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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 1: Início de Viagem

Posted in GURPS, O Jogador, RPG by Carlos Hentges on 28/04/2009

Aventura 1 – Início de Viagem

Capítulo 1: A Pescaria: “Até que enfim minha sorte está mudando!”

Herman Thorne vai sozinho em um pequeno barco de pesca buscar os alimentos da tripulação. Como de costume, conversa com os peixes. As iscas que não lhe agradam são jogadas às gaivotas. Quando o sol está se erguendo, o anzol prende em algo no fundo do mar. Trata-se de um pequeno baú fechado com chave, mas que está muito gasto devido ao vasto tempo na água. Facilmente arrombado, possui uma espécie de isolamento com gordura, deixando seu conteúdo completamente seco: envolto em uma folha de papel com a escrita “Das profundezas, eu o conclamo!”, e um medalhão. Ao voltar para o navio, ancorado em Isabella, dirige-se ao velho pai para pedir se ele sabe algo a respeito. Samuel Gilbert Thorne está febril em sua rede, e diz nada saber a respeito, apenas lendas e histórias contadas em noites de vigília em alto mar.

Capítulo 2: Explicações para o Capitão: “Acho que bebi e falei demais…”

Johnny Walker é convidado a se apresentar ao capitão da cidade. O Capitão Pistols Miller é bastante conhecido na região, já que Isabella fica vizinha de Tortuga – tradicional ponto de encontro da escória pirata. Ele lhe faz perguntas comuns, nem um pouco intimidadoras, e aconselha o forasteiro a manter-se fora de problemas e ter cuidado com o dinheiro que carrega, pois a vultuosa quantia foi afamada entre um copo e outro de rum na noite anterior.

Na saída, um senhor com barba e cabelos brancos se apresenta como Capitão Smith e diz que necessita de um homem com conhecimento da região – enquanto seu barco estiver atracado para reparos ele vai liderar o Solomon King até Petit Goave. Smith deixa bem claro que não tem outra opção, se não nunca chamaria alguém apontado como pirata para esse tipo de missão. Acaba acertando o serviço por 250 peças, desde que sejam prestados de forma correta. Na volta ao porto, acaba sabendo que seu pescador, Samuel Gilbert Thorne, está muito enfermo e precisará de descanso. Ao que tudo indica, o velho Thorne apontou como substituto para a curta viagem o seu filho.

Capítulo 3: A Viagem até Petit Goave: “Isto é um navio que transporta presos? Eu devia ter perguntado antes.”

Durante a viagem contos são ditos, garrafas entornadas e o dever cumprido. Por um breve descuido de palavras e um mal-entendido, Walker acaba insultando Vossa Majestade, mas se retrata a tempo para um soldado enquanto davam comida aos prisioneiros.

Nada sai da rotina, até Thorne avistar um sinal em uma pequena ilha próxima. Um homem abandonado, claramente refugado por sua tripulação. Walker acaba percebendo que este tipo de acontecimento sempre pode gerar lucro por alguma informação oportuna. Precavido, por a vida lhe ensinar ser necessário, acaba procurando por emboscadas, mas depois de uma breve olhada com sua luneta percebe que tudo está tranqüilo. O Capitão ordena, e ambos vão buscá-lo. Tobias acaba revelando que está ali por ter sido abandonado após ter achado algumas moedas e não ter dividido com a tripulação. Trazido para dentro do barco pelos dois marujos e interrogado pelo Capitão, Tobias não fala nada, mas Thorne acaba relatando o que foi dito durante o curto trajeto da ilha até o Navio. Em uma rápida conversa surge empatia entre ambos – Tobias e Walker acabam descobrindo que podem se ajudar muito em relação a um procurado pirata alemão: Capitão von Nietzsche, “The Crusher”. Segundo Tobias, um dos prisioneiros que aguardam julgamento em Petit Goave sabe do paradeiro do navio germânico.

Capítulo 4: Petit Goave: “Tudo isto por uma puta, Walker?”

A cidade está sob colonização francesa desde que foi fundada. É um grande centro na ilha de Hispaniola, servindo para o comércio de mercadorias e ponto de reparo de navios. Entre as conversas que acabam escutando no mercado local, descobre-se que a Duquesa de Mont Blanc, vinda diretamente da França, está na cidade por alguns dias e, ao que tudo indica, dará uma grande festa. O Capitão Smith é convidado, e acaba dando um adiantamento do pagamento, 25 peças, e diz que não pode precisar o tempo que ficarão na cidade. Após uma breve discussão na cabine do Capitão, Walker do início ao que se tornará uma ríspida amizade, perguntando ao superior se ele gostaria que a tripulação soubesse que não cumpre seus contratos.

Como não podia ser diferente, a taverna do porto aguarda Thorne e Walker. Em meio a bebidas e conversas, Walker percebe um homem, notadamente pirata, indo atrás de uma dama e sendo extremamente rude com ela. Como bom cavalheiro, levanta-se e vai até o beco, onde acaba ferindo o homem quando este tenta sacar uma espada e ameaçá-lo. Até então imóvel em seu banco, Thorne repara um homem entrar com a mão ferida, logo atrás Walker abraçado na mulher, e uma garrafa de rum na parede a anunciar a confusão formada. Os outros dois acompanhantes do homem ferido, em meio a caderaços e garrafaços, aproximam-se de Walker, sem perceber a presença ameaçadora do arpoador e seu instrumento, que sem dificuldade derruba os dois.

Após uma breve explicação para alguns guardas, Walker sai com seu troféu para um quarto e Thorne retorna para o navio. No caminho sofre uma emboscada por aquele que tinha sido ferido por Walker, mas utilizando-se das sombras de um beco consegue derrubá-lo. Juntando umas poucas moedas do já falecido, retorna a passos largos para o navio.

Capítulo 5: Explicações ao Capitão: “Eu fiz o que faço com as baleias, senhor.”

Os dois são chamados para se apresentar ao Capitão Smith, e Thorne acaba defendendo seu companheiro, argumentando que um membro da tripulação foi atacado sem motivo e ele simplesmente o ajudou.

Intrigado com a história do medalhão, Thorne se aproxima de um grupo de pescadores que jogam dados no porto. Com uma eficiência assombrosa, ele vence o oponente e afasta todos os jogadores com uma pergunta sobre certa lenda dos homens do mar. Um velho se aproxima e acaba entendendo que ele está com o tal artefato, e lhe deseja sorte (Se é que Thorne pode contar com isso). Assustado, tenta se livrar do medalhão, mas tropeça e cai do barco quando descia pela rampa. Um estrondo muito alto é ouvido, e repentinamente o vento muda de direção. Alguns marujos o ajudam a sair do mar, e ficam assustados com tal ocorrido.

Capítulo 6: A Festa: “Quer ir para uma festa, Tobias? Então vista-se como homem.”

O Capitão Smith acaba convidando o Sr. Herman Thorne para preparar um prato especial para seus amigos na festa da Duquesa. Walker, como não podia ficar de fora, acaba convencendo Tobias, o ex-náufrago, a se juntar a ele. Segundo Walker, ele já tem um jeito…

É chegada a noite, e de forma muito pomposa e convincente, Walker se apresenta como Duque de Lion, e antes mesmo que o porteiro tente falar alguma coisa ele já tinha adentrado o salão com seu novo ajudante (que é dispensado logo em seguida). A janta é servida, e Thorne é aplaudido e agradecido por pessoas da alta sociedade por seu maravilhoso peixe-espada. Agradecendo aos elogios, reconhece um senhor distinto sentado à mesa do Capitão.

Após a janta, o galante Duque de Lion tira uma dama para dançar, e em meio a trapalhadas acaba esbarrando no Capitão Smith na pista de dança. Completamente enfurecido, ele parte atrás do arruaceiro navegador, e novamente é contido por Thorne, que estava com Jones na cozinha.

De volta ao barco, exige a presença de Johnny Walker na manhã seguinte.

Mas a noite está apenas começando…

Uma Empreitada Bucaneira foi uma campanha de dezessete sessões que viajou pelos mares do Caribe utilizando o sistema de navegação GURPS.
Narração e Texto: Carlos Alexandre “Gói” Fedrigo
Herman Thorne: Carlos Hentges
Johnny Walker: Filipe Brunetto

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