The Truth's For Sale

Changeling: The Lost – De família em família

Publicado em RPG, World of Darkness por Carlos Hentges em 01/11/2011

Terceiro Capítulo da Alienação.

Estrela para junto de um contêiner de lixo, um dos muitos recém-instalados pela prefeitura, e sorri.

- A melhor parte é que, toda vez que o caminhão recolhe, desfaz a porta para o Banhado.

A necessidade de sempre despender energia para abertura de passagens é compensada, explica ela, pela segurança de que nada que deveria permanecer longe de olhos mundanos surja de surpresa, para devorar cachorrinhos ou transformar crianças em algodão-doce.

Com os pés úmidos do Banhado, vão ao encontro de Cosme, habitante da árvore mais alta há tempo suficiente para Estrela não lembrar-se de quando foi de outra forma. Cosme desentendeu-se com todos, restando apenas o cão Ótimo Máximo a fazer-lhe companhia.

- Isso não ajudou muito a colocar as ideias dele no lugar, eu acho. Ficar longe dos humanos é tão estranho quanto tentar ser um deles. Aposto que ele vê coisas o tempo todo. Eu vejo. Tu também, né?

O que Claudio vê são as estranhas árvores do Banhado, com a base de seus troncos retorcidos cercadas por pilhas de livros. Na mais alta delas há um velho balanço pendurado. Chamado por Estrela, desce até o último galho um velho vestindo peles da cabeça aos pés alongados. A idade avançada em nada parece ter-lhe prejudicado na agilidade. Recebe-os em tom acusatório.

- O que o Caramuru faz aqui?

Cosme está mais acabrunhado que de costume. Culpa da ausência de Ótimo Máximo. Mesmo do alto de sua árvore, de onde consegue ver muito do Banhado, não vê seu cão. Estrela o acalma com livros e um pequeno pacote de papel pardo cheio de coisinhas brancas semelhantes a sementes.

- Você me ajudou a encontrar o Claudio, e eu te trouxe o que você pediu. Pronto, cumprimos os dois as nossas promessas.

- Por que o Claudio que não é Caramuru não escolheu outro nome?

- Não consegui pensar em nenhum legal.

- Pfff… Mau sinal!

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Dead Space 2 – Natimorto

Publicado em PS3 por Carlos Hentges em 14/03/2011

Dead Space 2 é uma dessas seqüências que melhora todas as características do jogo original, menos aquela que é impossível para uma seqüência: tornar-se mais original.

Jogar Dead Space, há um ano, foi revelador. Para alguém que passou por alto pelas franquias Resident Evil (joguei o primeiro e o quinto da série) e Silent Hill (vi amigos jogando o primeiro), Dead Space era uma revolução.

A tensão por enfrentar criaturas bizarras, sorrateiras e mortais em corredores escuros, armado apenas com instrumentos “improvisados” enquanto buscava constantemente por kits de primeiros socorros e munição foi incrível.

O segundo jogo da série não despertou nada disso. Por algum motivo, encarei-o simplesmente como um exercício de tiro em terceira pessoa. Senti falta daquele ar desajeitado do protagonista do título original. Não queria um herói de ação, mas sim um engenheiro em uma situação completamente fodida. Pode-se argumentar que, após os eventos do primeiro jogo, Isaac Clarke está mais preparado para os necromorfos.

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Cinema em 1 Minuto – A Ilha do Medo

Publicado em Cinema por Carlos Hentges em 07/04/2010

A Ilha do Medo – Shutter Island

A trilha sonora. É isso que vou lembrar-me desse filme. A cena inicial, do barco conduzindo os agentes federais a caminho da investigação de um desaparecimento até sua chegada ao hospital psiquiátrico para criminosos insanos (Arkham), é conduzida por um barulho insuportavelmente grandioso, um estrondo a denunciar tudo o que o filme apresentará a seguir. O roteiro tem a sua parcela de diálogos expositivos, mas me parece que inevitáveis dentro da proposta, de modo geral muito bem executada. O final é relativamente fácil de adivinhar a partir da metade da projeção, mas não deixa de ser perturbador. Por algum motivo além do já citado, me lembrou Lovecraft.

World of Darkness – Liberado o “Assassino dos Sonhos”

Publicado em Ideias Estranhas, RPG por Carlos Hentges em 24/11/2009

Um “devotado marido” que matou sua esposa ao confundi-la com um invasor foi liberado pelo juiz, que considerou que ele não tinha responsabilidade.

Brian Thomas, 59, confessou ter assassinado Christine, 57, no trailer do casal, mas culpou sua rara desordem do sono para justificar a atitude.

Aos jurados foi dito que eles deveriam decidir entre a inocência de Thomas ou inocência em razão de insanidade.

Dois especialistas em sono concordaram que o comportamento do réu estava relacionado ao automatismo, o que significa que, quando matou sua esposa, Thomas não tinha controle sobre o que fazia seu corpo.

Para ler o texto completo, em inglês, acesse a BBC.

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Hunter: The Vigil – The Road to Hell…

Publicado em RPG, World of Darkness por Carlos Hentges em 10/06/2009

Hunter: The Vigil – Um Sombrio Dito Notável

Capítulo 08 – The Road to Hell…

Brave new world of secret fantasy
That hovers just beyond your bloody grasp
Close enough to thrill, the danger of the kill
Price for failure of your will

Bruce Dickinson – Accident of Birth – Road to Hell

2009, 20 de Março

Cena 01 – Tocaia

Jonathan Trager acabara de ouvir um homem ser morto. O provável assassino de sua irmã e sobrinha. Parado em uma esquina nas imediações da residência de Troy Anderson, espera a chance de testemunhar o próximo acontecimento terrível. Mark Spector sai e retorna conduzindo uma picape. As portas da garagem de Anderson são fechadas e assim permanecem por alguns minutos. Quando o veículo parte, leva um volume envolto em plástico escuro. Trager esconde-se entre árvores de um jardim, mas não tem sorte na perseguição. Quando consegue encontrar um táxi, o alvo já sumiu de vista. E, contrariando suas expectativas, não parece dirigir-se ao Lincoln Park.

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