The Truth's For Sale

Vandalismo escolar (e Cicarelli) estimula controle da Internet

Posted in Jornalismo by Carlos Hentges on 06/12/2007

Escolas britânicas estão buscando formas de controle que impeçam estudantes de publicar  na Internet vídeos com o registro de atos de vandalismo.A proposta vem ganhando força desde o caso de um grupo de estudantes que filmou o arremesso de pedras contra vidros de uma escola. Foi a segunda ocorrência semelhante em meses recentes, e o fato desencadeou uma discussão a respeito da responsabilidade dos sites que hospedam esse conteúdo.

A janela estilhaçada por si só não seria o maior problema, sendo tratada como uma simples manifestação de revolta juvenil após uma nota baixa em um teste. Mas segundo especialista britânicos em educação, os adolescentes estariam utilizando-se de tecnologia facilmente acessível e sites irresponsáveis para conquistar seus quinze minutos de fama através da glorificação de um comportamento destrutivo.

As discussões se encaminham para a sugestão de métodos de controle sobre o que pode, ou não, ser disponibilizado online. Aparentemente, a escola não está satisfeita em disciplinar seus estudantes, querendo também fazer a Grande e Má Internet pagar o preço. A questão é: que bem leis de controle sobre o conteúdo podem fazer?

Ainda que os tais quinze minutos de fama possam ter encorajado adolescentes a destruir janelas, não há evidência de que esse tipo de ato tenha aumentado após a chegada de YouTube ou GoogleVideo. Pela própria natureza internacional da Internet, não é prático nem possível responsabilizar esses sites pelo conteúdo que eles hospedam. E onde ficaria a linha onde, além dela, pode-se classificar algo como indesejável ou ofensivo?

Nós queremos que oficiais da Justiça brasileira percam seu tempo buscando vídeos de crianças quebrando janelas quando eles tem muita, mas muita, coisa mais importante para fazer?

Aparentemente, discordam dessa posição a apresentadora Daniela Cicarelli e o namorado, Tato Malzoni, flagrados durante cena de sexo em uma praia da Espanha. Uma liminar do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo visa tirar do ar, para brasileiros, o site de compartilhamento de vídeos YouTube por não conseguir eliminar as imagens do casal. Usuários republicam o material constantemente.

Independente da discussão a respeito de se um ato realizado em público automaticamente se torna “patrimônio” público, convém apelar para o bom-senso no momento de decidir se é uma população inteira quem deve pagar pela privacidade de um casal.

Publicado originalmente no site InfomediaTV, em janeiro de 2007.

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2 Respostas

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  1. rozane said, on 21/09/2009 at 21:49

    acho q eles naum deveriam perder tempo com isso mesmo naum.

  2. Nicolly said, on 17/05/2011 at 10:42

    Bom Bom mesmokkk


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