The Truth's For Sale

Hunter: The Vigil

Posted in Castelo Falkenstein, RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 03/11/2008

Fazia algum tempo que eu não me empolgava tanto com um livro de RPG (a útlima vez foi com o incomparável Castelo Falkenstein – que está sendo reimpresso nos EUA, atenção!). Tanto que estou aqui me dispondo a escrever alguns comentários a respeito de um livro que sequer terminei de ler.

Eu sempre fui um fã do Mundo das Trevas. Entretanto, nunca encontrei nos meus jogadores o eco necessário para instalar aquela aura de medo, suspense, horror e desespero tão própria do ambiente evocado pelos livros da série. Além disso, em muitos desses livros havia uma notável arrogância quanto ao modo “certo” de se jogar/narrar histórias que sempre me irritou.

De qualquer modo, adquiri o Mundo das Trevas logo que saiu em português, e agora acaba de chegar o meu Hunter: The Vigil.

Não vou me estender, até porque isso não é uma resenha crítica. Interessa pontuar que o livro oferece uma ampla gama de opções para narradores e jogadores que desejam utilizar personagens humanos para combater as trevas (e o primeiro monstro a ser vencido é o próprio livro, com 380 páginas).

Funciona para quem curte conspiração, politicagem, desmembramento de lobisomens, devaneios espirituais/fantásticos e tudo o mais que pode surgir em um grupo de jogo.

Acho que por isso a citação ao Castelo Falkenstein, no primeiro parágrafo.

Ambos são jogos consistentes, com propostas muito claras e imensas possibilidades. Usar tudo seria como tentar narrar uma campanha que durasse anos. Mas você pode pegar o que gosta mais e se focar.

Os caçadores podem lutar para tirar um quarteirão por vez do controle de seres sobrenaturais, ou podem se juntar a grupos maiores (os Pactos e Conspirações) e levar a luta a um novo nível de amplitude e complexidade.

Particularmente, eu gostei da idéia de conspirações globais (ou quase isso), mas a mecânica dos Endowments (os “poderes” concedidos por esses grupos aos personagens filiados) me parece um pouco fora do escopo. Entretanto, como alerta o livro, o fato dos caçadores se assemelharem cada vez mais aos monstros que perseguem pode ser um dos grandes dilemas dos personagens e jogadores.

As Tactics (ações que os personagens empregam em grupo para vencer seus inimigos, como que ampliando as regras de Ação Conjunta/Cooperada proposta no livro básico) são excelentes. Afinal, quem nunca imaginou quais seriam os dados necessários para agarrar e arrancar as presas de um vampiro com um martelo?

Melhor ainda, o livro traz textos decentes o bastante para que Tatics, Endowments, Pactos e Conspirações sejam criados pelo narrador e/ou jogadores.

Espero, em breve, ter uma terrível história de horror para contar por aqui.

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