Crônicas Hiborianas – Décima Edição – O Segredo do Pântano
Décima Edição – O Segredo do Pântano
Cena 01 – Odor de Morte
O céu sobre a Numália está negro. É o segundo dia assim. Ainda que o Devorador de Almas tenha se entranhado sob o solo, seu exército permaneceu, não deixando esquecer o horror de que a cidade foi vítima. Em pilhas à espera do fogo os cadáveres despertados para lutar jazem inertes. Conan acende uma pira. A décima naquele dia. Parece que até o vento que costuma soprar nessas planícies se recusa a afastar as colunas de fumaça escura e o fétido odor dos putrefatos.
A caminho da guarnição dos Aventureiros da Nemédia o cimério avalia os estragos causados pela batalha. Portões, muros e casas podem ser reerguidos. Mas o medo jamais deixará o coração desses homens. Alguns encontraram no campo de batalha pessoas que enterraram, avançando com órbitas vazias e sede de sangue contra seu antigo lar.
Crônicas Hiborianas – Nona Edição – Algo Perverso está a caminho
Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.
Nona Edição: Algo Perverso está a caminho
Capítulo 1: Exigências.
Conan volta para Numália em companhia de Amalric, sendo recebidos como heróis por seus pares. O próprio comandante geral das tropas, Heráclito, se faz presente na festa de retorno dos sobreviventes e feridos. Bebem em homenagem as cicatrizes conquistadas e aos corpos esquartejados das crias saídas das entranhas da terra.
Após alguns dias, quando está completamente recuperado dos ferimentos, e já desempenhando suas tarefas corriqueiras no grupo, Conan lê durante a noite. Seu mais novo interesse cresce diariamente, e só o aço e as mulheres conseguem atrair mais a atenção do Cimério. Entretanto, no meio da noite, alguém adentra sua tenda, localizada no acampamento dos Aventureiros, dentro da cidade. Sua aparência pútrida escondida por um manto é revelada quando o ser estende a mão e larga um pergaminho sobre a mesa. Conan, de espada em mãos, indaga:
Crônicas Hiborianas – Oitava Edição – Glória Desfigurada
Crônicas Hiborianas – Oitava Edição – Glória Desfigurada
Cena 01 – Rei Conan
Deitado em sua tenda, Conan aproveita um dos raros momentos de folga. Os músculos dos braços e tronco ainda estão inchados pelo esforço na forja. Há anos ele não trabalhava por tanto tempo como ferreiro, a profissão que seu pai lhe ensinou. A vida de um soldado, porém, parece ser a constante preparação para um combate que nunca chega. Tem sido assim há um mês. Nesse período, o nortista aproveitou para ganhar intimidade com as letras. Ao que parece, apenas a força e o aço não são o bastante para impulsionar a carreira de um homem de armas no mundo civilizado, e Conan não tem intenções de passar muito tempo na ponta inferior da hierarquia.
Combate Maçante
Eu comecei no RPG com a caixa do D&D da Grow. Era um tempo em que enfrentar monstros em masmorras intermináveis representava o ápice da diversão. Depois eu conheci o GURPS, e o objetivo dos combates passou a ser sobrevivência. Quem conhece o sistema sabe o quão mortais podem ser suas regras. A partir daí me envolvi com diversos sistemas e cenários, e no processo meu interesse pelo combate e sua mecânica foi lentamente decrescendo.
A título de exemplo, na minha crônica de Hunter: The Vigil, que já está entrando na 12ª sessão, tivemos dois combates apenas.
Crônicas Hiborianas – Sétima Edição – No inferno das mulheres
Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.
Sétima Edição: No inferno das mulheres
Ato I: Deixando os problemas no leste.
Conan parte para a Nemédia em busca de mais calma. Enquanto ruma pela estrada dos Reis pensa no breve tempo junto ao exército. Ainda que como escravo obrigado, a vida de caserna lhe parece um bom objetivo. Em Numália, a segunda maior cidade da Nemédia, nada de surpresas. Novamente, não é a maravilha em imponência que tanto ouviu falar do reino da Aquilônia, mas é uma cidade grande, com cerca de 10 mil habitantes. Também não é a desgraça de Shadizar, o que o tranqüiliza.
Gastando as poucas moedas que ainda tem no mercado local, enche a boca com um gole longo de vinho. Tem tempo para notar dois espertalhões de olho na sua espada, à vista fora do manto. A sede por dinheiro que aquelas pedras encravadas no cabo trazem cegam os dois maltrapilhos para o fato de Conan ser mais largo de peito a costas do que um ombro a outro. Quando um tenta pegá-la recebe um direto no estômago e é talhado ao meio por um violento golpe do bárbaro. O outro paralisa.
Crônicas Hiborianas – Sexta Edição – Vingança
Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.
Sexta Edição: Vingança
Cena 01 – Retorno a Athros
O perfume de Jenna ainda se desprende do corpo de Conan. A lembrança da mulher, deixada em companhia de Dietra na cabana nos arredores de Athros, por um instante atenua os pensamentos sombrios do cimério. Durante a cavalgada até a cidade, situada na porção leste da Coríntia, Conan cogita de que forma chegará perto o suficiente de Athicus para enfiar-lhe a espada no coração e consumar sua vingança. O conselheiro de Zhenkri, que o havia traído e envenenado, certamente já sabia que ele sobrevivera à sentença e que o triunfo chegara junto da aprovação do Rei. Estaria preparado, portanto.
Crônicas Hiborianas – Quinta Edição: Mar de Sangue
Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.
Quinta Edição: Mar de Sangue
Cena 01 – Treinamento Desnecessário
Ainda preso em sua cela, o Cimério só tem um pouco de liberdade durante o dia, junto aos outros prisioneiros. Conan recebe um treinamento de técnicas de batalha. Analisa rapidamente seus companheiros de batalhão e os julga incapazes, gerando desconforto entre eles e para com o comandante Ornish. Este, um senhor de 50 anos marcado pelas batalhas, possui ombros pesados e longos cabelos brancos, além do sotaque do norte. Concorda com Conan, mas recebe ordens e as cumpre, assim como sugere que o bárbaro o faça.
Crônicas Hiborianas – Quarta Edição: Agrilhoado
Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.
Quarta Edição: Agrilhoado
Cena 01 – Prisioneiro
Nos porões do castelo de Zhenkri, Rei da cidade de Athros, Conan está preso. Acorrentado contra a parede, o bárbaro já perdeu a noção do tempo decorrido desde sua captura. Mesmo naquela masmorra úmida e fétida, as feridas do combate feroz contra os soldados estão cicatrizadas. Os guardas daquele buraco lhe lançam olhares de ódio. Um deles, em especial, parece carregar especial rancor. Acompanhado por outros dois, o soldado esmurra o rosto de Conan repetidas vezes.
- Então, bárbaro maldito? Apreciando a hospitalidade de Zhenkri?
- Cão! Tire essas correntes e eu lhe mostro o que penso de Zhenkri e dos covardes sobre quem ele reina.
- Que sabe você de covardia? Decapitou um capitão à traição, em uma luta de mãos nuas.
- Seu capitão pediu a espada a um dos soldados para me apunhalar. Eu apenas a tomei e entreguei-a de um modo que ele não gostou.
- Está zombando da morte de Dinak? Aquele homem me devia. Ia me tirar daqui.
- Na Ciméria os homens não esperam que outros homens tornem suas vidas mais fáceis.
A resposta vem na forma de mais um golpe. Os lábios de Conan sangram. Em silêncio, enquanto é levado da cela, Conan sentencia Plácido à morte.
Crônicas Hiborianas – Terceira Edição: Maldito Feiticeiro!
Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.
Terceira Edição: Maldito Feiticeiro!
Ato I: Novos rumos
Decidido a abandonar Shadizar e Zamora para procurar mais tranqüilidade em outro local, Conan gasta os parcos pertences em uma Caravana, certo de que misturando-se a uma multidão será menos notado. A trupe de mercadores segue pela Estrada dos Reis e, logo que adentra o território de Coríntia, rumo ao oeste, pára um dia em um pequeno povoado. A semelhança com seu antigo vilarejo na Ciméria traz boas recordações, inclusive quando ajuda o ferreiro local a reparar as armas dos guardas em troca de alguns jarros de vinho e uma arma. Conan agora possui um temido machado de batalha. Troca sua espada por uma cota de malha, prevendo os problemas que virão.
No dia seguinte, partem rumo a Athros. Passam pelos Desfiladeiros Assombrados, que “uivam” permanentemente devido a seu formato estreito, fazendo com que o vento que sopre assuste os incautos. O desfiladeiro situa-se nas Montanhas Karpash, que Divide Zamora de Coríntia. Desviando da Estrada dos Reis logo que cruzam o desfiladeiro, rumo ao norte, chegam a Athros.
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