The Truth's For Sale

Caso Ouro Preto – Sugestões de Leitura

Publicado em Jornalismo, RPG por Carlos Hentges em 21/07/2009

Este é um blog sobre RPG. Ou melhor, um blog sobre as campanhas de RPG que crio ou das quais participo. Entretanto, gostaria de aproveitar o espaço para dar minha contribuição em relação ao chamado “Caso de Ouro Preto”.

São dois textos abordando aspectos diversos do homicídio ocorrido em 2001, seus desdobramentos diversos, indo até o recente julgamento, que absolveu todos os réus.

O Caso de Ouro Preto – Incompetência e Preconceito

Os erros no caso de Ouro Preto

Imagino que os dois digam muito a respeito de temas como Imprensa, Preconceito e Justiça. E suas contrapartes.

Cinema em 1 Minuto – Intrigas de Estado

Publicado em Cinema, Jornalismo por Carlos Hentges em 09/07/2009

Intrigas de Estado – State of Play

State of PlayEm um momento em que o Jornalismo de um modo geral, e não apenas entre os jogadores de RPG, está em baixa, nada como um filme que mostra como as coisas deveriam ser. Desencadeada pela morte da assessora de um parlamentar, a história se transforma em uma convulsão que envolve questões do passado dos personagens, traição, conspiração corporativa e governamental, o período de transição (para pior) que atravessam os grandes veículos de comunicação e a busca pela dolorosa verdade. Ainda que contenha muita informação e as reviravoltas próprias dos thrillers, o roteiro é fácil de acompanhar e, em quase 100% do tempo, respeita a inteligência da platéia. Além disso, inúmeras referências estão jogadas para aqueles dispostos a estabelecer paralelos com o mundo real – Watergate, Blackwater, News Corp, Blogs vs. Imprensa etc. Trate-se de uma declaração de amor ao Jornalismo, o que, de certa forma, torna o filme um pouco triste, pois carrega a idealização do objeto da paixão, sempre uma imagem muito distante da que o cotidiano revela.

Fahrenheit 451

Publicado em Jornalismo, Literatura por Carlos Hentges em 26/02/2009

Fahrenheit 451 foi escrito por Ray Bradbury e publicado originalmente em 1953. A obra trata da disposição da sociedade para eliminar os livros e seus efeitos sobre os cidadãos. Trata-se de uma distopia. A obra é complexa demais para o breve comentário que pretendo fazer aqui. Interessa, no momento, uma passagem a respeito da decadência social no ambiente fictício proposto pelo autor.

Em uma das passagens, o Capitão Beatty explica a Montag, o protagonista, que o lento e inexorável rebaixamento da literatura se deu para que as letras deixassem de ofender as pessoas. Uma obra era proibida para não atacar os homossexuais. Outra, por defender o ponto de vista dos heterossexuais. Uma terceira, porque ofendia determinada religião ou credo. E assim por diante, até sua total supressão.

Por que disso tudo? Porque hoje li isso, e me chamou atenção como previsões feitas há mais de cinqüenta anos podem concretizar-se se não dermos atenção aos indícios de seu avanço.

A Nobre Arte

Publicado em Jornalismo, Literatura por Carlos Hentges em 04/11/2008

Jack London foi um grande fã de boxe, que ele chamava de “O Jogo”. Admitira diversas vezes não ter muita por-um-bifepegada, e por isso se especializara em esquivas e fintas. Dizem que em suas viagens, sempre que tinha a oportunidade, desafiava estranhos para uma troca amistosa de socos. Escreveu muito e bem sobre o tema. Claro que essa curiosidade literária de pouco vale para o Turismo Lado B, que calçou as luvas e entrou no ringue.

A primeira sensação é de ansiedade. Do outro lado do quadrilátero está uma pessoa que adentrou o ringue com a intenção de te derrubar a base de pancadas. Para um iniciante, encarar alguém mais experiente, rápido, forte e resistente é obviamente um aprendizado doloroso. Trata-se de um esporte onde, quando tudo dá certo, alguém sai machucado, afinal de contas. Antes do combate propriamente, melhor passar algumas informações.

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Denúncia da OAB não esgota o seu dever na defesa da República

Publicado em Jornalismo por Carlos Hentges em 03/11/2008

Doutor em Ciência Política, o advogado Eduardo Dutra Aydos não tem dúvidas sobre a existência de evidências e razões para o processo do presidente da República por crimes de responsabilidade. Mais do que isso, dedicou-se à construção de um site na internet – www.causapublica.org – que se tornou um centro de referência para o debate e a construção de uma proposta interativa de impeachment.

A sua proposta é mais ampla. Projeta a necessidade de uma convergência de esforços, na rede virtual, em torno de causas essenciais para a defesa e a consolidação da democracia, como é o caso do resgate da segurança pública e jurídica e a realização da reforma política. Mas ele acredita que a seriedade e a eficácia destes projetos esbarram na necessidade mais imediata de uma solução honesta para a questão notória da corrupção sistêmica ainda impune no governo Lula.

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Literatura Comentada: Na Toca dos Leões

Publicado em Jornalismo, Literatura por Carlos Hentges em 28/10/2008

Na Toca dos Leões trata da história da W/Brasil, “a agência de publicidade mais premiada do Brasil”, e de seu principal sócio e motor criativo, Washington Olivetto. Escrito por Fernando Morais, o livro cobre o período até a conclusão do seqüestro de Olivetto, em 2002.

A obra, porém, pode decepcionar quem procura um material que aprofunde a história da publicidade no país. Ainda que nomes conhecidos circulem pelas páginas, é a W/Brasil e seu proprietário mais famoso o foco de atenção.

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Literatura Copiada: Reino do Medo

Publicado em Jornalismo, Literatura por Carlos Hentges em 28/10/2008

Reino do Medo
Hunter S. Thompson

A liberdade é passado neste país (Estados Unidos). Seu valor foi rebaixado. A única liberdade que realmente almejamos hoje é nos livrar da Burrice. Nada mais importa.

No fim das contas, as únicas coisas pelas quais acabei preso foram coisas que não fiz. Todos os “crimes” que realmente cometi foram coisas que, em geral, acontecem por acidente. Toda a vez que me pegaram foi por eu estar no lugar errado e entusiasmado demais. E, de acordo com a opinião geral, eu não deveria ter o direito de sair impune.

Eu era o famigerado autor mais vendido de livros estranhos e brutais e também um colunista de jornal amplamente temido com várias intenções políticas distintas e muitos amigos influentes no governo, nos órgãos da lei e nos círculos sócio-políticos. Eu também era bêbado, louco e vivia armado até os dentes.

London em Londres V – Conclusão e Bibliografia

Publicado em Jornalismo, Literatura por Carlos Hentges em 17/06/2008

Não se tem notícia, além das críticas positivas recebidas por Jack London após a publicação de O Povo do Abismo, sobre a maneira como a obra, isoladamente, afetou seus leitores. Certamente afetou o autor, pois deu início a uma escalada que culminaria em títulos como O Tacão de Ferro e Martin Éden, todos impregnados de forte crítica social, amparadas na sua crença a respeito do aprimoramento da sociedade através da aplicação dos preceitos marxistas do Socialismo.

Jack London foi um combatente que saiu da miséria para transformar-se no escritor mais lido e bem pago de sua época. Ainda que, segundo críticos, tenha sido o primeiro exemplar de autor norte-americano a verdadeiramente conhecer os caminhos para a criação de um mito em torno de sua pessoa, é certo que viveu diversas vidas no período de uma única e breve existência. Teve tempo, inclusive, para deixar de ser um socialista, seis meses antes de sua morte. Alegou que o Partido havia perdido sua capacidade de ênfase na importância da manutenção da luta de classes.

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London em Londres IV – O Desafio à Espiral do Silêncio

Publicado em Jornalismo, Literatura por Carlos Hentges em 13/06/2008

Nascida na Alemanha em 1916, Elisabeth Noelle-Neumann especializou-se em demoscopia, isto é, na pesquisa da opinião pública sob organização científica. A partir dos anos 50, ela começou a se interessar pela relação entre imprensa e opinião pública.

Uma de suas primeiras pesquisas apontava que a auto-estima dos alemães diminuía à medida que a mídia fazia mais referências negativas ao povo. A pesquisadora começou a basear seus estudos em uma outra hipótese já existente, a da Agenda Setting, segundo a qual “a imprensa teria o poder de determinar os assuntos principais da população, através da divulgação repetitiva de artigos e notícias sobre certos temas” (HOHLFELDT, p. 191).

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London em Londres III – O Império dos Fatos e o Jardim da Imaginação

Publicado em Jornalismo, Literatura por Carlos Hentges em 12/06/2008

O Dicionário Eletrônico Michaelis de Língua Portuguesa define notícia como: “conhecimento, informação, novidade. Escrito de pouca extensão sobre um assunto qualquer”. A descrição é adequada para boa parte daquilo que se publica cotidianamente em jornais e revistas. Para avançar um pouco mais, apresenta-se o conceito de reportagem: “ato de adquirir informações para os periódicos. O serviço prestado pelos repórteres nos periódicos em que colaboram. As notícias que eles preparam para os periódicos”.

Comparadas ambas as definições dicionarizadas, fica-se com a sensação de que a primeira refere-se ao resultado da segunda. Combinando acepções, poderíamos ter que o serviço prestado pelos repórteres nos periódicos em que colaboram é um escrito de pouca extensão sobre um assunto qualquer.

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