The Truth's For Sale

Capítulo 23 – Fazendo o Jogo

Publicado em RPG, World of Darkness por Carlos Hentges em 29/07/2010

Hunter: The Vigil – Os Espaços Vazios

Capítulo 23 – Fazendo o Jogo

Domingo, 28/03/2010

Cena 01 – Funeral sem Corpo

Não há corpo algum no espaço reservado à cremação. Apenas a lembrança de Jebediah arde ali. Cutler recorda o homem que lhe confiou uma casa onde um hóspede invisível devora livros. Agynes Stone também pensa no pai, mas o que vai em sua mente é assunto para logo mais. Agora cabe dizer que está aliviada. Os restos mortais de Jebediah foram encontrados sob os escombros do crematório de Clinton Weiss. A única conclusão possível foi de que Cutler, como tantos outros, havia sido enganado pelo monstruoso violador de cadáveres. Restava, como encerramento do evento terrível, um breve rito religioso para que o espírito de Stone finalmente tivesse paz.

Agynes – Fico feliz que tenha comparecido.
Cutler – Fiquei surpreso quando disse que as cinzas que recebi não eram as de seu pai.
Agynes – Sim… Bem, acho que agora ele vai descansar. Quais são os seus planos para a residência que foi de meu pai?
Cutler – No momento, nenhum. Quais são os seus?
Agynes – A casa é sua agora. Não posso fazer planos para ela. Mas tenho uma sugestão. Venda-a!
Cutler – Por quê?
Agynes – Porque a obsessão do meu pai impediu que as pessoas que viveram lá fossem felizes. Não gostaria que isso fosse adiante.
Cutler – Pensarei no assunto.

Cutler despede-se de Agynes e do homem que a acompanhava. Não pareciam ter relação afetiva. A circunstância o lembra de Katherine Riley, que meses atrás propôs adquirir a residência e tudo o que havia nela.

Negou naquela ocasião, e os sentimentos de Agynes Stone não irão dissuadi-lo.

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Anotações – Saldo

Publicado em RPG, World of Darkness por Carlos Hentges em 22/12/2009

- Que merda você tá fazendo aqui embaixo?

- Te procurando. Estou com a sua grana.

- Me procurando? No porão? Vai se foder!

- Fica frio, Jamal. Tá aqui… A grana que te devia.

- Tá faltando cem paus aqui.

- O quê?

- Tu é surdo, panaca? Aqui tem trezentos. Cadê os outros cem?

- Mas trezentos foi o combinado.

- Tu tá de sacanagem, negão? Isso foi há dez dias.

- Eu não sabia…

- Tu não sabia porque tu é burro pra caralho!

- (…)

- Acha que vou deixar um filho da puta como tu chegar aqui, cheirá o meu bagulho e sair numa boa, me devendo cem paus?

- Me dá mais uns dias. Eu arranjo a grana.

- O caralho que arranja! Aqui, ó.

- Não precisa da arma, Jamal.

- Precisa sim, seu pedacinho de merda. Aposto que já tá se cagando todo.

- Eu vou arranjar a grana. Esfria, irmão.

- Tu é que vai esfriar, seu puto.

O golpe com a coronha da pistola produz um som seco. Sangue escorre em profusão. Cego e coberto pela sujeira do porão, ele agita os braços para defender-se. Que coisinha mais patética.

- Agora tu desenha, idiota?

- O quê?

- Essas folhas, no teu bolso…

- Não são minhas. Eu achei.

- Achou é? Roubou… Roubou desenho de criança… É isso aí… Como quer me roubá, seu puto!

Uma, duas, três… Quantas coronhadas são necessárias até alguém parar de se mexer? Até que contá-las perca o sentido?

- Merdinha de cabeça dura! Não vai estragar o meu ferro.

Com um tijolo que a parede poeirenta e mofada soltou, Jamal O’Neal termina de saldar a dívida.

Uma pequena história não contada, parte da crônica Os Espaços Vazios.

Capítulo 03 – O Ponto sem Retorno

Publicado em RPG, World of Darkness por Carlos Hentges em 16/12/2009

Hunter: The Vigil – Os Espaços Vazios

Capítulo 03 – O Ponto sem Retorno

Quinta-feira, 29 de Outubro

Cena 01 – Segredos

Kallinger, Kroll e Cutler encaram-se em silêncio. As agressões, físicas e verbais, não têm importância. Estão cansados e estão confusos. Kallinger pensa no que houve. Foi diferente desta vez. Estava diante do porteiro do seu prédio. Cumprimentava o homem quando aconteceu.

Antes que possam formular qualquer teoria, os três se vêem em meio a um sonho desperto no qual compartilham segredos jamais confessados.

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World of Darkness – A Fome

Publicado em Ideias Estranhas, RPG por Carlos Hentges em 15/12/2009

22 dias. Essa era a idade da vítima. Enquanto os pais dormiam, a irmã fitava através das barras do berço. Havia avidez em seus olhos. Os dentes fecharam-se no braço da criança. Ela gritou. Antes que os pais fossem tirados de seu sono alcoolizado, fez-se um silêncio de garganta dilacerada.

A polícia de Saratov, na Rússia, acredita que a morte possa ter sido deliberada, por ciúmes. Os pais crêem que a filha mais velha tenha confundido a irmã com uma boneca.

Para ler mais a respeito, em inglês, acesse o Pravda.

World of Darkness – A Farsa dos Ladrões de Gordura Humana

Publicado em Ideias Estranhas, RPG por Carlos Hentges em 04/12/2009

A polícia do Peru suspendeu o delegado que havia revelado ter prendido uma gangue que matava pessoas para vender gordura humana por ter fabricado o caso.

No mês passado, o delegado Felix Murga havia prendido quatro pessoas que teriam confessado ter matado até 60 pessoas.

O delegado havia dito que eles vendiam a gordura de suas vítimas por milhares de dólares o litro.

Para ler a notícia completa acesse a BBC Brasil.

World of Darkness – Liberado o “Assassino dos Sonhos”

Publicado em Ideias Estranhas, RPG por Carlos Hentges em 24/11/2009

Um “devotado marido” que matou sua esposa ao confundi-la com um invasor foi liberado pelo juiz, que considerou que ele não tinha responsabilidade.

Brian Thomas, 59, confessou ter assassinado Christine, 57, no trailer do casal, mas culpou sua rara desordem do sono para justificar a atitude.

Aos jurados foi dito que eles deveriam decidir entre a inocência de Thomas ou inocência em razão de insanidade.

Dois especialistas em sono concordaram que o comportamento do réu estava relacionado ao automatismo, o que significa que, quando matou sua esposa, Thomas não tinha controle sobre o que fazia seu corpo.

Para ler o texto completo, em inglês, acesse a BBC.

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Hunter: The Vigil – Obliteração

Publicado em RPG, World of Darkness por Carlos Hentges em 28/09/2009

Hunter: The Vigil – Um Sombrio Dito Notável

Capítulo 12 – Obliteração

so near
so close
something bad is seen
but I
seem to be
the only one that can see
there is a darkness coming

Katatonia – Tonight’s Decision – A Darkness Coming

2009, 26 de Março

Cena 01 – Na Cadeia

Em sua cela, Jonathan Trager se pergunta por quanto tempo ficará ali. De um lado, um sonolento e ruidoso prisioneiro exala forte odor de álcool. Do outro, um homem pequeno e de aspecto doentio encara os seus sapatos.

- Andou pelo parque?
- Como?
- O Lincoln Park. Esteve lá, não é? Os seus sapatos. Estão sujos de terra.
- Sim, me pegaram lá.
- Eu também.
- Há quanto tempo está aqui?
- Três dias.
- Três dias? Por vaguear pelo parque?
- Não. É porque eu confessei.
- Confessou?
- Sim. As mortes. As quatro. Eu matei elas todas.

Afastando-se das grades, Trager se pergunta quanto mais vai demorar até que o advogado, qualquer advogado, apareça.

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Hunter: The Vigil – The Road to Hell…

Publicado em RPG, World of Darkness por Carlos Hentges em 10/06/2009

Hunter: The Vigil – Um Sombrio Dito Notável

Capítulo 08 – The Road to Hell…

Brave new world of secret fantasy
That hovers just beyond your bloody grasp
Close enough to thrill, the danger of the kill
Price for failure of your will

Bruce Dickinson – Accident of Birth – Road to Hell

2009, 20 de Março

Cena 01 – Tocaia

Jonathan Trager acabara de ouvir um homem ser morto. O provável assassino de sua irmã e sobrinha. Parado em uma esquina nas imediações da residência de Troy Anderson, espera a chance de testemunhar o próximo acontecimento terrível. Mark Spector sai e retorna conduzindo uma picape. As portas da garagem de Anderson são fechadas e assim permanecem por alguns minutos. Quando o veículo parte, leva um volume envolto em plástico escuro. Trager esconde-se entre árvores de um jardim, mas não tem sorte na perseguição. Quando consegue encontrar um táxi, o alvo já sumiu de vista. E, contrariando suas expectativas, não parece dirigir-se ao Lincoln Park.

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Hunter: The Vigil – Conseqüências

Publicado em RPG, World of Darkness por Carlos Hentges em 04/06/2009

Hunter: The Vigil – Um Sombrio Dito Notável

Capítulo 07 – Conseqüências

Cold days
Cold days

And again he rides in
It’s September and he covets the gullible
Skeletal wish
Hunter
A thousand lies cast from the throne of secrecy.

Opeth – Watershed – Heir Apparent

2009, 20 de Março

Cena 01 – O Turno Noturno

O pior do inverno já passou, mas ainda faz muito frio em Chicago. Especialmente durante a madrugada. Atravessando as alamedas desertas do Lincoln Park, a oficial Lucy O’Hara torce para que seus pés não congelem. É pouco mais de uma da madrugada, e ela sequer chegou à metade do turno. Novata, acreditou que integrar a força-Lincoln Parktarefa montada às pressas para lidar com a guerra de gangues no local era uma boa chance de ascensão. O amortecimento provocado pelo ar gelado discorda.

Os devaneios são interrompidos pela movimentação trinta metros adiante – incursões ao parque são proibidas a partir das 22 horas. E até mesmo os mendigos, que parecem capazes de suportar o frio com indiferença, deixaram os arredores depois um homem foi encontrado fatiado perto Museu Peggy Notebaert de História Natural. Avançando com cautela, O’Hara vasculha a escuridão com uma lanterna. Não demora até que a luz seja refletida por um objeto metálico. Um tripé, com uma câmera montada sobre ele. Logo adiante, atrás de uma pedra, um jovem tenta esconder-se.

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Crônicas Hiborianas – Primeira Edição: Mighty Barbarian!

Publicado em GURPS, Mutantes&Malfeitores, O Jogador, RPG por Carlos Hentges em 03/06/2009

Between the time when the oceans drank Atlantis, and the rise of the sons of Aryas, there was an age undreamed of. And unto this, Conan, destined to wear the jeweled crown of Aquilonia upon a troubled brow. It is I, his chronicler, who alone can tell thee of his saga. Let me tell you of the days of high adventure!

Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.

Primeira Edição: Mighty Barbarian!

“O cimério saiu para os jardins e, quando o vento da aurora soprou sobre ele a fragrância fresca de plantas de colheitas luxuriantes, Conan despertou como de um sonho. Voltou-se indeciso e vislumbrou a torre enigmática que acabara de deixar para trás. Ele esteve enfeitiçado, encantado? Tudo não passara de um sonho? Observava a torre reluzente, oscilando contra a aurora carmesim, com a borda ornada de jóias brilhando sob a luz crescente, quando a viu desabar em escombros brilhantes.”

A Torre do Elefante, último parágrafo.

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