Castelo Falkenstein – Inimigos no Palácio
Capítulo Primeiro da história do Brasil, Império.
No qual os intrépidos personagens são apresentados a digníssimas figuras do Brasil Imperial e, obra do acaso, testemunham um evento determinante nesse efervescente cenário.
O que aconteceu antes…

É dia de festa no Rio de Janeiro. Dom Pedro II, pouco afeito às celebrações, abriu os cofres do Império para promover o digníssimo Exército Brasileiro. Encerrados os planos prepotentes do ditador paraguaio Francisco Solano López, é momento de comemorar. O recém-inaugurado Palácio da Ilha Fiscal, na orla da Baía de Guanabara, deve receber não menos do que três mil pessoas entre nobres, embaixadores, delegações de todo o País e do estrangeiro, além de apaniguados e menos cotados. Ao final da longa lista estão dois cavalheiros que nos interessam especialmente, o Sargento Joaquim da Silva de Almeida Campos e seu convidado, o Sr. Guilherme Lima Soares Machado.
São conterrâneos do Rio Grande, conheceram-se na guerra e deram início a uma amizade que perdura e resultou na visita do segundo ao primeiro. Os preparativos para o grande evento são breves e culminam com uma ida de carruagem do Quartel General do Exército até a orla e, depois, em uma lancha a vapor até a Ilha Fiscal.
Curiosos Convidados
É por volta das 20h quando a orquestra que recepciona os convidados começa a tocar. São recebidos pelo anfitrião do baile, Luis Alves de Lima e Silva, Conde de Caxias, Marechal de Campo do Exército Brasileiro e senador vitalício, e sua esposa, Ana Luisa.
Existem inúmeros rostos conhecidos, a maioria de senhores ostentando medalhas nos peitos permanentemente estufados. Destes, o pior é o Coronel José Egídio de Moura Albuquerque, um dos homenageados da noite; a respeito das batalhas soube através de interlocutores e das vitórias pode apenas gabar-se de não ter atrapalhado muito.
O desafeto do Sargento Campos e o tédio de seu convidado, Guilherme Lima, são postos de lado quando certo Simão Bacamarte apresenta-se. Diz-se alienista, um estudioso da mente humana. Visa conquistar a simpatia de nobres locais para instalar um hospital e estabelecer os limites da razão e da loucura para benefício das faculdades mentais. Supõe Bacamarte que a guerra tenha consequências ainda não de todo compreendidas sobre o intelecto e a vontade e, por isso, no futuro, gostaria de trocar palavra com os dois combatentes.
O diálogo apenas não é mais improvável do que aquele que vem a seguir, travado com Wilbur on Rails. Natural da Inglaterra, o anão encontra-se no Brasil desde antes do início do conflito com o Paraguai para auxiliar na expansão da malha ferroviária nacional. Mas não são locomotivas ou trilhos de trem que interessam aos cavalheiros. A perturbadora informação de que não existem mulheres anãs, apenas homens, e que estes se deitam com representantes de outras raças para procriar, desperta no Sr. Guilherme Lima incredulidade e repulsa.
- Mas esses anões estão roubando nossas mulheres, Joaquim. Já vi guerra por menos do que isso.
(mais…)
Crônicas Hiborianas – Sexta Edição – Vingança
Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.
Sexta Edição: Vingança
Cena 01 – Retorno a Athros
O perfume de Jenna ainda se desprende do corpo de Conan. A lembrança da mulher, deixada em companhia de Dietra na cabana nos arredores de Athros, por um instante atenua os pensamentos sombrios do cimério. Durante a cavalgada até a cidade, situada na porção leste da Coríntia, Conan cogita de que forma chegará perto o suficiente de Athicus para enfiar-lhe a espada no coração e consumar sua vingança. O conselheiro de Zhenkri, que o havia traído e envenenado, certamente já sabia que ele sobrevivera à sentença e que o triunfo chegara junto da aprovação do Rei. Estaria preparado, portanto.
Crônicas Hiborianas – Quarta Edição: Agrilhoado
Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.
Quarta Edição: Agrilhoado
Cena 01 – Prisioneiro
Nos porões do castelo de Zhenkri, Rei da cidade de Athros, Conan está preso. Acorrentado contra a parede, o bárbaro já perdeu a noção do tempo decorrido desde sua captura. Mesmo naquela masmorra úmida e fétida, as feridas do combate feroz contra os soldados estão cicatrizadas. Os guardas daquele buraco lhe lançam olhares de ódio. Um deles, em especial, parece carregar especial rancor. Acompanhado por outros dois, o soldado esmurra o rosto de Conan repetidas vezes.
- Então, bárbaro maldito? Apreciando a hospitalidade de Zhenkri?
- Cão! Tire essas correntes e eu lhe mostro o que penso de Zhenkri e dos covardes sobre quem ele reina.
- Que sabe você de covardia? Decapitou um capitão à traição, em uma luta de mãos nuas.
- Seu capitão pediu a espada a um dos soldados para me apunhalar. Eu apenas a tomei e entreguei-a de um modo que ele não gostou.
- Está zombando da morte de Dinak? Aquele homem me devia. Ia me tirar daqui.
- Na Ciméria os homens não esperam que outros homens tornem suas vidas mais fáceis.
A resposta vem na forma de mais um golpe. Os lábios de Conan sangram. Em silêncio, enquanto é levado da cela, Conan sentencia Plácido à morte.
Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 14 – Quando a semente do ódio é plantada e o espinhal da desavença cria raízes
Aventura 14 – Quando a semente do ódio é plantada e o espinhal da desavença cria raízes.
Capítulo 1: Novas negociatas, novos cargos, novas cicatrizes. “Um já saiu do meu caminho. Só resta o capitão.”
Os garotos rumam para Isabella para tentar novas negociações com a notícia da queda de Von Nietzsche. E conseguem. Além de um medalhão que garante serviços do governo espanhol, resgatam mil moedas de ouro como recompensa pela captura/morte do pirata. Enquanto tratam da diplomacia, Walker trata da pirataria. Levando um carregamento de bebida para Joseph Brown na mesma viagem que leva Thorne para sua nova morada, consegue um pequeno lucro. O melhor da viagem é um acerto com o nobre para que receba sua bebida, que começará a ser entregue regularmente.
Blood Street Blues – Capítulo 08 – Senda de Sangue
Onde mais corpos são contados, e interesses escusos vêm à tona.
CENA 01 – Ponto de Entrega
Lentamente o furgão conduzido por Peter Petrelli se desloca pela madrugada de Night City. Seu destino inicial seria uma garagem pouco utilizada em um prédio vizinho à residência de Brujo. As circunstâncias, porém, encaminham em outra direção. Juanita Vargas lembra aos dois companheiros da troca de tiros entre membros do SlaughterHouse e do NCPD no Shopping UpTown semanas atrás.
Foi a ocasião em que Byron Jones se feriu, companheiro que Petrelli viu ser morto por Killigree há poucos dias. Segundo Juanita, após o assalto, o SlaughterHouse dispersou. Em tese, não teriam tido tempo para se livrarem das armas. A carga roubada, portanto, poderia ainda estar no Fosso, ponto de encontro da gangue, atualmente abandonado.
Decididos a somar seu equipamento àquele que estaria no covil do SlaughterHouse, o trio parte em direção ao Fosso. O portão improvisado não resiste às investidas do furgão. Com os faróis desligados, Petrelli conduz lentamente o veículo, seguindo as orientações de Juanita e Brujo. Este último teme uma emboscada, mas o olho cibernético do detetive confirma que as sombras furtivas não passam de mendigos se escondendo, certamente ignorantes a respeito de a quem pertence aquele local.
Blood Street Blues – Capítulo 06 – A Primeira Fagulha
Onde diversas provações se impõem, e alguns ciclos aproximam-se do fim.
CENA 01 – Encontros e Desencontros
Petrelli aguarda do lado de fora da Torre Burleson. Receoso de entrar no Totentanz desde a exposição que recebeu da mídia, identificando-o como um tira-herói, o policial se contenta em observar o trânsito da região. Os contrastes são gritantes. Homens de negócio buscando no Burleson um hotel de preço acessível próximo ao Centro Corporativo cruzam com boosters a caminho do Totentanz.
A escória, porém, parece atenta aos noticiários, e não demora até que um punk reconheça o policial. Petrelli rapidamente neutraliza a memória do indivíduo por meio de uma fratura de caráter permanente na região do pulso. O ímpeto do marginal, porém, é mitigado apenas após ele e alguns companheiros serem expostos ao desconforto que apenas a visão de uma submetralhadora pesada é capaz de evocar.
Blood Street Blues – Capítulo 05 – Ponto Culminante
Onde alguns contornos da paisagem adquirem formas definidas, e novas silhuetas são divisadas.
CENA 01 – Ciccione visita o Northside
A Taverna O’Flaherty definitivamente se transformou no centro de operações de Brujo. Familiarizado com os clientes, à vontade no ambiente, e com o consentimento de Millie O’Keeffe, encarregada principal do cotidiano do negócio, o atravessador aos poucos consolida sua reputação de negociador confiável no local.
Aparentemente, seu nome também começa a ser conhecido além do Distrito NorthSide, já que é convidado a sentar-se junto a Vinnie Ciccione, que pouco antes travara diálogo com Arturo Meratti. O conteúdo da conversa dos dois permaneceu reservado, já que se deu em italiano, mas Brujo fez algumas suposições. Meratti administra uma distribuidora de frutas, e secretamente, dizem, negocia armas. O que faria um conhecido mafioso com um contrabandista de armas, se não fechando algum negócio?
Com isso em mente, Brujo manteve um diálogo repleto de evasivas e indiretas. Ciccione apenas recua quando a questão das armas é mencionada diretamente por seu interlocutor. A presença do mafioso na região, de qualquer modo, constitui um dado interessante.
Ao voltar para casa, Brujo se depara com uma pequena multidão ao lado de um veículo. O motorista fora baleado. Após vasculhar o cadáver discretamente, o atravessador reconhece a vítima. Era um viciado que costumava comprar drogas de um membro do SlaughterHouse que agia nas imediações. Segundo alguns dos presentes, o atirador seria um dos Voodoo Boys.
Comentários:
Se a Máfia pretende ir à guerra, precisa de armas. E se tenho um NPC com sobrenome italiano famoso pelo tráfico de artigo bélico, o assunto está resolvido. Mas como permitir que os personagens soubessem da negociação em andamento? Concordo que colocar um executivo da Máfia dentro do Distrito NorthSide é forçado, mas tenho uma boa desculpa. Ciccione é um homem de ação, e graças ao seu conhecimento da região, sabia que Brujo poderia ser um tipo interessante de conhecer pessoalmente.
4 comentários