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World of Darkness – Abissal – Capítulo 03 – As Qualidades da Ruína – Comentários

Posted in RPG, World of Darkness by Carlos Hentges on 15/05/2008

Este foi, sem sombra de dúvida, o melhor capítulo de Abissal. Devo reconhecer que o sucesso se deveu, em boa parte, à fonte. Ele foi baseado na aventura Dead of Night, publicada no livro Arkham Unveiled, pela Chaosium.

Todos os principais elementos originais estão aqui: a morte e renascimento das crianças; o segredo guardado por décadas; a referência ao vodu. Como é de praxe nesses casos, fiz algumas alterações para acomodar o texto aos meus propósitos de campanha.

A modificação sutil foi salientar que Jason Checkley agiu motivado pelo amor e pela dor da perda. Apresentar ambos sentimentos como catalisadores para algo terrível diz muito a respeito dos meus objetivos para a crônica.

A mudança mais drástica deu-se na conclusão. Originalmente, cada uma das crianças estava em um ponto diferente de Arkham. Além de mudar o cenário da ação para Boston, fiz com que o jovem Adam fosse apenas um cadáver no porão, enquanto as remanescentes Rosemary e Jessica agissem em conjunto. Isso tornou possível fornecer pistas claras a respeito de como vencer a maldição sem a simples destruição dos corpos, além de fazer sentido diante da proposta de que os zumbis agiriam de acordo com uma memória residual – a irmã mais velha protege a mais nova -, fato que contribuiu para evocar uma certa humanidade no que, do contrário, poderiam ser meros zumbis. Por mais que o combate final tenha sido um banho de sangue, ele também foi climático e perigoso, vencido, afinal, com muito esforço e uma boa idéia.

A passagem de informações por meio de jornais se mostrou problemática. Mais do que sugerir linhas de ação, se revelou algo como muletas com as quais os jogadores decidiam o rumo da ação. O erro estava em seu conteúdo. Como aprendizado, fica a necessidade de que nos futuros capítulos as notícias tenham não apenas informações parciais, mas também erros e inconsistências, ficando mais próximo do jornalismo como é praticado, especialmente em se tratando de fenômenos extraordinários. Os jogadores passarão a questionar a sua validade e encará-los menos como “mapas do tesouro”, e mais como simples referências.

Por fim, eliminei totalmente a possibilidade do problema ser resolvido por meio mágicos. Essa decisão decorre da minha indefinição a respeito dos limites do uso da magia nesse cenário e, da impossibilidade de acreditar que uma pessoa possa aprender a invocar e banir zumbis em poucos dias. Se alguém já conseguiu, entre em contato.

A presença de Ahtu Marquês nos bastidores é um gancho que deve ser utilizado muito em breve, além de ser uma óbvia referência para personagens que desejam mais conhecimento e poder.

No próximo capítulo espero apresentar o ponto de partida para que os personagens ajam como um grupo de fato, projeto cujo pedido realizado por Archibald Holmes constituiu um prelúdio. Como não poderia ser diferente, estou inserindo lentamente algumas informações que são exclusivas para cada personagem, mas que interessam aos demais membros do grupo. Espero que resulte numa mistura equilibrada de colaboração e traição.

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