Crônicas Hiborianas – GURPS e M&M. Dois Sistemas, Dois Jogadores, Dois Mestres.
Quarta Edição: Agrilhoado
Cena 01 – Prisioneiro
Nos porões do castelo de Zhenkri, Rei da cidade de Athros, Conan está preso. Acorrentado contra a parede, o bárbaro já perdeu a noção do tempo decorrido desde sua captura. Mesmo naquela masmorra úmida e fétida, as feridas do combate feroz contra os soldados estão cicatrizadas. Os guardas daquele buraco lhe lançam olhares de ódio. Um deles, em especial, parece carregar especial rancor. Acompanhado por outros dois, o soldado esmurra o rosto de Conan repetidas vezes.
- Então, bárbaro maldito? Apreciando a hospitalidade de Zhenkri?
- Cão! Tire essas correntes e eu lhe mostro o que penso de Zhenkri e dos covardes sobre quem ele reina.
- Que sabe você de covardia? Decapitou um capitão à traição, em uma luta de mãos nuas.
- Seu capitão pediu a espada a um dos soldados para me apunhalar. Eu apenas a tomei e entreguei-a de um modo que ele não gostou.
- Está zombando da morte de Dinak? Aquele homem me devia. Ia me tirar daqui.
- Na Ciméria os homens não esperam que outros homens tornem suas vidas mais fáceis.
A resposta vem na forma de mais um golpe. Os lábios de Conan sangram. Em silêncio, enquanto é levado da cela, Conan sentencia Plácido à morte.
Continue lendo ‘Crônicas Hiborianas – Quarta Edição: Agrilhoado’