The Truth's For Sale

Blood Street Blues – Capítulo 02 – Sinais da Tormenta

Posted in CyberPunk 2.0.2.0., RPG by Carlos Hentges on 18/01/2008

Onde surgem indícios de um conflito no submundo, e a lealdade se torna um bem negociável.

CENA 01 – Todos são suspeitos no NCPD

O dia de Peter Petrelli começa diante das telas de notícia. As manchetes dão conta de um ataque contra uma plataforma de extração de petróleo da Petrochem na baía de Night City. O grupo eco-terrorista europeu Soylent Green assumiu a responsabilidade pela ação, que não fez vítimas fatais mas causou prejuízos severos. A Petrochem, em comunicado oficial, alertou a população e as autoridades para o perigo de um vazamento na costa.

O assunto permaneceria entre os pensamentos do policial por pouco tempo. Há tensão os corredores do NCPD. Em alguns dias a corregedoria estará presente para iniciar uma devassa. O objetivo é acabar com as suspeitas de corrupção que pairam constantemente sobre a força policial da cidade.

Suspeitas, aliás, são jogadas sobre o colo de Petrelli em uma conversa reservada no vestiário. Após formular perguntas vagas a respeito da prisão de Ryan Reynolds e de uma eventual retaliação por parte de membros remanescentes dos Voodoo Boys, Aldo Rossi fala sobre sua desconfiança em relação ao Sargento William Duke. Há quinze anos no NCPD e até hoje realizando patrulhas solitárias, “cuidado de prédios e de faixas para pedestres”, Rossi desconfia que teve sua carreira brecada há quatro anos pelo superior. A suspeita jamais confirmada de estar recebendo propina da Máfia teria sido o bastante para afundá-lo. Ele recomenda a Petrelli, uma estrela ascendente no NCPD de Little Italy, que tome cuidado com Duke. Revendo mentalmente seus últimos encontros com o superior, Petrelli concorda com o alerta.

Comentários:
A presença da corregedoria começa a crescer. Mais do que uma ameaça, trata-se apenas de um alerta. O perigo mais visível, aparentemente, é o Sgt. Duke, como relata um NPC genérico, o oficial Rossi. Por trás de suas declarações, uma sugestão a respeito da força corruptora da Máfia de Night City. Quanto ao Soylent Green, tratou-se de um gancho para a presença de corporações no cenário, mas o personagem/jogador não se interessou pela questão.

CENA 02 – Drogas sob os auspícios do Senhor

Night City é uma cidade violenta e brutal, mas abriga alguns santuários. Na opinião de Dasha, a Igreja Holy Angels é um desses locais. Nos bancos de madeira sintética ela tem um encontro com Brujo para entrega da encomenda que servirá como pagamento pela pistola que o atravessador arranjou.

Ao lado de uma fila de moradores de rua e párias que se amontoam para receber um prato de comida, a prostituta repassa um pequeno envelope com ampolas: Warp Drive. Segundo o cliente que paga pelos serviços de Dasha com isso, é o que se chama nas ruas de droga de combate. Preparando-se para sair, Brujo percebe uma discussão entre um dos homens da fila e o padre Kevin, responsável pela igreja. A situação acabou se resolvendo quando o sacerdote, munido de um taser, paralisa o faminto antes que ele atacasse com uma faca.

Enquanto levam o atordoado homem para fora da igreja, Kevin faz algumas perguntas a respeito de Dasha. Ele parece genuinamente se preocupar com a prostituta. O atravessador garante que não é um dos clientes da moça, e que, à sua maneira, também tenta ajudá-la.

Comentários:
Nenhum propósito claro ao apresentar a Igreja Holy Angels, além de relatar com mais detalhes a condição de miséria vigente nessa região de Night City. Apenas achei interessante a idéia de uma prostituta buscando iluminação, ainda que concorde que seja uma idéia estereotipada. Havia a possibilidade de transformar o padre Kevin em uma espécie de ex-combatente, mas abandonei no decorrer da história.

CENA 03 – CyberPsicose nas ruas

Petrelli e Jones circulam pelas ruas do Distrito NorthSide protegidos pelos vidros blindados da viatura. O novato faz duas observações a respeito dos arredores. A primeira diz respeito ao número cada vez maior de moradores de rua. Tornou-se corriqueiro nessa região apartar desabrigados lutando por espaço sob as marquises. A outra dá conta do aumento de pichações envolvendo o SlaughterHouse e seu símbolo, uma cutelo vermelho.

Não demora muito para que a dupla de policiais se depare com um membro da gangue, reconhecido pela sua jaqueta preta e vermelha, pichando uma parede. Sirenes ligadas, a viatura avança. Quando os faróis o iluminam, a surpresa. Ao lado da marca por ser concluída, um cadáver. O símbolo do SlaughterHouse assinava uma morte.

Petrelli e Jones deixam a viatura e abordam o provável assassino com armas em punho. Ao invés de temer a possibilidade de ser alvejado por projéteis de 12mm, ele ataca. Ignora o tiro de aviso de Jones e salta sobre ele, estripadores à mostra, sendo parado por um disparo preciso de Petrelli, que explode seu crânio.

E a noite estava apenas começando…

Comentários:
Mais uma patrulha de Petrelli e Jones, e mais uma oportunidade para apresentar particularidades do Distrito NorthSide. Nesse caso, a perniciosa presença do SlaughterHouse. O combate em si teve pouca relevância, já que um evento muito maior estava previsto para o final da sessão. Mais importante foi ressaltar a facilidade com que se morre dentro das regras do CyberPunk 2.0.2.0., e qual o efeito da cyberpsicose, ainda que nenhum dos personagens carregasse muitos implantes.

CENA 04 – O trabalho sujo de Alonso

Falando em tom sério, Brujo afirma que não tem por hábito carregar uma serra elétrica. É sua resposta a uma nova ligação de Alonso. O técnico amador afirma que isso não importa. Mais importante do que o braço cibernético do cadáver que ele arrastou até seu apartamento na noite anterior, é o que está no olho. E nas fotos que ele registrou.

Chegando ao Widmark, Brujo percebe o nervosismo de Alonso. Sem meios para extrair o braço, ele concentrou seu trabalho no olho cibernético do cadáver. Nele descobriu fotos de Killigree, líder do SlaughterHouse, tiradas durante uma conversa que, aparentemente, resultou em discussão. Após isso, apenas imagens borradas. Os cortes profundos no peito do cadáver, porém, deixam pouca margem para conclusões além do óbvio: Killigree fora fotografado pouco antes de fatiar o desconhecido. Em um compartimento do braço Alonso encontrou um cartão magnético de uma empresa chamada Balboa Aeronautics. O técnico não conseguiu desbloqueá-lo.

Brujo guarda o cartão, empunha a serra elétrica e começa a “fatiar o bolo”. Meia hora depois o cadáver está transformado em um mero conjunto de peças de reposição. Três sacos de lixo as envolvem e pronto: os esgotos de Night City têm um novo morador, ou quase isso. Segundo Alonso, nada deve ser encontrado: os mendigos do beco ao lado são especialmente vorazes. Concorda em deixar que Brujo leve o braço e o olho cibernético em troca da promessa de pagamento por eles. O atravessador aceita. Caso seu plano dê certo, as fotos de Killigree serão muito mais valiosas.

A Alonso resta limpar o quarto onde encontrou o cadáver e responder a uma vizinha idosa que diabos de barulho de serra é aquele em plena madrugada.

Comentários:
Alonso foi criado para ser o canivete suíço de Brujo. Um personagem capaz de cumprir o papel necessário a um grupo restrito de personagens onde nenhum é especialmente proficiente com tecnologia. Essa cena foi o passo seguinte no estabelecimento do conflito SlaughterHouse versus Máfia. Ao fornecer informações a respeito de Killigree, o olho cibernético do cadáver ainda não identificado de Frederico Mancinelli entregou um trunfo a Brujo quando chegar a hora do encontro com a gangue e seu líder.

CENA 05 – A Máfia requisita um soldado

Após encerrar uma noite de trabalho que, após o início turbulento, se mostrou mais tranqüila do que o esperado, Peter Petrelli recebe ligação de Brujo. O atravessador quer informações a respeito de uma empresa chamada Balboa Aeronautics. O policial pouco pode fazer a respeito. Sua breve pesquisa revela que a empresa já esteve sob suspeita de estar relacionada à Máfia. De qualquer modo, nenhuma investigação está em andamento.

Enquanto volta para casa pensando em formas mais seguras de manter contato com seu informante, Petrelli é abordado por uma limusine. Inicialmente resistente, ele acaba entrando no veículo. Três homens esperam por ele. Dois deles obviamente seguranças. O terceiro é Vinnie Ciccione. Um mafioso conhecido. A conversa que se desenrola no veículo é gravada por Petrelli, e versa sobre segurança, morte e lealdade.

Segundo Ciccione “seus companheiros” são a última resistência contra a selvageria que tomou conta do bairro vizinho, o Distrito NorthSide. Ele crê que Petrelli preze pela segurança dos moradores de Little Italy, onde ambos cresceram, e acredita que o oficial esteja disposto a agarrar qualquer oportunidade para subir na carreira. A conjunção desses interesses é o que ele tem a oferecer.

Mostrando-se especialmente bem informado a respeito de assuntos internos do NCPD em Little Italy, Ciccione obtém a anuência de Petrelli quando oferece informações que podem levar à prisão de Killigree, líder do SlaughterHouse. Segundo o mafioso, um conflito aberto entre as organizações vitimaria muitos inocentes, o que seria prejudicial a todos. Além disso, a gangue “é formada por selvagens” que teriam assassinado um de seus “associados” na noite anterior. Desmontá-la a partir da captura de seu líder é um trabalho que Petrelli já fez quando prendeu Reynolds, então líder dos Voodoo Boys.

De acordo com os termos de Ciccione, Petrelli sai do carro avisado de que em breve receberá apoio para facilitar seu trabalho. Como prova de boa vontade, um dos seguranças entrega um envelope contendo ED$ 2.500 ao policial.

Comentários:
Essa foi uma das cenas com maior detalhamento prévio entre todas aquelas das primeiras sessões. Era muito importante que Vinnie Ciccione parecesse um tipo perigoso, metódico e útil a Petrelli. Sua proposta era obviamente uma tentativa de corrupção, mas a interpretação deveria fazer com que isso parecesse não apenas algo lógico diante das circunstâncias, como também positivo. Funcionou perfeitamente. O encontro também colocou Petrelli e Brujo na mesma cadência, pois ambos passavam a ter interesse no SlaughterHouse e suas atividades, ainda que com fins particulares. Por fim, a entrega de um envelope com dinheiro foi um movimento também calculado, porque implicaria o personagem na rede de corrupção criada pela Máfia, e o colocaria, mais tarde, na mira da corregedoria. Talvez por ingenuidade, o jogador não percebeu isso imediatamente.

CENA 06 – Negociando no escuro

Brujo gosta de armas. Não especialmente de atirar com elas, já que ele poucas vezes anda armado. Ele prefere vender armas. Vender segurança, em outras palavras. Aparentemente, ele não é o único nesse negócio. Através de seus contatos ele chega até a Segurança Especializada. Uma empresa responsável pela intermediação entre quem precisa alugar músculos e quem os tem a oferecer.

O objetivo da conversa, porém, era outro: Warp Drive. A droga de combate continuava no bolso do atravessador, que pouco foi capaz de fazer até então para passá-la adiante. Uma rápida conversa com Elaric Fail, dono da galeria de tiro The Range, mostrou-se extremamente infrutífera. Drogas não eram de sua alçada, e ele não queria mais o atravessador em sua propriedade fazendo perguntas a respeito. Restava, portanto, Lester Krupt, o dono da Segurança Especializada.

Recebido em um escritório de ares suspeitos pouco após uma sessão de Dança Cerebral que provocou o excesso de salivação em Krupt, Brujo comete um erro. Sob os olhos do/a segurança Legião, um/a homem/mulher de dois metros de altura, quilos de músculos e voz grave, o atravessador inicia uma negociação a respeito de um produto que pouco conhece. Krupt percebe a lacuna, e fez ofertas que desagradaram a Brujo. Após uma troca de contatos e uma despedida fria, a droga continua em seu bolso.

Comentários:
A classe atravessador, segundo a regras do CyberPunk 2.0.2.0. é responsável por negócios no submundo. Eu não queria, porém, que isso fosse resolvido com simples jogadas de dados. Tratei, portanto, de apresentar um grande número de personagens que viriam a ser os contatos de Brujo. Lester Krupt é um deles. Inicialmente, ele seria um ex-aliado de Ryan Reynolds, mas percebi mais tarde que ele era muito ganancioso e egoísta para se preocupar com um amigo, especialmente um amigo preso. Como bônus bizarro, introduzi Legião, um personagem sem sexo definido devido à intervenção cirúrgica fora de controle.

CENA 07 – Olhando para o subsolo

A Capitã Lisa Pondsmith está preocupada. Em alguns dias membros da corregedoria, destacados pela Secretaria Municipal de Segurança, devem iniciar uma apuração minuciosa em todas as atividades do NCPD em Little Italy. Ela não está receosa propriamente com os casos de corrupção, que devem aparecer, mas com o barulho que será feito a respeito disso.

Desde que a Arasaka adotou uma postura mais agressiva no Conselho Municipal, as conversas a respeito da privatização dos serviços municipais de segurança têm crescido. Pondsmith teme que a corregedoria possa estar sendo manipulada para “produzir” casos e noticiá-los, abalando a credibilidade já debilitada da força policial da cidade.

É sobre isso que ela conversa com Petrelli em seu apartamento, nos intervalos de uma movimentada sessão de sexo. O policial aproveita para lhe mostrar as fotos que recebeu de Brujo em um encontro na Taverna O´Flaherty mostrando Killigree e o cadáver não identificado. Na ocasião, o atravessador também passou ao policial o cartão da Balboa Aeronautics encontrado no braço cibernético do cadáver, mas essa informação ele mantém em segredo. As fotos não provam nada, mas podem ser um indício quente. Pondsmith sugere que Petrelli leve a investigação adiante com urgência depois que ele revela, novamente graças a informações de Brujo, qual é a localização do cadáver.

Em companhia de Jack Vincennes, um detetive do NCPD, Petrelli encontra o cadáver ensacado sob a tampa de um bueiro. Cortado em pedaços e com os primeiros sinais de putrefação, é de revirar o estômago. Mais interessante do que reações fisiológicas, porém, é a atenta observação de um desconhecido na entrada do beco onde o corpo foi localizado. Petrelli não o reconhece, e não o alcança, tendo que se contentar em alimentar suspeitas.

De qualquer forma, o contato com o detetive Vincennes é positivo, e eles fazem um acordo visando compartilhar informações a respeito do andamento das investigações.

Comentários:
O uso da Cpt. Pondsmitsh ficou muito aquém do esperado. Ela se tornou apenas uma forma de traduzir para Petrelli alguns acontecimentos dos bastidores do NCPD. Muito abaixo, portanto, do potencial dramático de uma superiora e amante. A cena, porém, coloca em jogo pela primeira vez as pretensões da Arasaka em relação ao Departamento de Polícia de Night City, tema que viria a ser o fio condutor de toda a história. Menos relevante é o avanço da investigação a respeito da identidade do cadáver encontrado no final da cena.

CENA 08 – Killigree tem um convite para você

A resposta ao bilhete deixado para Killigree dias atrás vem através de Millie, na Taverna O´Flaherty. Um membro do SlaughterHouse esteve no local autorizando a presença de Brujo no Fosso. No horário combinado, ele chega ao local. O antigo condomínio residencial de classe média parece um inferno murado. Gritos, disparos, fogueiras e violência. A pequena terra sem-lei de Killigree e seus soldados.

Parando sua motocicleta diante da casa indicada, Brujo percebe um homem de joelhos em meio a uma roda de membros da gangue. Com diversas marcas de cortes, ele é incitado por Killigree a levantar-se. Por um instante, Brujo acredita que Alonso foi pego, que as fotos foram descobertas, que sua negociação com um policial acabou revelada, e que ele vai morrer ali, nas mãos daqueles selvagens com garras de titânio. Em instantes, porém, a situação se esclarece. Trata-se do ritual de passagem para que mais um membro seja admitido e receba seu implante de metal.

Com Brujo, Killigree é direto. Ele quer dominar o submundo. Para isso, precisa de um intermediário. Drogas e armas ele pode conseguir por outros meios. Um negociante é o que ele quer. Alguém que o represente. Alguém capaz de lidar com a constante promessa de violência que paira sobre todos os membros do SlaughterHouse. Alguém como Brujo, capaz conviver com o fato de que a jaqueta da gangue que lhe é ofertada como presente contém uma perfuração nas costas. E que seu ex-dono, agora morto aos pés de Killigre, foi assassinado por pedir por favor, ao invés de atacar.

Brujo pensa, e aceita. Ele pode fazer isso. Antes de partir com seu presente ensangüentado, uma surpresa. Juanita Vargas, sua ex-amante, a mulher que o traiu, envolve o corpo sinuoso no de Killigree. E sorri. O líder do SlaughterHouse afirma conhecer a história conjunta do dois, e não se importar com isso. Brujo engole seco e diz sentir o mesmo. Depois de presentear Killigree com as doses de Warp Drive, ele parte. Por essa noite foi o bastante.

Comentários:
Apresentar Killigree significava um desafio interessante. Ele deveria ser tão violento e perigoso quanto um animal acuado, mas também inteligente o bastante para controlar uma gangue. Ele não podia ser frio, mas temerário. O assassinato em frente a Brujo, cometido apenas para provar a sua capacidade de controle pela intimidação, fez dele um vilão temido pelos personagens E pelos jogadores durante boa parte da história. O princípio da cena, onde Brujo testemunha o ritual por que passam os membros do SlaughterHouse antes de receber seu implante de garras, foi retirado do livro de regras do CyberPunk 2.0.2.0.. Por fim, dei uma função para Juanita Vargas, já planejando a consumação de uma traição logo adiante.

CENA 09 – Zona de guerra no UpTown

Que o Shopping UpTown está se tornando um local perigoso, ninguém tem dúvidas. Que eventualmente gangues se encontram e resolvem diferenças na praça de alimentação do empreendimento a céu aberto, é fato consumado. Que eventualmente um cadáver é recolhido, ok. Isso acontece em toda a cidade e todos os dias. Mas quando Petrelli e Jones viram pessoas correndo, fumaça e o barulho de armas automáticas, logo perceberam que a agitação estava além da conta.

Invadindo os corredores e desviando de pessoas em pânico, a viatura logo foi alvo de uma submetralhadora. Projéteis são contidos pelo vidro blindado. Petrelli coloca a pistola para fora e despacha o atacante com um disparo. Para não restar dúvida, passa sobre o corpo com as quatro rodas.

Seguindo adiante, os policiais encontraram o foco da movimentação. Membros do SlaughterHouse atiravam em todas as direções enquanto dois furgões eram abastecidos com o conteúdo de uma loja de armas. Antes que pudessem fazer algo, uma granada é lançada sob a viatura. Petrelli salta a tempo, mas Jones não tem a mesma sorte. O impacto deixa o veículo com as rodas para cima.

O policial troca tiros com membros da gangue enquanto pede ajuda. Acaba alvejado no braço, não sem antes explodir a cabeça de mais dois membros do SlaughterHouse. Os furgões partem em alta velocidade. Sangrando e se esforçando para manter a consciência, Petrelli ouve o lamento de Jones dentro do carro. Tomara que a ajuda chegue logo…

Comentários:
Nada melhor do que um combate com vários participantes para dar aos jogadores um pouco de senso de heroísmo e tragédia. Heroísmo personificado por Petrelli, despachando à bala os seus alvos, e tragédia personificada por Jones, incapacitado pelo ataque e com a vida dependendo da habilidade do companheiro. Mesmo sendo o clímax do segundo capítulo, o evento não deixou de mostrar que a vitória pode ser a simples sobrevivência, já que o SlaughterHouse conseguiu fugir com armas e Petrelli acabou alvejado e ferido gravemente.

Resumo da campanha de RPG Blood Street Blues, que utilizou como sistema de regras e cenário o conteúdo apresentado nos livros CyberPunk 2.0.2.0. e Night City.
Narrador: Carlos Hentges
Jogador: Peter Petrelli – Filipe Brunetto
Jogador: Danny ‘El Brujo’ Trejo – Carlos Alexandre Fedrigo

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2 Respostas

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  1. nicole said, on 11/06/2008 at 13:09

    Por favor, me falem algo sobre a empresa balboa ? ♥ PLEA’se

  2. Carlos Hentges said, on 11/06/2008 at 13:14

    Olá,

    As Empresas Balboa são notórias pela fabricação de edemas, tumores e demais enfermidades que atingem o cérebro. Seu primeiro presidente foi um ex-boxeador com óbvio déficit cognitivo.

    Espero ter ajudado.


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