The Truth's For Sale

Blood Street Blues – Capítulo 09 – Atos de Vingança

Posted in CyberPunk 2.0.2.0., RPG by Carlos Hentges on 17/03/2008

Onde o revanchismo se exacerba, e os alvos multiplicam-se.

CENA 01 – Queima de Arquivo

Quanto pode custar os serviços de alguém como LiveWire? Brujo e Petrelli discutem essa questão brevemente, enquanto se dirigem à Taverna O’Flaherty. O local está muito tranqüilo, como tem ocorrido com freqüência nas últimas semanas. A paz é perturbada, porém, quando Millie O’Keeffe, atravessa o salão, visivelmente apressada. Brujo percebe que algo está errado quando se dirige à bartender: Dasha foi alvo de um atirador. Ela passa bem, mas está inconsciente e precisa de cuidados.

Millie, Petrelli e Brujo se dirigem a um pequeno depósito nos fundos da Taverna. Entre objetos empoeirados e sob fraca iluminação, conversam a respeito dos acontecimentos recentes no Distrito NorthSide. Millie relata que Dasha chegou em estado de choque, falando sem parar. Havia sido alvejada nas imediações da Igreja Holy Angels, e abriu o jogo a respeito de sua aproximação com membros da Máfia.

Millie relata alguns raciocínios a partir dos eventos recentes. Ela viu o SlaughterHouse desaparecer, e acompanhou o tímido retorno dos Voodoo Boys nesse período, algo súbita e misteriosamente interrompido. Ela também sabe que Petrelli, Brujo e Juanita Vargas estavam se encontrando. E que houve uma intensa troca de tiros no prédio onde Brujo mora. E que Petrelli está sendo expulso do NCPD. Concluir, a partir disso, que algo está muito errado, não é difícil.

Para Millie, revelam parte dos acontecimentos recentes, inclusive a respeito da quantidade de armas de que se apropriaram, ainda que mantenham em segredo as circunstâncias. Todos concordam que uma guerra se avizinha. Se a Máfia enviou atiradores atrás de um antigo contato como Dasha, é sinal de que podem estar limpando caminho para uma ação mais ampla. Brujo e Petrelli são alvos potenciais. As armas que possuem são uma garantia, mas sem alguém que as empunhem, pouco significam.

Millie conhece quem pode ajudar. Ela e O Celta fizeram contato com o grupo eco-terrorista intitulado Soylent Green. Eles foram responsáveis pelo ataque às instalações da Petrochem em Night City duas semanas antes. Foi por isso que O Celta deixou a cidade. O guarda-costas precisou de alguns músculos de aluguel para parte do trabalho, e os encontrou em um grupo de nômades. Eles se organizam além das fronteiras da cidade, e podem fornecer o contingente necessário para uma luta. Millie se propõe a fazer alguns contatos e organizar um encontro.

CENA 02 – LiveWire propõe uma troca

Negociar com alguém que tem um cabo conectado à têmpora, e parece falar ao mesmo tempo em que dá comandos a um computador, é novidade para Brujo. Mas é assim que as coisas funcionam no Curto Circuito. LiveWire, proprietário do local e hacker “das antigas”, coloca um preço para as informações a respeito do Sargento William “Bill” Duke”: ED$ 3 mil. O valor inflado encaminha Brujo na busca por uma alternativa. O netrunner propõe receber o cartão de identificação de Petrelli, que lhe dá acesso aos bancos de dados do NCPD, como pagamento. Brujo recua, e coloca a decisão nas mãos do detetive, que no mesmo exato instante, está tendo uma conversa extremamente desagradável.

CENA 03 – Petrelli nos Jornais, novamente

“Quem é aquele imbecil, me encarando e sorrindo, em frente à minha casa”, se pergunta Peter Petrelli, quando deixa seu apartamento. Encostado em um automóvel, um homem de aspecto distinto não desvia os olhos quando o (ex-)detetive se aproxima. Petrelli pede os documentos do homem, e este lhe entrega a carteira e um jornal. As manchetes falam por si:

– Policias dizem que Petrelli manchou a reputação do NCPD.
– Segue investigação de crimes do tira-herói Peter Petrelli. Expulsão à vista!
– NCPD de Little Italy tem casos de corrupção.
– Prefeitura minimiza relação de Ebunike e Petrelli.
– Petrelli e assessora do prefeito teriam caso amoroso.
– Gastos da prefeitura no tratamento de Petrelli: ED$ 20 mil.

Diante do permanente sorriso de sarcasmo, e de uma colocação afiada – “sabe como é, eu queria ver como um policial corrupto se parece” – Petrelli arremessa os documentos do desconhecido além de um muro, e parte.

CENA 04 – T.N.T.

Existe uma forma simples de resolver problemas. Você cola um bloco de C-6 nele, aperta um botão, e assiste tudo ir para o inferno. É com isso em mente que Brujo começa sua pesquisa, visando conseguir explosivo plástico o bastante para apagar da existência um desafeto, no caso, Arturo Meratti. O atravessador acredita que ele tem contato com Ciccione. E se a Máfia está atirando em seus amigos, ele vai enfiar explosivo no rabo dos amigos da Máfia.

A busca o leva até a galeria The Range, mas Elaric Fail, que já o havia expulsado por tentar negociar drogas no local, volta a fazê-lo. Ele não quer saber de explosivos nem nada do gênero. As atenções de Brujo se voltam, então, a Lester Krupt e a Segurança Especializada. Krupt afirma que pode conversar com algumas pessoas e conseguir o produto, mas isso levará alguns dias. Os negociadores se despendem na expectativa de um novo encontro.

CENA 05 – O Dossiê Duke

Ciente da conversa entre Brujo e LiveWire, Petrelli ruma ao Curto Circuito. Fechado, o local parece apenas uma lanhouse comum, com cabos à espera de conectores neurais. O leve zumbido de máquinas e néon é a única trilha sonora da negociação.

LiveWire deseja de Petrelli o cartão de identificação que permite acesso ao banco de dados do NCPD. O detetive sabe que o passe perdeu validade desde o início do processo de expulsão, mas o netrunner não parece se importar. Compreendendo seu funcionamento, ele pode fazer cair algumas das barreiras que compõem a segurança de dados oficiais. Petrelli resiste, paranóico. Imagina que isso possa vir a ser mais um trunfo na mão de um inimigo invisível. A alternativa, ED$ 3 mil, porém, está muito além de suas possibilidades.

Depois de entregar o cartão e receber um chip de dados, ele se conecta a um dos terminais do Curto Circuito e começa a absorver os dados levantados por LiveWire.

– William “Bill” Duke tem 36 anos, sendo parte da força policial de Night City há 15 anos.
– Ele teve notas medianas durante seu período de academia. Isso fez com que iniciasse a carreira em posições subalternas.
– Sua carreira começou a mudar após a participação em uma ação da SWAT. Ele ficou ferido na ocasião, mas seu desempenho foi elogiado e lhe valeu uma promoção.
– Meses depois, sem recuperar-se completamente, ele realizou uma cirurgia cibernética para reposição do braço ferido.
– Ele foi promovido a sargento e chefe da Patrulha do NCPD em Little Italy há cinco anos.
– Em relatórios preenchidos por subordinados de Duke, os termos “confiável”, “exigente”, “ríspido” e “eficiente” foram os que apareceram com maior freqüência como definidores do caráter do sargento.
– Ele não é considerado especialmente violento para os padrões do NCPD, e nunca respondeu a qualquer processo interno por agressão ou maus-tratos contra prisioneiros.
– Há um ano ele comandou um destacamento de policiais que transportava armas para uma zona de destruição nos limites da cidade. O grupo foi emboscado, e ele, o único sobrevivente, foi ferido superficialmente.
– A atuação de Duke não foi questionada oficialmente, mas rumores a respeito de seu envolvimento no assalto surgiram, para silenciar em seguida.
– Em alguns e-mails pessoais rastreados, ele comenta da insatisfação que sente no cargo atual, e seu desejo de retornar a SWAT.
– Ele também menciona a admiração por um oficial da patrulha sob seu comando: Peter Petrelli.

Ao final do processo, o detetive está confuso. Tudo indica que suas suspeitas estavam erradas. Duke é apenas um tira honesto vivendo angústias particulares. Como se restassem dúvidas, LiveWire se aproxima: “não sei o que você quer com esse cara, mas ele me pareceu decente”. Levando suas indagações embora, Petrelli ruma para uma conversa com Dasha, na Taverna O’Faherty.

CENA 06 – O que Dasha tem a dizer

Enquanto Brujo busca fazer dinheiro passando adiante algumas das armas que estão em seu poder, Petrelli conversa com Dasha, já recuperada do ferimento no ombro e livre do efeito dos sedativos.

Petrelli busca reconstruir o momento em que a prostituta foi atacada, mas tem pouco sucesso. Ela afirma apenas que foi alvejada nas imediações da Igreja Holy Angels por um homem que normalmente estava lá para receber suas informações a respeito do SlaughterHouse e a atividades de gangues no Distrito NorthSide.

Ela relata ainda que não possui nenhuma forma de contatar esses homens. Ela simplesmente ia até a Igreja quando julgava possuir alguma informação relevante, e não demorava até que um deles aparecesse. Como que ainda se agarrando a antigas certezas, Petrelli mostra uma foto do sargento William “Bill” Duke. Dasha afirma que nunca viu aquele homem.

Mais tarde, em conversa com Brujo e Millie, Dasha concorda em dar a chave de sua casa para o atravessador. É mais seguro permanecer na Taverna, e Brujo suspeita que uma visita aos Apartamentos Taira possam revelar informações importantes.

CENA 07 – Um amigo dá notícias

Enquanto come algo, Brujo é avisado por Legião que alguém quer vê-lo à porta. Pensando em uma emboscada, e fazendo par às idéias paranóicas de Petrelli, ele lamenta não estar armado.

A surpresa no lado de fora da Taverna, contudo, é positiva. Trata-se de Juarez. Eles entram, e o homem conta que acabou de perder o emprego, e resolveu pedir ajudar. A demissão teria sido causada por ele ter se recusado a ajudar três homens de aparência distinta que estiveram no dia anterior na garagem onde ele trabalhava. O negócio, de propriedade de Arturo Meratti, foi palco da troca onde Brujo e Petrelli passaram por membros dos Voodoo Boys. Os homens estariam fazendo perguntas a respeito daquela noite.

Aparentemente, pensa Brujo, a Máfia tem mais atiradores circulando. Depois de dar algum dinheiro para Juarez, eles se despedem.

CENA 08 – A Morte de Sarah Chang

A voz de Sarah Chang ao telefone revela forte tensão. Ela está sendo seguida, e deseja um encontro com Petrelli na estação de metrô no Centro da Cidade. O local é um formigueiro humano, mas através de contatos telefônicos, o detetive avista a jornalista. Tentando vencer a barreira de corpos, ele se aproxima lentamente. Sarah, porém, leva as mãos às costas, com uma expressão de dor no rosto, e cai. Em instantes uma multidão se forma ao redor do corpo. Petrelli vence a distância com cotoveladas e encontrões, mas nada pode fazer. Respirando lentamente, sem conseguir falar, a jornalista busca seu cartão residencial. Nas suas costas, o ferrão envenenado de um lança-agulhas. Sarah Chang está morta.

De posse do cartão com identificação do Bay Bridge Hotel, Petrelli entra no apartamento de Chang. Vasculha o local a respeito de algo que indique quem era a fonte da jornalista. Antes que sua pesquisa se complete, ele ouve o barulho de um arrombador eletrônico quebrando o código da porta. Levando a mão até a pistola, o detetive busca proteção.

Resumo da campanha de RPG Blood Street Blues, que utilizou como sistema de regras e cenário o conteúdo apresentado nos livros CyberPunk 2.0.2.0. e Night City.
Narrador: Carlos Hentges
Jogador: Peter Petrelli – Filipe Brunetto
Jogador: Danny ‘El Brujo’ Trejo – Carlos Alexandre Fedrigo

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