The Truth's For Sale

The Wire – 1a Temporada

Publicado em Cinema por Carlos Hentges em 26/05/2010

The Wire – 1a Temporada

Ser policial é uma merda! Fiquei com essa impressão ao final da primeira temporada de The Wire. Não que a história seja ruim. Muito pelo contrário. É extremamente bem contada por atores verossímeis e direção segura. Mas trata-se de um olhar que se pretende realista sobre o comércio de drogas na cidade de Baltimore, na costa oeste dos Estados Unidos. E, por conta disso, é duro, desagradável e, muitas vezes, cruel. Nada aqui lembra CSI. Nada lembra Law & Order. A fantasia acaba na vala comum dos interesses dúbios, das lealdades incertas, da moral flexível e das necessidades que o suposto bem maior impõe. Como diz um dos personagens, “Eu vou fazer o possível para ajudar vocês, mas o jogo está lá fora. E você joga ou jogam com você. Simples assim”.

The Wire teve cinco temporadas, produzidas pela HBO entre 2002 e 2008.

Crônicas Hiborianas – Primeira Edição: Mighty Barbarian!

Publicado em GURPS, Mutantes&Malfeitores, O Jogador, RPG por Carlos Hentges em 03/06/2009

Between the time when the oceans drank Atlantis, and the rise of the sons of Aryas, there was an age undreamed of. And unto this, Conan, destined to wear the jeweled crown of Aquilonia upon a troubled brow. It is I, his chronicler, who alone can tell thee of his saga. Let me tell you of the days of high adventure!

Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.

Primeira Edição: Mighty Barbarian!

“O cimério saiu para os jardins e, quando o vento da aurora soprou sobre ele a fragrância fresca de plantas de colheitas luxuriantes, Conan despertou como de um sonho. Voltou-se indeciso e vislumbrou a torre enigmática que acabara de deixar para trás. Ele esteve enfeitiçado, encantado? Tudo não passara de um sonho? Observava a torre reluzente, oscilando contra a aurora carmesim, com a borda ornada de jóias brilhando sob a luz crescente, quando a viu desabar em escombros brilhantes.”

A Torre do Elefante, último parágrafo.

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Blood Street Blues – Capítulo 15 – O Fim

Publicado em CyberPunk 2.0.2.0., RPG por Carlos Hentges em 25/03/2008

Onde se encerra esta pequena história a respeito de violência, corrupção e moral.

CENA 01 – Fuga do Parque

Após pousar o AV-4 em uma clareira ao norte de Lake Park, Brujo e Petrelli avançam, buscando deixar o local o mais rápido possível. São acompanhados por Seamus, solo que fazia a segurança de Sakuya Ado no malfadado encontro em Ilha Isadora. Enquanto ele busca contatar o centro de operações da Arasaka para solicitar resgate, o atravessador e o policial vasculham a escuridão para saber se não estão sendo perseguidos. Fachos de luz confirmam a suspeita. Seamus não tem melhores notícias. Já existe uma equipe da corporação nas imediações. Seus possíveis salvadores são seus prováveis assassinos.

Posicionando-se para emboscar a van que se aproxima, o trio não tem dúvidas de que enfrentará forte resistência. O primeiro disparo é de Brujo. A pistola pesada perfura o pára-brisa, mas não atinge o condutor. Alertados, os três ocupantes deixam o veículo sob o fogo dos fuzis de Seamus e Petrelli. Confiantes na proteção oferecida pela Metal Gear, avançam na direção de Seamus, que efetua a maior quantidade de disparos. Petrelli aproveita a situação para surpreender um dos soldados e disparar à queima-roupa no pescoço. Brujo, ciente de que sua pistola não venceria a blindagem dos soldados, se aproxima, sorrateiro, da van.

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Blood Street Blues – Capítulo 09 – Atos de Vingança

Publicado em CyberPunk 2.0.2.0., RPG por Carlos Hentges em 17/03/2008

Onde o revanchismo se exacerba, e os alvos multiplicam-se.

CENA 01 – Queima de Arquivo

Quanto pode custar os serviços de alguém como LiveWire? Brujo e Petrelli discutem essa questão brevemente, enquanto se dirigem à Taverna O’Flaherty. O local está muito tranqüilo, como tem ocorrido com freqüência nas últimas semanas. A paz é perturbada, porém, quando Millie O’Keeffe, atravessa o salão, visivelmente apressada. Brujo percebe que algo está errado quando interpela a bartender: Dasha foi alvo de um atirador. Ela passa bem, mas está inconsciente e precisa de cuidados.

Millie, Petrelli e Brujo se dirigem a um pequeno depósito nos fundos da Taverna. Entre objetos empoeirados e sob fraca iluminação, conversam a respeito dos acontecimentos recentes no Distrito NorthSide. Millie relata que Dasha chegou em estado de choque, falando sem parar. Havia sido alvejada nas imediações da Igreja Holy Angels, e abriu o jogo a respeito de sua aproximação com membros da Máfia.

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Blood Street Blues – Capítulo 08 – Senda de Sangue

Publicado em CyberPunk 2.0.2.0., RPG por Carlos Hentges em 14/03/2008

Onde mais corpos são contados, e interesses escusos vêm à tona.

CENA 01 – Ponto de Entrega

Lentamente o furgão conduzido por Peter Petrelli se desloca pela madrugada de Night City. Seu destino inicial seria uma garagem pouco utilizada em um prédio vizinho à residência de Brujo. As circunstâncias, porém, encaminham em outra direção. Juanita Vargas lembra aos dois companheiros da troca de tiros entre membros do SlaughterHouse e do NCPD no Shopping UpTown semanas atrás.

Foi a ocasião em que Byron Jones se feriu, companheiro que Petrelli viu ser morto por Killigree há poucos dias. Segundo Juanita, após o assalto, o SlaughterHouse dispersou. Em tese, não teriam tido tempo para se livrarem das armas. A carga roubada, portanto, poderia ainda estar no Fosso, ponto de encontro da gangue, atualmente abandonado.

Decididos a somar seu equipamento àquele que estaria no covil do SlaughterHouse, o trio parte em direção ao Fosso. O portão improvisado não resiste às investidas do furgão. Com os faróis desligados, Petrelli conduz lentamente o veículo, seguindo as orientações de Juanita e Brujo. Este último teme uma emboscada, mas o olho cibernético do detetive confirma que as sombras furtivas não passam de mendigos se escondendo, certamente ignorantes a respeito de a quem pertence aquele local.

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Blood Street Blues – Capítulo 07 – Expiação

Publicado em CyberPunk 2.0.2.0., RPG por Carlos Hentges em 14/03/2008

Onde surgem oportunidades para altivez, e o paciente abismo espreita.

CENA 01 – Prenúncio do Fim?

Após o encontro com Brujo, a manhã de Petrelli corre célere, enquanto seu mundo lentamente começa a explodir. Logo ao chegar no NCPD, ele se depara com um recado da capitã Lisa Pondsmith: ela o aguarda.

Rapidamente o detetive redige um relatório que dá conta da perda de sua arma, viatura e equipamento. O resultado se parece com uma peça tragicômica. A pressa, o nervosismo, e o excesso de meias-verdades não permite linhas diferentes.

A breve conversa com a capitã não é tranqüilizadora. Uma ocorrência atendida na Torre Burleson por oficiais da Patrulha apontaram uma série de problemas possivelmente envolvendo Petrelli. Pondsmith alerta para o fato de que um membro da Corregedoria se interessou pelo caso e o assumiu. Por uma questão de hierarquia, ela não pode intervir, mas recomenda que o detetive conte a verdade, para que receba um tratamento justo.

Aturdido, Petrelli refaz o relatório e parte para ser interrogado pelo corregedor. A verdade, porém, mesmo recebendo uma segunda oportunidade, não aflora.

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Blood Street Blues – Capítulo 05 – Ponto Culminante

Publicado em CyberPunk 2.0.2.0., RPG por Carlos Hentges em 24/01/2008

Onde alguns contornos da paisagem adquirem formas definidas, e novas silhuetas são divisadas.

CENA 01 – Ciccione visita o Northside

A Taverna O’Flaherty definitivamente se transformou no centro de operações de Brujo. Familiarizado com os clientes, à vontade no ambiente, e com o consentimento de Millie O’Keeffe, encarregada principal do cotidiano do negócio, o atravessador aos poucos consolida sua reputação de negociador confiável no local.

Aparentemente, seu nome também começa a ser conhecido além do Distrito NorthSide, já que é convidado a sentar-se junto a Vinnie Ciccione, que pouco antes travara diálogo com Arturo Meratti. O conteúdo da conversa dos dois permaneceu reservado, já que se deu em italiano, mas Brujo fez algumas suposições. Meratti administra uma distribuidora de frutas, e secretamente, dizem, negocia armas. O que faria um conhecido mafioso com um contrabandista de armas, se não fechando algum negócio?

Com isso em mente, Brujo manteve um diálogo repleto de evasivas e indiretas. Ciccione apenas recua quando a questão das armas é mencionada diretamente por seu interlocutor. A presença do mafioso na região, de qualquer modo, constitui um dado interessante.
Ao voltar para casa, Brujo se depara com uma pequena multidão ao lado de um veículo. O motorista fora baleado. Após vasculhar o cadáver discretamente, o atravessador reconhece a vítima. Era um viciado que costumava comprar drogas de um membro do SlaughterHouse que agia nas imediações. Segundo alguns dos presentes, o atirador seria um dos Voodoo Boys.

Comentários:
Se a Máfia pretende ir à guerra, precisa de armas. E se tenho um NPC com sobrenome italiano famoso pelo tráfico de artigo bélico, o assunto está resolvido. Mas como permitir que os personagens soubessem da negociação em andamento? Concordo que colocar um executivo da Máfia dentro do Distrito NorthSide é forçado, mas tenho uma boa desculpa. Ciccione é um homem de ação, e graças ao seu conhecimento da região, sabia que Brujo poderia ser um tipo interessante de conhecer pessoalmente.

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Blood Street Blues – Capítulo 04 – A Tênue Fronteira

Publicado em CyberPunk 2.0.2.0., RPG por Carlos Hentges em 22/01/2008

Onde boas intenções atraem tragédias, e a infâmia aspira bondade.

CENA 01 – Uma Nova Vida

Chegando em casa após uma hospitalização de três dias, Peter Petrelli não demora a perceber que algo mudou. Sua vizinha, que pouco ou nada falara com o policial até aquele dia, o cumprimenta enquanto segura um pacote de compras. “Eu vi o senhor aquele dia com o prefeito. Que bom que se recuperou. É bom ter alguém como o senhor por aqui”. Antes de se despedir, ela lembra que uma jornalista do Canal 54 esteve no prédio fazendo perguntas. Petrelli faz pouco caso do fato, começando a habituar-se à manifestação de interesse da mídia.

No final do mesmo dia ele janta com o detetive Jack Vincennes. A conversa trata especialmente do cadáver sem nome encontrado em um beco ao lado do Hotel Widmark. Assassinado e despedaçado, o corpo pertencia a Frederico Mancinelli, um executivo da Balboa Aeronautics, que foi enterrado no cemitério da Igreja Holy Angels. Em uma época em que morrer é barato, o descanso na terra é sinal de muito dinheiro, afirma Vincennes. O detetive acrescenta que o corpo provavelmente tinha cibernéticos, pilhados antes do cadáver ser encontrado pela polícia. Faltava o braço direito e o olho esquerdo. Felizmente o assunto não estragou o apetite dos oficiais, acostumados à violência de Night City.

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Blood Street Blues – Capítulo 03 – Coisas Belas e Sujas

Publicado em CyberPunk 2.0.2.0., RPG por Carlos Hentges em 21/01/2008

Onde gestos sutis adquirem grandes proporções, e o óbvio pode estar sendo ignorado.

CENA 01 – Trabalhando nas Ruas

O dia de Brujo começa com uma série de visitas. É hora de fazer negócios enquanto não surge alguma oportunidade realmente grande. Visitas breves fazem dinheiro e mercadoria trocar de mãos, e em instantes a roda do mercado negro está em movimento. O braço e o olho cibernéticos do cadáver encontrado por Alonso rendem alguns milhares de eurodólares, deixando o técnico feliz e o bolso de Brujo um pouco mais estufado.

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Blood Street Blues – Capítulo 02 – Sinais da Tormenta

Publicado em CyberPunk 2.0.2.0., RPG por Carlos Hentges em 18/01/2008

Onde surgem indícios de um conflito no submundo, e a lealdade se torna um bem negociável.

CENA 01 – Todos são suspeitos no NCPD

O dia de Peter Petrelli começa diante das telas de notícia. Dirigindo-se para o trabalho ele se depara com manchetes que dão conta de um ataque contra uma plataforma de extração de petróleo da Petrochem na baía de Night City. Um grupo eco-terrorista europeu chamado Soylent Green assumiu a responsabilidade pelo ato, que não fez vítimas fatais, mas causou prejuízos severos. A Petrochem, em comunicado oficial, alertou a população e as autoridades para o perigo de um vazamento na costa.

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