The Truth's For Sale

Diários (Ir)Radiados – Os Segredos do Vault

Publicado em GURPS, O Jogador, RPG por Carlos Hentges em 04/01/2012

Thorne me irritou a ponto de eu perder a cabeça. Como é possível que ele não entenda a importância do que tem nas mãos? Pior. Ele entendia, mas queria fazer lucro disso. Quantas tampas vale a vida de cada um dos Ghouls do Deserto? Por um momento, achei que teríamos que impedir, eu e Lucas, o xerife, a sua saída de Megaton. Ainda bem que ele se convenceu de que sim, poderia até ganhar algum dinheiro com os planos de, como é a palavra mesmo, higienização do Enclave. Mas poderia fazer isso enquanto salvava milhares de vidas. Eu estava pronta desde o início. Desde que coloquei os olhos no material que estava no Pip-Boy. Envenenar a água com algo que afeta apenas os Ghouls. Não consigo imaginar o desejo raivoso por trás de algo tão trabalhoso. Isso tudo aconteceu ao mesmo tempo em que um representante do Enclave apareceu em Megaton. Por um momento, achei que tinham nos rastreado, mas foi mais uma pressão. Eles estão desconfiados de algo e estão de olho nos arredores. Esse era o recado. Foi o que nos colocou em movimento imediatamente. Thorne sabia que o Enclave estava usando como base um dos vaults próximos. Nós fomos até lá sem um plano bem claro. Apenas precisávamos descobrir quão adiantado estavam os planos do Enclave para decidir qual o passo seguinte. Lucas ia ficar de olho em Sarah, a garota que Thorne trouxe justamente do vault para onde a gente ia, enquanto entrava em contato com pessoas que poderiam ajudar. Alguém da Irmandade do Aço, se a gente estivesse com sorte. Entrar no vault acabou sendo estranho. Eu meio que perdi a cabeça. De novo. Uma pessoa nos recebeu, acompanhada de um segurança. Eu ataquei ele na expectativa de que Thorne – ele conseguiu esconder uma arma durante a revista – desse jeito no guarda. Acabou dando tudo certo, com o segurança no chão e todo mundo perplexo comigo. Só então entendi que o Enclave estava usando o vault sem o consentimento dos moradores, meio que sequestrados nas suas próprias casas. Tanto assim que a principal atividade do local foi colocada na mão de um cientista de confiança do Enclave. Eu consegui extrair do computador todas as informações que eles tinham e ainda destruí os modelos que estavam trabalhando. O projeto de higienização é real, afinal de contas, e agora a gente estava atolado até o pescoço nisso. É certo que o Enclave vai apertar Megaton com mais força agora, e nós temos que chegar lá e preparar as pessoas para isso. Não sei o que vai acontecer com todos, e Sarah me preocupa bastante.

Meu nome é Erza. Bem, não é meu nome de verdade, mas é como meus pais me chamavam, então, acho que conta. Eu vou continuar escrevendo esse diário enquanto puder.

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Capítulo 10 – Incursão

Publicado em RPG, World of Darkness por Carlos Hentges em 07/04/2010

Hunter: The Vigil – Os Espaços Vazios

Capítulo 10 – Incursão

Quarta-feira, 27 de janeiro

Cena 01 – Pela manhã

Os esforços para quebrar a segurança por trás da caixa de e-mail que tem sido usada para enviar-lhe mensagens levam a inúmeros becos sem saída. Ansioso para saber mais ao mesmo tempo em que finge estar realizando as tarefas rotineiras do trabalho, John Kroll se depara com um sistema de proteção inesperadamente complexo. Além disso, parece haver algum tipo de conexão com servidores poderosos, do tipo utilizado para distribuição maciça de conteúdo. Por volta do meio-dia ele começa a cobrir suas pegadas enquanto pensa em uma forma de sobrepujar o sistema.

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Logo cedo Lucas Cutler vai à casa de Jebediah Stone. Sua casa agora. Busca informações a respeito do lugar e de seu antigo proprietário. Circulando por corredores e salas abarrotados de livros, surpreende-se com o sótão. Perfeitamente limpo e conservado, a peça ampla não contém coisa alguma. Um amplo e intocado espaço vazio ecoando memórias desagradáveis. No segundo andar estão documentos referentes à propriedade e uma foto do jovem Jebediah em companhia de uma mulher e uma menina. Um retrato de família, aparentemente. O último destino é a estante onde se encontram obras que nunca foram escritas. Uma delas contém textos de Edgar Allan Poe. Cutler reconhece o estilo da prosa, mas nunca ouviu falar dos contos sobre os quais pousa os olhos. Percebe que algumas páginas foram rasgadas, enquanto outras estão em branco. Parte após devolver o volume às estantes.

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Diários de Guerra II – Ubermen

Publicado em GURPS, O Jogador, RPG por Carlos Hentges em 27/11/2009

Digam o que quiserem, mas Eisenhower é um idiota. A prova é que escrevo isso depois de ter saído dos Estados Unidos, desembarcado na França, passado pela Inglaterra e saltado na Dinamarca. Se eu não tivesse visto tanta gente morrer ao longo do processo, ignoraria a guerra para dizer que sou um turista a passeio. Com o talão de cheques assinado em branco para bandagem, munição e carnificina.

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Diários de Guerra I – Juntando Pedaços

Publicado em GURPS, O Jogador, RPG por Carlos Hentges em 09/11/2009

Apenas oito de nós sobreviveram ao desembarque. Ninguém fala, mas todos estão felizes por isso. Por serem a metade do pelotão que ultrapassou a praia. Para quem cresceu acreditando em Deus, é difícil aceitar que essa é uma conta justa…

Ninguém aqui me chama pelo nome. John Matrix ficou em Boston. Na Normandia, eu sou O Pastor. Ou O Padre. Os católicos não percebem a diferença. Não acho que tenha muita importância também. Acho que me chamam assim por causa da Bíblia. Eu cito ela de vez em quando. Ajuda a tornar as coisas mais fáceis. Como quando passamos por um campo em que a terra foi toda remexida pelos bombardeios. Me lembrou aquela passagem em que Deus destrói uma cidade inteira, cheia de infiéis.

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Crônicas Hiborianas – Sétima Edição – No inferno das mulheres

Publicado em GURPS, O Jogador, RPG por Carlos Hentges em 08/09/2009

Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.

Sétima Edição: No inferno das mulheres

Ato I: Deixando os problemas no leste.

Conan parte para a Nemédia em busca de mais calma. Enquanto ruma pela estrada dos Reis pensa no breve tempo junto ao exército. Ainda que como escravo obrigado, a vida de caserna lhe parece um bom objetivo. Em Numália, a segunda maior cidade da Nemédia, nada de surpresas. Novamente, não é a maravilha em imponência que tanto ouviu falar do reino da Aquilônia, mas é uma cidade grande, com cerca de 10 mil habitantes. Também não é a desgraça de Shadizar, o que o tranqüiliza.

Gastando as poucas moedas que ainda tem no mercado local, enche a boca com um gole longo de vinho. Tem tempo para notar dois espertalhões de olho na sua espada, à vista fora do manto. A sede por dinheiro que aquelas pedras encravadas no cabo trazem cegam os dois maltrapilhos para o fato de Conan ser mais largo de peito a costas do que um ombro a outro. Quando um tenta pegá-la recebe um direto no estômago e é talhado ao meio por um violento golpe do bárbaro. O outro paralisa.

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Crônicas Hiborianas – Sexta Edição – Vingança

Publicado em GURPS, Mutantes&Malfeitores, O Jogador, RPG por Carlos Hentges em 20/08/2009

Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.

Sexta Edição: VingançaCapa da Edição

Cena 01 – Retorno a Athros

O perfume de Jenna ainda se desprende do corpo de Conan. A lembrança da mulher, deixada em companhia de Dietra na cabana nos arredores de Athros, por um instante atenua os pensamentos sombrios do cimério. Durante a cavalgada até a cidade, situada na porção leste da Coríntia, Conan cogita de que forma chegará perto o suficiente de Athicus para enfiar-lhe a espada no coração e consumar sua vingança. O conselheiro de Zhenkri, que o havia traído e envenenado, certamente já sabia que ele sobrevivera à sentença e que o triunfo chegara junto da aprovação do Rei. Estaria preparado, portanto.

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World of Darkness: Homem é pregado na parede

Publicado em Ideias Estranhas, RPG por Carlos Hentges em 22/05/2009

Um homem de 32 anos foi pregado na parede da própria casa, no início da madrugada desta sexta-feira em Canoas. Por volta da meia-noite, quatro homens armados chegaram em motocicletas, invadiram a casa da vítima no bairro Rio Branco e a agrediram, segundo a Brigada Militar. O homem foi pregado pelas mãos na parede da residência. Os agressores fugiram sem levar nada.

Para ler a notícia completa, acesse o ClicRBS.

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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 14 – Quando a semente do ódio é plantada e o espinhal da desavença cria raízes

Publicado em GURPS, O Jogador, RPG por Carlos Hentges em 21/05/2009

Aventura 14 – Quando a semente do ódio é plantada e o espinhal da desavença cria raízes.

Capítulo 1: Novas negociatas, novos cargos, novas cicatrizes. “Um já saiu do meu caminho. Só resta o capitão.”

Os garotos rumam para Isabella para tentar novas negociações com a notícia da queda de Von Nietzsche. E conseguem. Além de um medalhão que garante serviços do governo espanhol, resgatam mil moedas de ouro como recompensa pela captura/morte do pirata. Enquanto tratam da diplomacia, Walker trata da pirataria. Levando um carregamento de bebida para Joseph Brown na mesma viagem que leva Thorne para sua nova morada, consegue um pequeno lucro. O melhor da viagem é um acerto com o nobre para que receba sua bebida, que começará a ser entregue regularmente.

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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 9 – Ele era um simples cozinheiro, mas seqüestraram o seu pai…

Publicado em GURPS, O Jogador, RPG por Carlos Hentges em 12/05/2009

Aventura 9 – Ele era um simples cozinheiro, mas seqüestraram o seu pai…

Capítulo 1: “Alguém conhece Franky? Não? Ninguém?”

Na taverna de Port-du-Paix, Barba-Negra procura homens para ir atrás de Franky. O pilantra de quatro dedos deve a ele também. Thorne e Walker são chamados por um de seus homens para uma sala reservada, onde o temido e procurado pirata está. Aborda os dois, já sabendo dos feitos na pequena ilha de Great Inagua. Aparentemente, há muitas pessoas de olho neles. Barba-Negra oferece uma pequena recompensa, sua dívida de gratidão para com os dois, se derem um jeito naquele maldito rato miserável. Segundo Thorne, quanto maior a fila mais fácil fica o trabalho.

Dois homens de Barba-Negra acompanham os vingadores para assegurar que a tarefa seja feita com perfeição. Um barco é improvisado e, na manhã do outro dia, partem. Mais uma vez, com as brilhantes habilidades de Walker na orientação do navio eles demoram menos que o esperado, e no dia seguinte chegam até Yaguana.

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Uma Empreitada Bucaneira – Aventura 5 – Um Resgate Sorrateiro

Publicado em GURPS, O Jogador, RPG por Carlos Hentges em 06/05/2009

Aventura 5 – Um Resgate Sorrateiro

Capítulo 1: Não pagarás com dinheiro, pagarás com sangue! “Se o leite azedar, não serei eu que irei bebê-lo, se é que me entende.”

Como já esperava, Thorne retorna para casa e encontra seu pai bastante machucado. O velho diz que alguns homens vieram cobrar uma dívida sua de jogo. Olhares de reprovação são lançados na direção do jovem, de modo que sua fama de trazer problemas aos outros tome um pouco mais de forma. Um senhor pescador diz ter visto 4 homens recebendo ordens de um outro, que bate com a descrição de Don Fernando. Nesta noite, porém, Thorne decide ficar com o pai.

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