The Truth's For Sale

Blood Street Blues – Capítulo 05 – Ponto Culminante

Posted in CyberPunk 2.0.2.0., RPG by Carlos Hentges on 24/01/2008

Onde alguns contornos da paisagem adquirem formas definidas, e novas silhuetas são divisadas.

CENA 01 – Ciccione visita o Northside

A Taverna O’Flaherty definitivamente se transformou no centro de operações de Brujo. Familiarizado com os clientes, à vontade no ambiente, e com o consentimento de Millie O’Keeffe, encarregada principal do cotidiano do negócio, o atravessador aos poucos consolida no local a sua reputação de negociador confiável e discreto.

Aparentemente, seu nome também começa a ser conhecido além do Distrito NorthSide, já que é convidado a sentar-se junto a Vinnie Ciccione, que pouco antes travara diálogo com Arturo Meratti. O conteúdo da conversa dos dois permaneceu reservado, já que se deu em italiano, mas Brujo fez algumas suposições. Meratti administra uma distribuidora de frutas, e secretamente, dizem, negocia armas. O que faria um conhecido mafioso com um contrabandista de armas, se não fechando algum negócio?

Com isso em mente, Brujo manteve um diálogo repleto de evasivas e indiretas. Ciccione apenas recua quando a questão das armas é mencionada diretamente por seu interlocutor. A presença do mafioso na região, de qualquer modo, constitui um dado interessante.
Ao voltar para casa, Brujo se depara com uma pequena multidão ao lado de um veículo. O motorista fora baleado. Após vasculhar o cadáver discretamente, o atravessador reconhece a vítima. Era um viciado que costumava comprar drogas de um membro do SlaughterHouse que agia nas imediações. Segundo alguns dos presentes, o atirador seria um dos Voodoo Boys.

Comentários:
Se a Máfia pretende ir à guerra, precisa de armas. E se tenho um NPC com sobrenome italiano famoso pelo tráfico de artigo bélico, o assunto está resolvido. Mas como permitir que os personagens soubessem da negociação em andamento? Concordo que colocar um executivo da Máfia dentro do Distrito NorthSide é forçado, mas tenho uma boa desculpa. Ciccione é um homem de ação, e graças ao seu conhecimento da região, sabia que Brujo poderia ser um tipo que valeria conhecer pessoalmente.

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Blood Street Blues – Capítulo 04 – A Tênue Fronteira

Posted in CyberPunk 2.0.2.0., RPG by Carlos Hentges on 22/01/2008

Onde boas intenções atraem tragédias, e a infâmia aspira bondade.

CENA 01 – Uma Nova Vida

Chegando em casa após uma hospitalização de três dias, Peter Petrelli não demora a perceber que algo mudou. Uma vizinha, que pouco ou nada falara com o policial até então, o cumprimenta enquanto segura um pacote de compras. “Eu vi o senhor aquele dia com o prefeito. Que bom que se recuperou. É bom ter alguém como o senhor por aqui”. Antes de se despedir, ela lembra que uma jornalista do Canal 54 esteve no prédio fazendo perguntas. Petrelli faz pouco caso do fato, rapidamente habituado à manifestação de interesse a seu respeito.

No final do mesmo dia ele janta com o detetive Jack Vincennes. A conversa trata especialmente do cadáver sem nome encontrado em um beco ao lado do Hotel Widmark. Assassinado e despedaçado, o corpo pertencia a Frederico Mancinelli, um executivo da Balboa Aeronautics, enterrado no cemitério da Igreja Holy Angels. Em uma época em que morrer é barato, o descanso na terra é sinal de muito dinheiro, afirma Vincennes. O detetive acrescenta que o corpo provavelmente tinha cibernéticos, pilhados antes do cadáver ser encontrado pela polícia. Faltava o braço direito e o olho esquerdo. Felizmente o assunto não estragou o apetite dos oficiais, acostumados à violência de Night City.

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Blood Street Blues – Capítulo 03 – Coisas Belas e Sujas

Posted in CyberPunk 2.0.2.0., RPG by Carlos Hentges on 21/01/2008

Onde gestos sutis adquirem grandes proporções, e o óbvio pode estar sendo ignorado.

CENA 01 – Trabalhando nas Ruas

O dia de Brujo começa com uma série de visitas. É hora de fazer negócios enquanto não surge alguma oportunidade realmente grande. Visitas breves fazem dinheiro e mercadoria trocar de mãos. A roda do mercado negro está em movimento. O braço e o olho cibernéticos do cadáver encontrado por Alonso rendem alguns milhares de eurodólares, deixando o técnico feliz e o bolso de Brujo um pouco mais estufado.

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Blood Street Blues – Capítulo 02 – Sinais da Tormenta

Posted in CyberPunk 2.0.2.0., RPG by Carlos Hentges on 18/01/2008

Onde surgem indícios de um conflito no submundo, e a lealdade se torna um bem negociável.

CENA 01 – Todos são suspeitos no NCPD

O dia de Peter Petrelli começa diante das telas de notícia. As manchetes dão conta de um ataque contra uma plataforma de extração de petróleo da Petrochem na baía de Night City. O grupo eco-terrorista europeu Soylent Green assumiu a responsabilidade pela ação, que não fez vítimas fatais mas causou prejuízos severos. A Petrochem, em comunicado oficial, alertou a população e as autoridades para o perigo de um vazamento na costa.

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Blood Street Blues – Capítulo 01 – Uma Noite Sobre a Terra

Posted in CyberPunk 2.0.2.0., RPG by Carlos Hentges on 16/01/2008

Onde os personagens são confrontados com suas rotinas, estabelecem diferenças e encontram semelhanças.

CENA 01 – Novidades no Trabalho

O oficial Peter Petrelli acorda no meio da tarde. O apartamento claustrofóbico reflete os salários pagos pelo Departamento de Polícia de Night City (NCPD). Antes de sair, confere a submetralhadora, guardada em um fundo falso do guarda-roupas. Ainda que a alta criminalidade da cidade tenha tornado possível aos oficiais portarem armas quando fora de serviço, Petrelli prefere ter em casa a vantagem adicional que apenas uma automática oferece. Para ele, poder de fogo e autoconfiança são conceitos indissociáveis.

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