Thorne procura documentos que possam ser úteis e acaba tomando cartas com rotas baleeiras. Um curioso item também faz parte de seu saque: uma bússola detalhadamente adornada com ouro e prata.

Walker por sua vez, transformou seus olhos em moedas douradas, e mais desajeitado que uma criança, tenta colocar uma boa quantidade dentro de um baú menor, junto com várias pequenas pedras preciosas. Agora, precisam procurar uma saída, já que a sua rota de entrada foi soterrada.

Capítulo 5: Das alturas, para o mar: “Está com medo, Thorne? Espere que eu te ajudo!”

Um alçapão é achado e leva para uma rota de fuga estrategicamente posicionada: um cabo esticado para uma pequena ilha próxima. Antes mesmo que Thorne manifeste medo para encarar seu medo de altura, Walker lhe dá um “empurrãozinho” e ajuda na decisão. Infelizmente, o afetuoso e familiar arpão do promissor baleeiro fica para trás. A chegada em terra é mais tranqüila, ao menos para Thorne, que aguarda Walker chegar com o punho engatilhado para liberar sua cólera.

Para finalizar o festival particular de trapalhadas de Johnny Walker, ele quase se afoga quando tentam retornar da pequena ilha a nado com o baú nas costas, deixando mais essa tarefa para o humilde pescador entre resmungos e queixas: “Já que tu nada melhor, corre melhor e luta melhor, vais tu na frente com esse baú!”

Apesar do medo de Thorne que tivessem sido abandonados pelo capitão Jack Sparrow, eles conseguem retornar ao navio. Agora, resta traçar um novo destino. De qualquer forma, a recente empreitada foi muito proveitosa para todos. Cada vez mais o perigoso pirata “Esmagador” ficará encolerizado, mas isto não é motivo para preocupação, ao menos por enquanto.

Por fim, o Abade é convidado por Walker para integrar a tripulação e fugir de sua prisão. “E a mulher?”, pergunta Jack. “Ela se perdeu de nós, traçou outro rumo e seu próprio destino”, diz Walker. De qualquer forma, seu futuro será uma cena de capítulos vindouros…

Uma Empreitada Bucaneira foi uma campanha de dezessete sessões que viajou pelos mares do Caribe utilizando o sistema de navegação GURPS.
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Herman Thorne: Carlos Hentges
Johnny Walker: Filipe Brunetto

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